“Uma rubrica envolvente e sedutora que mergulha nas profundezas dos desejos e fantasias mais íntimos, inspirada pelas fotos sensuais dos seguidores do perfil Segredos do Leo.

Cada imagem enviada é um convite ao deleite, um portal para uma experiência poética onde palavras e emoções se entrelaçam em versos ardentes e provocativos”.

3 contos da Darksecretangel

Tempo de leitura: 21 minutos

O número perfeito

Hoje quero contar-vos uma história diferente.

Uma prenda de aniversário que recebi quando tinha acabado de fazer 40 anos, faz há pouco tempo 4 anos.

Meses antes, através de uma rede social liberal, conheci o Nuno.

Mais novo que eu mas com um apetite muito semelhante ao meu, envolvemo-nos intimamente durante alguns meses.

Com a minha grande amiga Rita (a minha maior confidente, a quem eu conto tudo sobre a minha vida e que nunca me julga) na partilha dos detalhes sobre as minhas aventuras e momentos, batizamos o Nuno com a alcunha “Sushimen”…

Aliás, a algumas das minhas aventuras, atribuímos alcunhas para melhor os distinguir. Brincadeira de duas grandes amigas que simplesmente são a confidente uma da outra.

O Nuno foi o primeiro a quem atribuímos uma alcunha e ficou esse nome porque no nosso primeiro encontro, comemos sushi antes de sermos a sobremesa um do outro.

Como referi, durante alguns meses, eu e o Nuno tivemos alguns encontros. Davamo-nos super bem tanto na cama como fora dela e sentia-me sempre muito bem na sua companhia.

Certo dia, o Nuno, enviou-me mensagem a questionar se estava tudo bem e eu referi que sim. Na nossa conversa, comentei com ele que estava próximo de fazer anos e que por isso andava mais nostálgica.

Nos meus aniversários fico sempre muito nostálgica.

Bem disposto como o Nuno era, em jeito de brincadeira, achava eu, disse-me que em breve me faria uma visita para celebrarmos o meu aniversário e que queria trazer-me uma prenda.

Obviamente que disse que não precisava que ele me desse nenhuma prenda mas ele insistiu, afirmando que tinha a certeza que eu ia gostar da prenda.

Dias antes de me visitar ele revelou o que era a “prenda” que ele queria trazer com ele.

O Nuno conhecia perfeitamente todos os meus gostos e sabia que uma das coisas que eu apreciava era a possibilidade de voltar a estar com dois homens ao mesmo tempo.

Era algo que eu já não vivenciava há algum tempo e o Nuno sabia-o.

Assim sendo, quando me procurou o Nuno referiu que queria trazer um amigo para nos divertimos os três juntos.

Fui bem sincera com ele e disse-lhe que andava numa fase em que me sentia ligeiramente insegura e que não sabia ao certo se estava preparada para termos esse tipo de aventura pois eu não fazia a mínima ideia de como era o seu amigo e daquilo que ele ia gostar, ou até mesmo se eu faria o tipo dele e ase também ia gostar dele.

O Nuno tranquilizou-me e disse claramente que não havia como o seu amigo não gostar de mim.

Depois de ponderar um pouco, aceitei a proposta do Nuno.

Fiquei curiosa e empolgada. Não sabia como ia ser mas sabia que estaria segura com ele e o seu amigo pois confiava nele.

Alguns dias depois, combinamos e eles vieram ter comigo.

O Nuno pediu-me para ficar descansada que tudo iria correr bem e o único pedido que me fez foi para me colocar bem linda e bem sexy.

Assim o fiz. Coloquei uma roupa bem sexy e esperei por eles.

Quando abri a porta o Nuno vinha com um sorriso de miúdo maroto nos lábios e trazia com ele duas garrafas de um dos meus vinhos favoritos e bem fresquinho.

Dei-lhe um beijo bem gostoso e convidei-os a entrar. Atrás do Nuno, entrou o Carlos.

O Carlos tinha uma estatura bem idêntica ao Nuno, mas ao contrário do Nuno, senti-o bem nervoso mas estava também sorridente. Comprimentei-o com dois beijos e pedi-lhe que entrasse.

Ele estava bem mais nervoso que eu e gostei dele quase que imediatamente. Tinha um jeito bem querido e super educado.

Pedi-lhes que fossem para a minha sala, enquanto eu ia até à cozinha buscar uns copos para nós e um saca rolhas para abrir uma das garrafas de Planalto.

Já na sala, ia sentar-me numa ponta do sofá mas o Nuno pediu-me que me sentasse no meio. Tinha o Nuno sentado do meu lado direito e o Carlos do meu lado esquerdo.

Abrimos uma garrafa de vinho e depois do Nuno nos servir o vinho, brindamos a nós.

Eu senti logo uma grande conexão com o Carlos da mesma forma que senti com o Nuno quando o conheci mas confessei a ambos que já há algum tempo que não estava com dois homens ao mesmo tempo e que tinha medo que não corresse bem ou do jeito que ambos pudessem ter idealizado.

Ambos me tranquilizaram e disseram-me que íamos até onde eu me sentisse confortável.

Não sei bem se foi o Nuno que o sugeriu depois, mas para que eu me sentisse mais confortável ou menos “avaliada” decidimos vendar os meus olhos e deixar as coisas fluírem. Eu concordei de imediato pois senti que era algo que me iria deixar mais liberta e mais à vontade.

Fizemos um novo brinde e depois disso rimos imenso. Não sei se era já o vinho a fazer efeito mas realmente sentia-me divertida e descontraída.

O Nuno vendou-me os olhos com uma tira de tecido preta que inclusivamente já tinha usado numa outra ocasião mas para atar os meus pulsos.

Depois que o fez, comecei a sentir as mãos de ambos a acariciar o meu corpo. Enquanto o faziam, começaram também a beijar-me.

O Carlos estava do meu lado esquerdo e como era a primeira vez que o estava a beijar nos lábios percebi perfeitamente que era ele e confesso-vos que ainda hoje me recordo do nosso primeiro beijo.

Posso partilhar convosco que tenho um carinho muito grande por ele e que ele é uma das pessoas mais queridas e mais meigas que eu conheço mas na intimidade, ele revela-se e torna-se um dos homens mais fugazes e intensos que alguma vez tive o prazer de beijar e com quem tive o enorme prazer de privar.

O seu beijo foi quente, envolvente, incrível e conquistou-me por completo.

Assim que os nossos lábios se tocaram, eu senti uma conexão imediata com ele e todo o meu corpo reagiu aos seus toques.

Enquanto o Carlos me beijava os lábios e acariciava as minhas mamas, o Nuno beijava o meu pescoço e acariciava as minhas pernas e tocava-me e acariciava-me entre as minhas pernas.

A minha respiração estava ofegante e sentia-os completamente focados em mim.. Hoje em dia, quando fecho os olhos e me lembro desses momentos, parece que sinto as suas mãos e os seus lábios a percorrerem-me novamente.

Parece que há um teletransporte até aquele mês de Março de há quatro anos atrás. A dado momento deixei de conseguir distinguir quem era quem.

Eram lábios, beijos, mãos, dedos, respiração ofegante e eu continuava com a venda nos olhos e sentia-me uma deusa no meio de dois homens que estavam ali pura e exclusivamente para me proporcionar prazer e ter prazer comigo.

Que prazer imenso eles me estavam a proporcionar.

A dado momento o Nuno pega no meu copo e coloca-o à beira da minha boca e bebo um pequeno gole de vinho, mas deixo cair algum sobre as minhas mamas e não faço a pura noção de qual deles lambeu as minhas mamas, para limpar o vinho derramado, mas sei que fui à lua e regressei numa pequena fração de segundos.

Que tesão imenso que senti naquele momento. Estava verdadeiramente excitada e completamente perdida entre os dois.

Pedi-lhes que fôssemos para o meu quarto e eles guiaram-me até lá, sempre de olhos vendados.

Já no quarto e no meio de ambos, despiram-me com uma das maiores sensualidades que alguma vez algum homem o fez.

Só de me estar a lembrar desse momento, sinto todo o meu corpo a ferver e só me apetece despir.

Deitaram-me na minha cama e sinto-os a idolatrar o meu corpo.

Enquanto um mergulhava entre as minhas pernas lambendo a minha coninha como se não houvesse amanhã, o outro chupava e acariciava as minhas mamas delicadamente mas ao mesmo tempo com uma fome que só o verdadeiro tesão consegue provocar.

Peço ao Nuno para tirar a venda mas ele diz-me que ainda não a podia tirar e como verdadeira submissa que gosto de ser, obedeci.

Enquanto era idolatrada por ambos, com a minha mão esquerda consegui alcançar o que me parecia ser um joelho e comecei a subir a mão para encontrar algo com que a ocupar. Ao fazê-lo, percebi que era o Nuno que ali estava a lamber e a chupar as minhas mamas, o que significava que era o Carlos que se estava a lambuzar todinho no meio das minhas pernas. Que bem que ele o estava a fazer. Agora

mesmo, quando me lembrei, fiquei logo húmida e os poros da minha arrepiaram-se todinhos.

Pedi ao Nuno para se chegar para o topo da minha cabeça e logo ele entendeu o que eu queria… queria preencher a minha boca com a sua dureza.

E ele satisfez a minha vontade, colocando-se de pé na lateral da minha cama, e com a minha cabeça inclinada, fez-se entrar por completo na minha boca até bem fundo da minha garganta.

Em poucos segundos, tive um orgasmo tão prazeroso que me sentia levitar praticamente.

Segundos depois, um deles deitou-se na cama e o outro orientou-me para que eu ficasse por cima. Estava tão excitada e tão molhada, que assim que me sentei, senti um pau bem duro penetrar a minha coninha que ainda latejava do orgasmo que tinha acabado de ter.

Enquanto um me fodia, a minha boca era preenchida por um pau bem duro e estávamos os três completamente descontrolados pois gemiamos muito, confundindo-se quem era quem.

Naquele momento eu já não sabia quem me fodia e a quem eu chupava mas lembro-me de pensar que há muito tempo que não tinha tanto prazer assim.

Pouco tempo depois continuava a foder um pau que não sabia a qual deles pertencia e estava perto de atingir outro orgasmo quando de repente senti um deles a penetrar o meu rabinho.

Aquele era o momento e a experiência que eu ansiava há muito… dois paus bem duros a foder-me ao mesmo tempo. Matava as saudades da dupla penetração e não podia ter escolhido ninguém melhor que o Nuno e o Carlos.

Foi aí que eu pedi e implorei pedindo por favor, para tirar a venda dos olhos. Queria olhar nos olhos e perceber quem eu montava e quem me montava a mim.

Tinha o Carlos deitado na cama e eu sentada sobre ele e o Nuno a foder-me o rabinho com uma gentileza e rudeza misturadas numa sensação só.

Há muito tempo que não sentia um prazer assim e descontrolados e tomados pelo tesão e pelo êxtase eu e o Nuno viemo-nos praticamente ao mesmo tempo.

Deitamo-nos os três na cama a repousar os nossos corpos e no meio de ambos, uma vez mais sentia-me uma deusa a ser acariciada e paparicada pelos seus “servos”.

Já conhecendo os cantos à casa, o Nuno foi até ao banho enquanto eu e o Carlos ficamos deitados na cama aos beijos e a trocar carícias um com o outro.

Uma vez mais vos digo, adoro os beijos do Carlos. Adoro o seu toque. Adoro a sua meiguice e o facto de ser tão querido e atencioso.

Mas enquanto ali estávamos deitados, a beijar-nos, eu senti que para ambos ainda não tinha acabado.

Enquanto o Nuno tomava um banho e depois de nos começarmos a beijar com maior intensidade e fogosidade, um Carlos tomado pela excitação e pelo prazer, coloca-se sobre mim e continua a foder-me.

Meu deus, nunca esqueci essa foda.

Foi uma das melhores que já tive até aos dias de hoje, senão a melhor.

Foi intenso. Foi incrível. Foi memorável e inesquecível.

Acho que nunca me tinham fodido com tanto desejo e tesão como o Carlos me fodeu naquele momento.

Senti uma conexão tão forte com ele e uma empatia tão grande que considero que é esse o principal motivo de hoje em dia ainda nos relacionarmos (não tanto como eu gostava) e sermos amigos e darmo-nos tão bem um com o outro.

Conhecer o Carlos foi das melhores coisas que me aconteceu e tenho um carinho imenso e gigantesco por ele.

Adoro a sua meiguice e carinho comigo, mas também adoro quando me fode louca e apaixonadamente.

The Drummer

Estávamos nos finais do mês de Maio.

Tinha sido um longo dia de trabalho e estava sem energia nenhuma para ir até ao ginásio mas ganhei coragem e lá me equipei para ir mexer o corpo.

Nem sempre há a energia toda para ir ao ginásio, mas por isso mesmo é que me inscrevi num ginásio bem ao lado do meu local de trabalho, para não cair em tentação de fazer gazeta.

Quando estou no ginásio tento abstrair-me de tudo o que se passa à minha volta e coloco os auriculares, coloco a playlist que criei para o ginásio a tocar e faço seguida uma hora de passadeira quase todos os dias, antes de efetuar o treino planeado.

Estava na passadeira e senti o telemóvel a receber uma notificação. Abri o IG e li uma mensagem que me tinham enviado.

Ao abrir as mensagens vi que tinha algumas mensagens pendentes e algumas estavam ocultadas. Eram mensagens de pessoas que me seguiam mas eu não seguia de volta.

Ao abrir as mensagens ocultas vi que tinha uma mensagem de uma pessoa que não conhecia mas que acabou por me chamar à atenção.

Despertou a minha atenção em primeiro lugar o facto de a foto estar a preto e branco (sou uma fã do P&B) mas também pela mensagem em si.

O T foi extremamente educado pedindo em primeiro lugar desculpa por me abordar quando não nos conhecíamos.

Captou a minha atenção de imediato. Um homem educado é efetivamente um turn on e algo insubstituível.

Tanto no meu IG pessoal como no meu IG Darksecretangel_gram recebo algumas abordagens menos cativantes e algumas chegam mesmo a ser de um tremendo péssimo gosto. Para esse tipo de abordagens é ignorar.

Por isso, o facto de o T ter sido educado e não ter entrado a matar com fotos não solicitadas (que é algo que acontece por vezes) chamou a minha atenção e decidi responder-lhe.

Com o desenrolar da conversa percebi que ele não só era educado como também tinha um diálogo agradável e a conversa era boa. Deu para perceber também pelo diálogo que era inteligente e instruído. Erros ortográficos é algo que abomino e me faz alguma confusão, além de ser um tremendo turn off.

Começamos a trocar mensagens com alguma frequência e foi com uma expressão que ele usou que eu percebi que ele deveria ser bem mais novo que eu.

Quando o T me chamou de gatinha, percebi logo que ele devia ser mais novo que eu, e mesmo não sendo um impedimento para mim, questionei-o da idade. Ele falou-me que tinha 29 anos. Sinceramente não lhe dava de todo essa idade. Achei sinceramente que tinha pelo menos 34 anos, pela sua maturidade e forma de se expressar.

Com o tempo, percebemos que havia uma atração mútua e o T manifestou bastante vontade de estar comigo.

Estava indecisa se deveria envolver-me com ele. Era novo e eu também ainda estava a passar por uma fase de estar mais recatada e mais sossegada.

Tínhamos 15 anos a separar as nossas idades. Como referi, a idade para mim não é um problema mas realmente nunca tinha estado com ninguém com uma diferença de idade tão elevada.

Já não recordo muito bem do timing mas acho que foi no dia a seguir a começarmos a falar que o T me propôs que fosse ter com ele, mas eu já tinha bebido um pouco e achei melhor não pegar no carro.

Com toda a excitação que começamos a sentir acabei por aceitar que ele viesse ter comigo. Dei-lhe a minha morada e pouco tempo depois a minha campainha estava a tocar.

A primeira impressão foi de atração imediata.

O T tinha o físico que eu aprecio num homem. Cabelo escuro, barba, mãos cuidadas e corpo cuidado. Já me tinha conquistado pela conversa e ao vê-lo pessoalmente o físico também me cativou e deixou-me ainda mais atraída.

A quem lê as minhas histórias, entendam, eu aprecio o contacto físico. Gosto de ter prazer e de ter prazer mas nunca e jamais em tempo algum, estarei com alguém apenas por estar. Além disso, não estou com qualquer pessoa, seja homem ou mulher.

Fomos para a sala e estivemos a conversar mais um pouco. Preparei algo para o T beber. Eu já estava a beber um gin para descontrair.

A conversa fluía e estávamos claramente na onda um do outro e daí até ao momento em que começamos a envolver-nos foi num abrir e fechar de olhos.

Gostei do beijo do T. Foi envolvente, quente, molhado, cativante e intenso. Senti-me envolvida e nem pensei mais um segundo.

O toque do T era quente. Senti-me verdadeiramente desejada.

Toda a envolvência daquele momento deixou-me bem relaxada e super à vontade com o T. Deitamo-nos e como quem se queria banquetear com o meu corpo, o T posicionou-se entre as minhas coxas e mergulhou a sua língua e os seus lábios no meu baixo ventre.

Devorou-me como se eu fosse um alimento essencial à sua sobrevivência e em poucos minutos mergulhou de igual modo dois dos seus dedos dentro de mim.

Excitada, desejada e completamente rendida, o T fez-me vir em pouco tempo, fazendo-me contorcer e cravar as unhas nas cobertas.

Completamente despidos, excitados e envoltos um no outro, absorvemos um do outro tudo o que tínhamos vontade de partilhar e aquela divisória da casa cheirava a sexo, a prazer e a excitação, ao ponto que a dado momento tive de controlar os meus gemidos.

Saí dos braços do T e pedi-lhe que se deitasse… A sala estava com pouca luz pois antes do T chegar optei por acender umas velas para criar um ambiente mais intimista.

Deitado e com a cabeça ligeiramente subida pousada numa almofada, o T observava tudo o que eu fazia. Coloquei-me de joelhos à sua frente e suavemente, comecei a envolver o seu membro na minha mão e a passar levemente a língua de baixo até ao topo.

O corpo do T estremecia à medida que eu o fazia e era visível que tanto eu como ele queríamos senti-lo bem no interior da minha boca.

Delicadamente levei o seu membro até ao interior da minha boca.

Fui chupando-o e sugando-o aumentando a intensidade, fazendo-o deslizar para o interior da minha boca, cada vez mais fundo. Era visível nos seus olhos e na forma como o seu corpo se contorcia, que ele estava a adorar o meu toque e a minha dedicação.

Plenos de desejo, o T colocou-se sobre mim e mergulhou a sua dureza completamente dentro de mim.

Que excitação! Senti-lo completamente duro a preencher-me, a beijar-me e a dizer-me o quão bom estava a ser estar dentro de mim deixou-me ainda mais húmida.

Sentir-me entregar por completo… Descobrir sensações diferentes com pessoas diferentes. E que boa descoberta o T foi.

A dado momento coloquei-me de quatro e o T agarra-me pelas minhas ancas com força e começa a dar-me umas valentes estocadas… Uma atrás da outra sem parar levando-me ao clímax. Que sensação tão boa.

Ainda completamente duro, peço ao T que se deite para poder chupa-lo uma vez mais.

Sinto-o completamente entregue a mim e procuro ao máximo satisfazê-lo.

Primeiro começo com delicadeza, envolvendo o seu pau duro com a minha mão e depois com a boca e a língua. De baixo para cima.

Acelero a intensidade e sinto-o cheio de tesão por me ver naquela posição e por ter a sua dureza completamente na minha boca.

Sinto-o perto de atingir o clímax e não páro.

Chupo-o cada vez com mais intensidade e com mais desejo. Não páro. Não abrando. Não cedo. E eis que o oiço dizer que não consegue segurar mais e a sua excitação é libertada na minha boca.

O vício after work

Tenho um vício na minha vida… conheci-o há dois anos.

Ainda no nosso último encontro, ele ficou todo nostálgico e falou desse assunto dizendo “Já tive relacionamentos que não duraram tanto como isto que nós temos.” Foi curioso ele usar a expressão “isto” porque realmente aquilo que temos (ou não temos na verdade) não tem uma definição. E foi nesse sentido que lhe respondi que aquilo que temos é simplesmente um vício.

No final do ano de 2025 estivemos juntos. Para não variar, um encontro incrível como todos os outros nossos encontros… senão melhor ainda que todos os anteriores.

Assim que nos despedimos, enquanto conduzia, pensei “Esta foi a última vez que estive com ele.”

A questão é que não foi. Já estivemos juntos estes dias e uma vez mais, o nosso encontro conseguiu superar o anterior.

Na verdade, nos últimos três meses, temos estado juntos pelo menos uma vez por semana.

Na última semana estávamos com agendas ligeiramente incompatíveis.

No seu atual trabalho, ele as suas folgas são às terças e quartas ou quartas e quintas. Depende um pouco do fluxo de trabalho, mas tem feito sempre por vir ter comigo afirmando que não pode ficar sem estar comigo tantos dias.

No meu íntimo, luto por não me envolver sentimentalmente por ele pois considero que não confio nele a esse ponto… ao ponto de lhe entregar os meus sentimentos mais profundos, contudo com as inúmeras coisas que ele me diz seja quando não estamos juntos ou seja até mesmo nos nossos encontros, tem sido difícil não me sentir envolvida.

Não diria estar apaixonada por ele, mas tenho sentimentos por ele e sei que mesmo não querendo, o N tem também sentimentos por mim.

É impossível que duas pessoas que partilham aquilo que partilhamos não sintam algo no meio de tanto tesão e tanto prazer.

Há coisa de duas semanas, estava ele fora em trabalho e enviou-me mensagem do nada a dizer “Estou a morrer de saudades tuas!”

Romântica incurável como sou obviamente que me derreti toda enquanto leio a sua mensagem.

Não respondi de imediato. Estava a pensar se queria responder e se queria confessar-lhe o quanto estava a sentir a sua falta, contudo alguns minutos depois respondi-lhe simplesmente que acreditava nele.

Depois disso trocamos longas mensagens bem quentes com direito a miminhos personalizados. Ele adora que eu vista uma linda lingerie e que a exiba para ele, e como uma exibicionista nata, eu faço-lhe a vontade com direito a um show privado de striptease.

Entre as mensagens começamos a tentar perceber nessa semana qual o dia que tanto eu como ele teríamos disponibilidade para estar juntos e percebemos que a nossa única possibilidade era na quarta feira ao final do dia.

Estaria a trabalhar, como normalmente até às 17h15, mas disse-lhe que ia sair uma hora mais cedo para termos um pouco mais de tempo já que às 19h30 ele teria de regressar ao Porto para ir a um jantar de aniversário.

Pedi-lhe para me avisar assim que estivesse a chegar a minha casa pois era só o tempo de eu sair do trabalho e encontrar-me com ele à porta do meu prédio.

Assim ele fez e ao chegar ao meu prédio, já o vejo à porta à minha espera com aquele sorriso lindo e sedutor com o qual ele sempre me presenteia.

Um dia cinzento e frio que ficou bem mais quente assim que ele me puxa para me dar um longo beijo que me deixou logo em brasas.

Entramos no prédio e o elevador já estava ali mesmo disponível para subirmos até ao meu andar. Uma vez no elevador, o N agarra-me novamente e beija-me envolvendo-me nos seus braços e prendendo-me contra o canto do elevador, roçando o seu corpo contra o meu.

Era já palpável a dureza dentro das suas calças enquanto ele roçava a anca contra mim deixando-me sem fôlego e com uma vontade imensa de o ter dentro de mim. As suas mãos tocavam-me e percorriam todo o meu corpo quando a luz do elevador se apaga e percebemos que ainda nem tínhamos tocado no botão para o meu andar.

Rimo-nos os dois e depois do N carregar no botão para o terceiro andar, tomou-me novamente nos seus braços e beijou-me fugazmente o pescoço murmurando ao meu ouvido o quanto tinha sentido a minha falta nos últimos dias. Envolvi os meus braços em torno do seu pescoço e beijei-o confessando que também tinha sentido saudades dele.

Assim que entramos em casa, pousei a minha bolsa e começamos logo à entrada a despir os nossos casacos enquanto nos beijávamos. Parecia que as nossas bocas estavam sedentas uma da outra como quem precisa do ar para respirar e sobreviver.

O N guiou-me até ao meu quarto, colocou-se por detrás de mim, acariciando todo o meu corpo enquanto me beijava o pescoço. Virei a cara ligeiramente sobre o ombro esquerdo e uma vez mais as nossas bocas e as nossas línguas envolveram-se com ânsia.

Devo mencionar que durante todo o dia estive a provocá-lo.

Logo pela manhã mostrei-lhe qual a lingerie que ia vestir nesse dia e mostrei-lhe ainda que tinha decidido ir trabalhar com o meu plug anal colocado. Disse-lhe que o plug ia ficar colocado todo o dia e que quem o ia retirar era ele, quando estivéssemos juntos ao final do dia.

Obviamente que isso deixou-o completamente maluco e doido de tesão e assim que nos vimos à porta do prédio era visível o nosso desejo por estar sozinhos na nossa intimidade.

Confesso-vos que não foi tarefa fácil usar o plug todo o dia.

Passei o dia verdadeiramente excitada e pensar o quanto isso estava a deixar o N tão excitado quanto eu, foi um desafio ao meu autocontrole.

Estávamos aos pés da minha cama quando comecei a desapertar ansiosamente as suas calças, quando o N me diz que não aguentava mais e que tinha de estar dentro de mim.

Começou a dizer-me como passou todo o dia a contar os minutos até vir ter comigo e à medida que o fazia, ia tocando todo o meu corpo e ia beijando o meu pescoço enquanto me despia.

Disse-me que eu era muito safada por ir trabalhar com uma lingerie tão sexy por debaixo da roupa que tinha vestida e que achava excitante que só eu e ele soubessemos o quão sensual eu estava.

Nesse dia tinha vestido o Set Twilight Dark da Pimenta Doce Lingerie.

Vesti um macacão preto que ficava acima do joelho e uma camisa preta além de umas collants com fantasia da Calzedonia (outro dos meus vícios além dos sets de lingerie).

Assim que me despiu, puxou as minhas collants para baixo e sem demoras pediu-me (na verdade foi mais uma ordem) que me colocasse de quatro na cama porque ele estava desesperado por entrar dentro de mim.

Obedeci e assim que me coloquei de quatro, ele afastou-me a tanga para o lado e deslizou para bem fundo da minha coninha entoando um suspiro daqueles bem profundos.

Pediu-me logo desculpa mas disse que não tinha pensado em mais nada nos últimos dias e que aquele era o momento que mais tinha ansiado. Só me deu imensa vontade de me rir e quando o fiz ele começou a entrar e sair de dentro de mim com valentes estocadas dizendo em voz alta que adorava foder-me e que não queria mais nada senão fazê-lo.

Com o plug colocado e por ter estado a usá-lo todo o dia, para além da envolvência com que o N me tomou logo que entramos no elevador do prédio, eu escorria de excitação e aquelas estocadas eram tão profundas e tão intensas que era audível a minha humidade.

Excitada e completamente absorvida por ele e por estar a ser tomada por ele, debrucei-me ainda mais sobre a cama, ficando com o rosto completamente colado à cama e com o rabo completamente empinado, levei as minhas mãos a cada uma das nádegas do meu rabo e abriu-o bem para ele.

O N estremeceu assim que o fiz e delicadamente abrandou e começou a remover o meu plug.

Adoro que, ao fim de dois anos de envolvimento com o N, saiba dominar os pontos fracos dele, deixando-o completamente doido de tesão por mim.

Brincamos assim um com o outro durante uns bons minutos. Ele por detrás, a deslizar para bem fundo da minha coninha, fodendo-me como se nunca mais quisesse parar e a brincar com o meu plug metendo-o e tirando-o do meu rabo imenso, enquanto eu, com as minhas mãos, afastava as minhas nádegas para lhe dar uma visão mais clara do que lhe estava a oferecer.

A dado momento, afasto-me um pouco e subo para cima da cama, despindo a minha tanga, e volto a colocar-me de joelhos, mas virada para a sua dureza, envolvendo-o com a minha mão e delicadamente começo a chupá-lo.

Língua na ponta, movimentos circulares, lambo-o em todo o seu comprimento, cuspo e começo a chupá-lo sofregamente.

O N leva as suas mãos à cabeça e começa a gemer de prazer enquanto me observa a engolir todo o seu comprimento até tocar bem fundo na minha garganta.

Gemo de prazer enquanto o faço pois o seu prazer é o meu prazer e dar-lhe prazer é das coisas que mais gozo me dá fazer.

Passados poucos minutos, o N puxa-me e uma vez mais beija-me fugazmente e eu só consigo murmurar entre os beijos que preciso de mais recepções como aquela ao chegar do trabalho.

O N faz-me deitar na cama e coloca-se sobre mim continuando a beijar-me e a explorar todo o meu corpo com as suas mãos. Coloca-se entre as minhas coxas e começa a dizer-me tudo aquilo que eu adoro que ele me diga enquanto estamos assim.

Os nossos encontros e a nossa intimidade é efetivamente na generalidade das vezes muito verbal.

Nesse dia o N só me dizia o quanto tinha pensado em mim todo o dia e o quanto estava ansioso por estar comigo. A dado momento disse-me ainda ao ouvido “És muito safada…e muito putinha… trabalhar todo o dia com o plug metido nesse rabinho sabendo que só o podias tirar quando chegasses a casa. Imaginaste como ia ser? Ias debruçar-te para mim e pedir-me que to tirasse ou só ias tirá-lo assim que me oferecesses esse rabinho maravilhoso para eu o foder?”

Devo admitir que adoro as coisas que ele murmura ao meu ouvido. Desde as minhas fofas até às mais ordinárias e claro que a minha resposta ao que ele me perguntou foi que fiquei com o plug colocado todo o dia, para que na hora de ele me foder o rabinho, tal como eu tanto gosto, era para estar mais preparada e mais relaxada. Ele enlouqueceu com a minha resposta e só me diz ao ouvido, que ninguém sonha a putinha que sou quando olham para mim e vêem o meu ar de anjo.

E eu concordo com ele, porque de facto no dia à dia, com o meu ar angelical, ninguém imagina o quanto adoro entregar-me, ser submissa e satisfazer a pessoa que tenho comigo na intimidade.

Continuamos deitados na minha cama. O N sobre mim, por entre as minhas coxas, os nossos corpos unidos e a olhar-nos olhos nos olhos enquanto somos um só.

E eis que do nada, o N faz algo que já não me faziam há muitos anos e que ao início deixou-me apreensiva mas que no final foi das coisas mais incríveis que me fizeram nos últimos anos. Há muitos anos que não era pegada ao colo. Como já tiveram oportunidade de perceber pelas minhas fotos, sou uma mulher com curvas e não sou propriamente uma pessoa leve.

Quando ele pega-me ao colo para depois nos colocar no fundo da cama comigo sobre ele, disse-lhe para me colocar no chão pois estava extremamente preocupada de ser muito pesada para ele me pegar, ao que o N me responde “Não sejas tola… é incrível ter-te no meu colo!”

Não preciso de vos dizer o quão especial me senti. Há muitos anos que não me pegavam ao colo da forma como ele o fez e isso para mim foi um momento bem intenso e bem especial. Sentir-me nos seus braços, elevada por ele, e depois sentar-me sobre ele e fodermos ali aos pés da minha cama deu-me um tesão tão grande que atingi o clímax em poucos minutos.

Uma vez mais ele ergue-se comigo no seu colo, deita-me na minha cama e coloca-se ao meu lado, estimulando-me com os seus dedos na minha coninha

pedindo-me um squirt. Em poucos segundos, começo a contorcer-me toda, e grito gemendo para o N que estou quase e do nada toda a minha excitação espalha-se sobre a cama. O som da minha excitação é tão audível que o N acumula algum do líquido na sua mão e dá-me na minha boca, beijando-me logo de seguida.Que tesão imenso. Que excitação. Difícil descrever em palavras o que se sente em momentos como aquele. Só vivendo o momento para se conseguir perceber todas as sensações.

O meu envolvimento com o N já contabiliza dois anos e acredito que este será um daqueles momentos que partilhamos que eu jamais esquecerei de tão intenso e prazeroso que foi.

Durante longos minutos, envolvemo-nos sem parar.

O quarto cheira incrivelmente a sexo, a excitação, a prazer. Os nossos cheiros e sons tomam o quarto e a dado momento peço para pararmos.

Preciso de beber água pois sinto-me completamente a desidratar. Assim que me levanto, o N vem atrás de mim, toma-me nos seus braços, beija-me sofregamente, encosta-me contra a parede e desliza para bem fundo de mim.

Levanta-me a perna direita e enquanto me fode o rabinho, a sua mão estimula o meu clitóris e em poucos segundos começo a contorcer-me uma vez mais sem conseguir controlar a minha excitação e atinjo o clímax, tapando a minha boca para que quem passa no corredor do prédio não me oiça gemer.

Que intensidade.

Que prazer imenso. Sinto as pernas bambas e sinto-me sem força e deitamo-nos na cama lado a lado, beijando-nos e tocando-nos absorvendo toda aquele momento e prazer. Olhamo-nos. Não falamos. Só nos olhamos e eis que o N uma vez mais me diz “Não quero nunca que isto que temos acabe.

É incrivel estar contigo e nunca ninguém me deu o prazer que me dás!” Sorrio para ele e ele percebe que me está a deixar sem jeito e levanta-se para nos ir buscar dois copos de água.

Quando regressa da cozinha, dá-me um dos copos e eu bebo-o de uma vez só.

Ele senta-se na cama, com as costas ligeiramente encostadas à cabeceira da cama. Fica mais deitado que sentado e é nesse momento que me posiciono entre as suas pernas e ele percebe logo pelo meu olhar o que quero fazer.

Ele levanta-se vai até à casa de banho e eu oiço a torneira a abrir.

Poucos minutos depois ele regressa e eu ainda estou ali deitada na cama e olhamo-nos e percebo que ele foi limpar-se para que eu me pudesse divertir um pouco com ele ali deitado. Deita-se novamente como estava antes e pego no seu pau visivelmente duro e lambo-o da base ao topo.

O N adora olhar para mim enquanto me delicio com a sua dureza e eu adoro que ele olhe bem fundo nos meus olhos, vendo a excitação que sinto e o prazer que tenho em satisfazê-lo dessa forma.

Lambo, chupo, cuspo e chupo novamente e só ouço os gemidos de prazer e excitação que ele sente. Vejo-o contorcer-se cada vez mais e é visível que não tarda para explodir num orgasmo.

Pede que não pare e eu continuo e continuo e continuo…até que ele me pergunta com o seu olhar se pode vir-se na minha boca e eu assinto com um pestanejar de olhos e em poucos segundos tenho-o a explodir e a vir-se na minha boca.

Os nossos olhos reencontram-se poucos segundos depois e uma vez mais diz-me que nunca ninguém lhe deu o prazer que eu lhe dou e eu sinto-me derreter pelo seu elogio.

Subo até estar ao seu lado e deito a cabeça no seu peito e ficamos assim um pouco, acariciando-nos um ao outro. Estamos os dois sem fôlego. O seu peito sobe e desce acelerado enquanto me acaricia pedindo-me que aquilo que temos nunca acabe.

Rio-me e de seguida suspiro sem saber o que lhe responder.

E quando achei que o N estava já sem forças ele beija-me uma vez mais de forma fugaz e diz-me ao ouvido “Eu ainda não terminei putinha!” e toda eu estremeço com a sua confissão.

Vira-me de barriga para baixo, levanta ligeiramente a minha perna esquerda e introduz-se no meu rabinho começando a foder-me sem dó pedindo-me que fale com ele. Eu sei o que o excita. Sei quais os seus pontos fracos. Sei o que o incendeia. Sei o que o deixa completamente maluco e tomado pelo tesão. Peço-lhe que não pare.

Que me foda o rabinho e digo-lhe que o guardei completamente para ele e que não o dou a mais ninguém. Peço-lhe que me chame de putinha enquanto me fode e é isso que o faz uma vez mais explodir e atingir o clímax. Sinto-o extremecer enquanto se liberta dentro de mim e a nossa respiração é ensurdecedora.

Caímos uma vez mais na cama, os dois envoltos um no outro, relaxando e acariciando o corpo um do outro.

Sugestão de produtos para apimentar o Dia dos Namorados

Tempo de leitura: 3 minutos

O Dia dos Namorados é, para muitos casais, a data mais esperada do ano. É o pretexto ideal para celebrar o amor, mas também o desejo. A verdade é que, com o passar do tempo, a rotina instala-se, o toque perde intensidade e a intimidade pede reinvenção.

É aí que entram os produtos eróticos, acessórios, brinquedos e cosméticos sensuais que reacendem a faísca, provocam novas sensações e trazem leveza, riso e ousadia ao quarto.

Não são apenas instrumentos de prazer: são convites à descoberta mútua e ao reencontro com o corpo e com o outro.

Neste artigo trazemos-te 8 sugestões de produtos para apimentar o Dia dos Namorados, com dicas reais para os integrares na tua noite e, no final, damos-te ainda outras formas surpreendentes de elevar o prazer com criatividade e intensidade.

1. Pretty Love Abner – Vibração com controlo por app

Este brinquedo combina prazer com tecnologia: um vibrador interno, anatómico e discreto, que pode ser controlado por aplicação no telemóvel.

Perfeito para provocar em segredo durante um jantar fora, numa escapadinha ou mesmo no sofá da sala. A vibração silenciosa e os múltiplos modos permitem criar um jogo de sedução subtil e intenso.

Dica: Usa lingerie com abertura ou cuecas finas para facilitar o uso… e deixa que seja o teu parceiro a comandar.

Abner app - Pretty Love

Abner app – Pretty Love

36 em stock

2. Anel Vibrador Womanvibe Zeus

Este anel em silicone macio estimula o pénis ao mesmo tempo que oferece vibração directa no clitóris durante a penetração.

Ideal para prolongar a relação, aumentar o prazer mútuo e explorar novas posições com mais intensidade.

Dica: Usa com lubrificante à base de água para mais conforto e fricção suave.

Anel Vibratório Zeus

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32.99

7 em stock

3. Creme Shunga Garden – Orgasmo Feminino Intenso

Um creme estimulante que aquece, vibra e desperta os sentidos na zona íntima da mulher.

Basta aplicar uma pequena quantidade no clitóris e esperar alguns segundos para começar a sentir o calor e o formigueiro de prazer a subir.

Dica: Usa como preliminar antes do toque ou penetração. Ideal para mulheres que demoram mais a atingir o orgasmo.

Orgasmo feminino intenso - Shunga Garden

Orgasmo feminino intenso – Shunga Garden

44.99

2 em stock

4. Black & Silver Bullet Vibrating Kailan 2

Este bullet é pequeno, prateado e poderoso.

Cabe na palma da mão, mas oferece uma estimulação intensa em qualquer parte do corpo: clitóris, mamilos, virilhas, zona anal externa.

Dica: Deixa-o ligado e passa-o lentamente em redor das zonas erógenas, sem nunca tocar diretamente, até a outra pessoa implorar.

Black & Silver - Bullet vibratório Kailan 2

Black & Silver – Bullet vibratório Kailan 2

32.99

1 em stock

5. Satisfyer Little Secret – Panty Vibrator

Coloca-se discretamente na cueca e vibra silenciosamente, controlado por app.

Ideal para jogos públicos e para criar cumplicidade em momentos inesperados.

Dica: Marca um encontro, veste o brinquedo, e envia o comando ao teu par sem aviso. O resultado? Uma noite memorável e muito molhada.

SATISFYER - LITTLE SECRET PANTY VIBRATOR

SATISFYER – LITTLE SECRET PANTY VIBRATOR

79.99

2 em stock

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6. Amalfi Double Pleasure – Vibração e Sucção

Este brinquedo é puro luxo erótico: oferece vibração interna com movimento “up and down” no ponto G e, ao mesmo tempo, estimulação por sucção no clitóris.

Dica: Usa a solo ou com o teu par a observar. A performance é garantida e inesquecível.

Amalfi Double Pleasure - Suction + Up and Down

Amalfi Double Pleasure – Suction + Up and Down

69.99

7. Pack Duo Gloss Quente & Frio

Dois gloss labiais com efeito térmico. O quente provoca calor e o frio cria um ligeiro efeito refrescante.

Dica: Usa antes do sexo oral ou alterna entre os dois durante o jogo. Os contrastes térmicos surpreendem e provocam reações fortes.

Pack duo Gloss – Quente e Frio

Pack duo Gloss – Quente e Frio

21.99

4 em stock

8. Pherostrong for Woman: Feromonas Afrodisíacas

Um perfume com feromonas, ideal para quem quer causar impacto com a presença.

Dica: Usa nos pulsos, pescoço e coxas internas. Não se nota, mas sente-se.

Perfume Pherostrong Limited Edition for Women

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39.99

2 em stock

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Outras ideias para apimentar ainda mais a noite

Além destes produtos irresistíveis, há pequenas ações e jogos que podem transformar o teu Dia dos Namorados num ritual sensual e muito pessoal.

Aqui ficam algumas ideias extra:

Jogo de desafios secretos: Escreve 5 desafios sensuais e coloca-os numa caixa. Ao longo da noite, vão tirando um de cada vez.

Desfile de lingerie: Veste 2 ou 3 peças diferentes e faz uma troca durante a noite. Mostra-te, mas deixa sempre algo por descobrir.

Massagem com vela quente: Acende uma vela de massagem afrodisíaca e deixa o óleo derreter. Usa-o para massajar devagar, com intenção, explorando zonas normalmente ignoradas.

Fantasias por concretizar: Pergunta ao teu par o que gostava de experimentar. Escolham uma fantasia e façam dela o centro da noite.

Jantar às escuras (em casa): Serve o jantar vendado. Alimentem-se mutuamente. Depois, continuem o jogo às escuras… com o corpo.

Descobre 15 ideias surpreendentes para o Dia dos Namorados

Se queres fugir ao cliché e viver uma noite verdadeiramente memorável, este artigo é para ti.

Reunimos 15 sugestões provocadoras e criativas que vão desde jogos sensuais a lingerie ousada, mais brinquedos para dois, desafios íntimos e momentos que acendem o corpo e a cumplicidade.

Este ano, transforma o Dia dos Namorados num ritual de prazer, conexão e desejo e deixa que cada gesto conte uma nova história.

Lê o artigo completo e inspira-te – clica aqui

Torna o teu Dia dos Namorados inesquecível

A sensualidade vive nos detalhes e estes produtos são aliados perfeitos para criar momentos íntimos, inesquecíveis e muito acima da média.

Na secção Intimate da Pimenta Doce Lingerie, encontras tudo o que precisas para dar vida a estas ideias: desde brinquedos discretos a vibradores ousados, lingeries provocadoras e acessórios para elevar o toque e reinventar o desejo.

Este 14 de fevereiro, faz diferente. Não ofereças só flores. Oferece sensação, ousadia e momentos que fiquem na pele.

Da música para o hotel

Tempo de leitura: 12 minutos

A primeira vez que ele a viu, o mundo ficou em silêncio. Estava nos bastidores de um festival itinerante, onde a música se misturava com o cheiro a cerveja quente e fumo de palco.

Tinha acabado de desmontar a sua bateria quando a viu passar com um andar firme, os cabelos castanhos a deslizar-lhe pelas costas, o corpo desenhado por um fato preto justo, o olhar demasiado seguro para fingir inocência. Ela era a Filipa.

Ele não sabia o nome, não ainda. Sabia apenas que ela trabalhava com a banda que iria atuar no dia seguinte, pois viu-a com outros elementos dessa banda conhecida.

Ouvira dizer que dançava, mas aquilo que o prendeu não foi a dança, nem a forma como se movia, foi o silêncio em volta dela. Como se o espaço se encolhesse quando passava, como se ela trouxesse consigo uma espécie de magnetismo cru.

Ela reparou nele também. Sentado numa caixa de som, ainda a suar da atuação, olhos hazel que a seguiram com uma intensidade quase insolente. A barba mal feita, a camisa escura com dois botões desapertados, a pele clara marcada por uma cicatriz discreta no pulso esquerdo. As pessoas conheciam-no pelo seu apelido: Almeida.

O tipo de homem que carrega o caos nos dedos e uma história mal contada no olhar.

No dia seguinte, cruzaram-se outra vez. Desta vez nos corredores de acesso ao backstage. As paredes estavam gastas, com o eco de passos e vozes abafadas a misturar-se com o som distante dos ensaios. A luz era baça, quase azulada, e o cheiro a cabos elétricos aquecidos e maquilhagem criava um ambiente estranho, suspenso no tempo.

Ele estava encostado à parede, braços cruzados, uma outra camisa mais clara e ligeiramente desabotoada, olhar preso ao movimento dela. A Filipa vinha distraída, uma sandália na mão (a tira tinha rebentado minutos antes) e o andar elegante agora pontuado por um leve desequilíbrio.

Mesmo descalça, mantinha uma presença impossível de ignorar, como se a vulnerabilidade lhe assentasse com uma ironia sensual.

Quando se cruzaram, ele não resistiu a provocar:

— Esse é o novo estilo? Dançar com um só pé?

Ela riu-se, sem pressa, o olhar a prender-se no dele com aquela mistura desconcertante de desafio e graça.

— A sandália é que decidiu que hoje não queria palco.

Ele inclinou-se ligeiramente e o sorriso subiu-lhe aos lábios com naturalidade.

— Ontem foste tu quem dançou dentro da minha cabeça. Hoje, parece que vens pisar o meu juízo.

O jogo começava ali. Ele deu um passo mais perto, sem romper o espaço dela, mas o suficiente para o silêncio entre ambos se tornar quase táctil. O olhar dele era direto, firme, mas sem arrogância, havia algo de transparente na forma como a via.

— Posso ter o teu número?

A pergunta saiu sem rodeios, mas com intenção. Ela arqueou ligeiramente uma sobrancelha, como quem é abordada com demasiada frequência para se impressionar com facilidade.

— Tão depressa? — perguntou, brincando com a correia partida da sandália. — E onde está o mistério?

Ele sorriu, aceitando o desafio.

— Há coisas que não precisam de mistério para serem certas. Só atitude.

Ela mordeu o lábio inferior, por um instante. Não de hesitação, mas de gosto pelo jogo.

— Vais ter de merecer, Almeida. É assim que te chamam, não é? Não sou daquelas que se entregam ao primeiro pedido simpático.

Ele inclinou-se ligeiramente para o lado, quase em tom de conspiração e admirado por a Filipa saber o seu nome:

— Então diz-me o que tenho de fazer para merecer.

A Filipa não respondeu. Passou por ele com um toque breve no ombro, o suficiente para o arrepiar, e disse por cima do ombro, sem se virar:

— Surpreende-me.

E desapareceu no labirinto do backstage, deixando-o a saborear a promessa que não se disse.

Ele foi teimoso e conseguiu o que queria

Ele não ficou à espera do acaso. Depois do segundo cruzamento no backstage, o Almeida percebeu que havia coisas que não se podiam deixar ao sabor da sorte. Sabia o nome dela, mas não tinha mais nada. Passou parte da noite a remoer aquele sorriso, aquela resposta dita por cima do ombro, e a ausência de um número tornava-se uma espécie de tortura elegante.

Na manhã seguinte, durante a desmontagem dos equipamentos, encostou-se a um dos flight cases e chamou um técnico de som que já o acompanhara noutras digressões, conhecido por saber mais segredos do que frequências. Acenou com a cabeça em direção ao lado oposto do palco, onde a banda dela estava a recolher os instrumentos.

— Conheces alguém dali? — perguntou.

O técnico seguiu o olhar, mordeu um canto do lábio e soltou um sorriso enviesado.

— Conheço quem monta os in-ears da vocalista e quem já tentou com a bailarina.

— A bailarina — murmurou Almeida, como se dissesse o nome dela sem o dizer.

O técnico percebeu logo. Levou tempo, umas piadas de meio tom, um cigarro partilhado, e no final da tarde, recebeu uma mensagem com um número desconhecido e um aviso:

“Ela não é para amadores. Boa sorte. E olha… foi ela que me deixou dar-te o número”

Ele não respondeu. Apenas gravou o contacto: “Filipa”.

Esperou até à noite. Escreveu com hesitação disfarçada:

Parece que a sandália decidiu fugir antes de mim.”

Demorou dois minutos. A resposta chegou certeira:

“O curioso é que foste tu quem tropeçou.”

A partir daí, tudo deslizou. Mensagens curtas. Cheias de subtexto. Uma provocação a cada linha, um desafio velado em cada emoji sem rosto. Quase sempre fora de horas.

Quase sempre com aquela sensação de que se estavam a despir sem pressa, palavra a palavra.

Não foram diretos ao que ambos sabiam que estava ali. Começaram por cafés, encontros “casuais” em sítios com janelas grandes e pouco movimento, onde o tempo parecia desacelerar. Ele gostava de observar a forma como ela mexia no açúcar sem nunca o deitar, como se apenas gostasse de ter algo entre os dedos.

Ela reparava nos gestos dele: o modo como pousava a chávena, o olhar fixo nas mãos dela quando falava.

A tensão crescia com cada encontro. Um jogo subtil, lento, tão bem jogado que qualquer um que os visse pensaria que eram apenas conhecidos a explorar uma afinidade improvável.

Até ao dia em que, já de noite, sentados no carro dele depois de mais um desses cafés, o silêncio ganhou peso. Não havia música, só o som dos motores ao longe e a respiração deles a mudar de ritmo. Ela virou-se para ele com um sorriso calmo, mas os olhos diziam outra coisa.

— Já pensaste o que seria se eu me aproximasse agora?

Ele não respondeu. Aproximou-se.

Não chegaram a sair do carro nessa noite. As mãos dela deslizaram para dentro da camisola dele com uma fome contida, e os beijos foram crescendo como uma tempestade prestes a rebentar. Ela sentou-se no colo dele e os vidros embaciaram-se como num filme antigo.

Não houve pressa, mas também não houve volta atrás. O Almeida estava muito excitado e ela sentia isso, por baixo das calças de ganga. Já as suas cuecas, estavam molhadas e quentes do desejo sentido.

Apesar de tudo, não tiveram sexo nessa noite.

Foi depois disso que começaram a falar com menos filtros. Mesmo assim, demoraram. Um mês e meio de encontros suspensos, de toques por cima da roupa, de mensagens cada vez mais ousadas. Até que, numa dessas conversas sem hora, ele escreveu:

“E se hoje fosse diferente?”

Ela respondeu segundos depois:

“Diz-me onde.”

Escolheram um hotel discreto, a trinta quilómetros da cidade onde residiam. Um lugar longe o suficiente para que nada parecesse familiar.

Um quarto com paredes espessas, luz baixa, silêncio comprado ao minuto.

Chegaram e começaram as aventuras

O hotel ficava num edifício antigo, renovado por dentro, mas ainda com vestígios de um charme esquecido. Na receção, trocaram olhares cúmplices durante o check-in.

Não disseram mais do que o necessário: nomes, documento, uma assinatura feita com mão firme. O funcionário, educado e indiferente, entregou-lhes o cartão do quarto com um sorriso automático.

— Quinto andar — disse. — Têm o corredor quase todo por vossa conta hoje, temos atualmente poucos hóspedes.

A Filipa olhou para Almeida com um leve sorriso.

— Gosto de silêncio — murmurou.

— Eu também — respondeu ele. — Mas o que vamos fazer não pede silêncio.

Deram uns passos em direção ao corredor do elevador, mas em vez de subirem, o Almeida virou-se em direção às escadas.

— Sobes comigo? — perguntou, já com a mão na maçaneta da porta de emergência.

Ela olhou para trás e seguiu-o sem questionar, com o vestido a ondular-lhe pelas pernas, leves passos de sandália que pareciam ensaiados. Assim que a porta se fechou atrás deles, o mundo pareceu encolher.

As escadas eram de betão polido, mal iluminadas, com uma pequena janela em cada patamar que deixava entrar um fio tímido de luz exterior. No segundo lanço, ele travou-lhe o passo. Encostou-a suavemente contra a parede fria, sem uma palavra. Os corpos já sabiam o que fazer antes da mente decidir.

Beijaram-se com urgência contida. Beijos fundos, daqueles que misturam sede com raiva doce. A mão dele subiu pela perna dela, lenta, como se reconhecesse um território.

Quando chegou à dobra da coxa, empurrou suavemente a tanga para o lado. Os dedos entraram sem aviso, sem hesitação, precisos e conhecedores.

Ela arqueou ligeiramente as costas contra a parede, a respiração presa num gemido sussurrado.

— Almeida… — disse apenas, ofegante, o nome a sair-lhe como um aviso ou um convite.

Ele sorriu contra o pescoço dela, sem parar. Beijou-a de seguida, deixando um rasto molhado de saliva no seu pescoço e omoplata.

Segundos depois, ela segurou-lhe o pulso, ainda a tremer.

— Não aqui… leva-me para o quarto.

A subida até ao quinto andar foi feita em silêncio, mas não em calma. O ar entre eles vibrava. Assim que entraram no quarto, a porta mal teve tempo de fechar. Beijaram-se de novo, com mais fome, como se tudo o que tinham contido até ali agora exigisse lugar.

A Filipa puxou-o pela camisa até à casa de banho. Os azulejos brancos refletiam a luz amarela suave do espelho. Lá dentro, despiram-se com pressa controlada. Botões arrancados, tecidos arrastados, dedos que não sabiam se queriam tocar ou arrancar.

O espelho embaciou depressa. E o resto, estava apenas a começar.

A água corria já no chuveiro quando ela o olhou de frente, o corpo nu iluminado apenas pela luz quente que escapava do candeeiro do espelho.

— Quero que me digas o que fazer — sussurrou. — Hoje, quero que me guies.

Não era uma entrega cega. Era consciente, carregada de desejo e confiança. Ele não respondeu de imediato. Passou-lhe apenas os dedos pelo queixo, obrigando-a a manter o olhar preso ao dele, e sorriu com a lentidão de quem acabou de assumir o leme.

— Então começa por entrar no chuveiro. Sem falar.

Ela obedeceu. A água caiu-lhe sobre o corpo como um lençol morno, os cabelos a colarem-se à pele. Ele entrou atrás, encostando-se a ela, mãos grandes a percorrerem-lhe as costas, os quadris, o pescoço. Ensinava-lhe o ritmo com os toques, com os silêncios entre os toques.

— Agora vira-te. Lava-me. Como se cada gesto fosse uma confissão.

A Filipa pegou no gel com mãos cuidadosas. Passou-o pelo peito dele com movimentos lentos, concentrados. Como se o seu toque tivesse memória. Os dedos desenhavam linhas invisíveis sobre a pele molhada, explorando o relevo dos músculos como se fosse a primeira e última vez.

O Almeida fechou os olhos, absorvendo não só o prazer físico, mas a entrega contida na forma como ela o fazia. Cada gesto dela parecia uma escolha consciente, uma promessa sussurrada sem som. Quando o gel escorreu em pequenos fios pelos abdominais dele, a Filipa desceu as mãos com naturalidade, deixando que o toque se tornasse mais íntimo, mais fundo.

A mão aproximou-se do membro dele, já duro, bem ereto, e ela sorriu levemente, com aquele ar de quem sabe o efeito que provoca.

Mas antes que o tocasse, o Almeida segurou-lhe o pulso com firmeza.

— Não ainda — disse-lhe, num tom baixo, próximo do ouvido. — Agora és tu quem recebe.

A Filipa mordeu o lábio e contorceu os olhos, contendo um arrepio que já lhe percorria a espinha. Ele passou a mão livre pela lateral do corpo dela, subindo devagar até ao peito. Os dedos encontraram-lhe os mamilos tensos, a pele eriçada debaixo do calor da água.

Ela fechou os olhos por um instante, inspirando fundo. Ele sorriu.

— Sensível… gosto disso.

Fez círculos lentos, quase torturantes, deixando que a água quente tornasse tudo mais intenso, mais desperto. A pele dela reagia a cada toque, como se ele escrevesse nela uma linguagem nova. E ela… deixava-se escrever.

Depois disso, saíram do duche e, depois de se secarem, ele disse-lhe apenas:

A água do chuveiro tinha deixado os corpos deles mornos, despertos, e o vapor ainda pairava no ar quando ele saiu da cabine e estendeu-lhe uma toalha. Ela aceitou, mas não a usou de imediato. Ficou apenas ali, a observá-lo enquanto ele se secava com gestos lentos, confiantes. Havia algo de cru naquele silêncio.

Almeida pousou a toalha no lavatório, olhou-a com intensidade e disse, com a voz firme, quase rouca:

— Ajoelha-te. Aqui e agora.

A submissão começava a partir de agora

Ela obedeceu sem desviar o olhar, os joelhos a tocarem no chão ainda húmido da casa de banho. A pele molhada colava-se levemente ao mosaico frio, o contraste a provocar-lhe arrepios imediatos. O cabelo, encharcado, escorria-lhe pelos ombros e colava-se às clavículas. Fê-lo sem hesitar, com reverência. Como quem entra num pacto silencioso.

Ele aproximou-se, firme, o membro já ereto a erguer-se diante dela como uma ordem implícita. O Almeida levou uma das mãos ao rosto dela e afagou-lhe a bochecha com o polegar, num gesto que misturava ternura e controlo.

— Devagar — murmurou. — Quero sentir a tua boca como se fosse a primeira vez.

A Filipa inclinou-se, os lábios a roçarem-lhe primeiro a base, sem pressa. A língua explorava-o com movimentos circulares, atentos, como se o estudasse. Depois, envolveu-o com a boca num gesto envolvente, húmido, profundo. O som da respiração dela, o ritmo constante e sem pressas, fazia eco no pequeno espaço da casa de banho.

Ele entrelaçou os dedos no cabelo dela, guiando-a com leveza, mas com uma intenção clara. Controlava o ritmo: ora lento, quase provocador, ora mais intenso, exigente, com gemidos baixos a escaparem-lhe pela garganta.

Os olhos dela mantinham-se presos aos dele, obedientes mas intensos. Como se procurassem, naquele contacto, não apenas prazer, mas afirmação. Estava a servi-lo, sim, mas sem se perder.

A mão dele apertou-lhe a nuca no momento em que sentiu o arrepio mais agudo percorrer-lhe a espinha. A respiração dele falhou por um segundo. E foi então que, com um gesto firme, a puxou pelos braços.

— Chega. Levanta-te.

Ela ergueu-se com um sorriso satisfeito nos lábios, os olhos ainda a arder. Com uma das mãos, limpou os fluídos dos lábios, a saliva a escorrer do seu queixo.

— Deita-te na cama do quarto — ordenou. — Agora és minha.

E levaram o calor da casa de banho até à cama, onde tudo se reescreveu em pele.

Ela recuou até aos lençóis, ainda húmida da água e do desejo acumulado. O corpo mergulhou na brancura macia do colchão como quem se oferece. O Almeida seguiu-a, os olhos escuros a percorrerem-lhe cada centímetro com a calma de quem não se apressa quando sabe exatamente o que fazer.

Subiu para cima dela, e sem uma palavra, prendeu-lhe os pulsos acima da cabeça com uma das mãos. Com a outra, desceu pelo seu flanco, explorando-lhe a pele com os dedos tensos, calculados. A Filipa estremeceu, mas não resistiu: abriu-lhe espaço com o corpo, com a respiração, com os olhos.

— Vais ficar assim, (disse-lhe ao ouvido, a voz baixa, cravada no timbre certo entre comando e carinho) quietinha. Até eu decidir o contrário.

O corpo dela acatava, mas havia fogo por trás da entrega. Cada músculo vibrava de tesão.

O Almeida começou por posicionar-se entre as pernas dela, forçando-a a abrir-se. Os tornozelos dele prenderam-lhe os dela contra o colchão, imobilizando-a com uma pressão firme, mas sem violência. Nessa imobilidade, ela encontrou liberdade, os olhos semicerrados, a boca entreaberta a conter gemidos que lhe fugiam sempre que ele a tocava.

Mudou de posição. Puxou-lhe uma perna sobre o ombro, inclinando o corpo para trás, obrigando-a a arquear-se. Uma das mãos agarrou-lhe o tornozelo com força, enquanto a outra explorava, pressionava, guiava. A vulnerabilidade do ângulo, o controlo absoluto dele sobre o ritmo, deixava-a à beira de algo mais fundo. Mais primitivo.

Depois, virou-a de costas, puxando-a suavemente até à beira da cama. Prendeu-lhe os punhos com o cinto das suas calças. Não apertava ao ponto de doer, mas o suficiente para marcar a posse. E quando a penetrou por trás, com movimentos ritmados e profundos, inclinou-se sobre ela e sussurrou:

— Cada vez que gemes, és mais minha.

Ela gemia. Como se isso fosse tudo o que lhe restasse.

Mudaram de novo. Ele deitou-se de costas e guiou-a a montar-se sobre ele, mas ainda ali, ele comandava. As mãos dele firmes nas ancas dela, ditando o ritmo, travando-o quando ela queria mais, acelerando quando ela perdia o fôlego. O corpo dela tremia, entregue. E os olhos, sempre presos aos dele, diziam o que nenhuma palavra podia traduzir: obrigada por me guiares assim.

O Almeida terminou com ela deitada de lado, contra o seu peito, uma perna entrelaçada à dele, os corpos ainda a pulsar. Soltou-lhe os pulsos com cuidado, e levou-lhe os dedos à boca, como um selo final.

— Ficaste bonita assim… amarrada ao que queres.

Ela sorriu, exausta, saciada, completamente dela, porque se sabia completamente dele. O corpo ainda vibrava em pequenas ondas de prazer, como se demorasse a regressar à pele depois de ter estado fora dela. Mas Filipa não estava satisfeita.

Subiu por cima dele, os olhos ainda escuros de desejo, e sussurrou-lhe ao ouvido:

— Ainda não acabei contigo.

Beijou-lhe o peito, o pescoço, o abdómen. Foi descendo com a mesma calma que usava para provocar, com a precisão de quem conhece e venera. Quando o membro dele endureceu novamente ao toque dos lábios dela, ela sorriu contra a pele, orgulhosa da resposta imediata.

— Quero-te na boca outra vez. Mas agora, quero mais de ti.

O Almeida deitou-se de lado, e ela acomodou-se na posição certa, por cima, de costas, o corpo alinhado ao dele. Um 69 envolto em calor e humidade, onde ambos davam e recebiam. A boca dela sugava-o com intensidade, saboreando cada movimento, cada gemido. Desta vez, o oral era mais agressivo, forte e decidido.

A boca dele explorava-a com a mesma dedicação, os dedos a apertarem-lhe a anca sempre que ela descia mais fundo, mais lento, mais voraz.

O quarto encheu-se de sons húmidos e respirações entrecortadas, um vaivém de prazer mútuo que os mantinha presos um ao outro sem espaço para mais nada. Até que, com um gemido grave, abafado contra a coxa dela, o Almeida se deixou ir, o corpo a estremecer contra o dela, a respiração a falhar por segundos.

Ela soltou-o devagar, com a língua, com os lábios, como quem termina uma obra. Depois, virou-se e deitou-se ao lado dele. Silêncio.

As luzes da cidade entravam pelas frinchas da janela, pintando os corpos despidos com reflexos azuis e dourados. Ficaram ali, a respirar devagar, como se o mundo tivesse abrandado para eles.

A Filipa foi a primeira a falar:

— Isto… não vai ficar por aqui, pois não?

Ele olhou-a de lado. Não sorriu, contudo os olhos diziam mais do que qualquer promessa.

— Já estamos muito para além do aqui.

Ela encostou a cabeça ao peito dele. Ouviu-lhe o coração. E soube, sem saber explicar como, que o próximo encontro traria algo novo. Algo ainda não dito, algo que talvez mudasse tudo.

Mas por agora… era silêncio. E desejo. E aquela estranha sensação de que estavam prestes a entrar numa história que ainda não sabiam como iria terminar.

Encontro dominante em Viseu

Tempo de leitura: 5 minutos

A cidade parecia adormecida quando cheguei ao AL, uma daquelas casas renovadas no centro histórico de Viseu, onde as fachadas guardam segredos de pedra e sombra.

O Rossio ali perto, deserto àquela hora, apenas ecoava os meus passos contidos. Entrei com o código que ela me enviara.

A luz era baixa. Uma tonalidade âmbar espalhava-se pelas paredes como se preparasse o palco para algo que só nós sabíamos.

O cheiro era uma mistura doce de perfume feminino e madeira antiga. Estavam já lá em cima. Eu sabia.

Subi devagar, e cada degrau parecia amplificar o compasso do meu peito. Quando empurrei a porta do quarto, encontrei-as sentadas lado a lado na beira da cama.

A Beatriz (portuguesa, olhos inquietos, sorriso de quem provoca sem pedir desculpa) e ao seu lado, a Elena (venezuelana, morena, olhar indecifrável, com um nervosismo contido na forma como cruzava as pernas).

“Estavam à minha espera?” perguntei, sem sorrir.

A Beatriz ergueu-se, aproximou-se. Tocou-me no peito como quem testa o calor antes de se lançar à fogueira. A Elena não se moveu. Apenas observava.

“Ela quis vir”, murmurou a Beatriz. “Disse que só vinha se pudesse só… assistir.”

“E tu?” perguntei, fitando a Elena pela primeira vez.

Ela engoliu em seco. Os olhos fugiram por um instante, depois voltaram aos meus.

Acenou levemente, sem dizer nada. O desejo e a culpa dançavam-lhe nas pupilas.

A Beatriz voltou-se para mim, colando o corpo ao meu, erguendo o queixo. “Mostra-lhe.”

Não foi necessário mais. Pousei a mão na sua nuca, puxei-a para mim com firmeza. O beijo foi quente, urgente. A Elena ofegou ao ver, mas não desviou os olhos.

Eu sentia a tensão nela como um fio esticado até quase partir. Sentou-se mais direita, com os joelhos a apertaram-se. Já as mãos estavam tímidas e afundaram-se entre as pernas.

A Beatriz guiou-me até à cama. A sua entrega era de quem já conhecia as regras daquele jogo. Atirámos almofadas, descompusemos lençóis.

E no centro da cama, entre o calor dos nossos corpos, ela abriu-se como uma flor desinibida.

Mas os meus olhos, por vezes, procuravam a Elena. Sentada numa cadeira perto da janela, a luz da rua recortava-lhe o perfil.

Uma mão já desaparecera por baixo da saia. A outra segurava um brinquedo pequeno, discreto. Tremia.

“Estás a gostar, Elena?”, perguntei, sem parar os gestos que arrancavam suspiros à Beatriz.

Ela mordeu o lábio inferior. Não respondeu, mas os olhos suplicavam que não parássemos.

A sensação de ser observado por alguém que reprime o próprio desejo… há algo de profundamente erótico nisso.

E eu sabia que, ao dominar a Beatriz, estava a desarmar a Elena.

A Beatriz contorcia-se, sussurrava o meu nome. O som da respiração da Elena tornava-se mais audível, mais irregular.

A mão movia-se sob o tecido com urgência crescente. O brinquedo piscava uma luz fraca, e eu imaginava a vibração contra a sua pele tensa.

Pedi à Beatriz que se ajoelhasse diante de mim. Ela obedeceu, de olhos baixos. A Elena estava imóvel agora, apenas os dedos se moviam num compasso íntimo.

O olhar dela era uma súplica silenciosa.

“Queres vir até aqui?” sugeri, apontando com o queixo para a cama.

A Elena abanou a cabeça. Mas não saiu. Continuou ali, na sombra, entre o querer e o não poder.

A tensão era tanta que a própria negação tornava-se um combustível para o nosso fogo.

Quando a Beatriz arqueou as costas numa última espiral de prazer, a mão da Elena tremeu. O brinquedo caiu ao chão, ainda a vibrar.

Os seus olhos brilharam, perdidos, mas não acabou ali.

A Beatriz, suada e com o corpo dormente, aninhou-se ao meu lado. A Elena, depois de um longo momento em silêncio, levantou-se.

O vestido colava-se-lhe ao corpo. Os olhos evitaram os nossos, mas as pernas denunciavam a fragilidade do seu estado.

Dirigiu-se lentamente à casa de banho. O som da água a correr trouxe-nos de volta à realidade, por breves segundos. Assim que regressou, trazia nos olhos algo diferente: rendição, talvez ou algo mais perigoso.

Aproximei-me da janela. A noite vestia Viseu com silêncio denso. A Elena, agora em silêncio absoluto, foi buscar o brinquedo do chão, limpou-o com um lenço húmido, e colocou-o sobre a mesa de cabeceira como se devolvesse um artefacto sagrado ao seu altar.

Sentei-me na poltrona, enquanto a Beatriz, entorpecida, permanecia deitada.

A Elena manteve-se de pé, diante de mim, as mãos entrelaçadas. Não disse nada.

“Estás arrependida de ter vindo?” perguntei.

Ela abanou a cabeça. Devagar.

“Tens medo de querer mais?” insisti.

Uma pausa. Depois, um sim quase imperceptível.

Estendi-lhe a mão. Ela não a segurou, mas também não se afastou. Entre nós havia uma fronteira invisível, feita de promessas não ditas, de vontades que ainda se seguram por um fio.

A Beatriz observava-nos agora. Os olhos semiabertos, um sorriso suave nos lábios. Como quem assiste a um filme onde já sabe o final, mas ainda se comove.

A Elena voltou a sentar-se. As pernas cruzadas, os dedos a tamborilar levemente no joelho. O corpo já não tremia, mas havia uma energia acumulada que lhe incendiava o ar em volta.

Ficámos assim durante minutos. Três silhuetas num quarto onde o tempo parecia suspenso. Depois, ela falou:

“Não foi só curiosidade.”

O coração bateu-me mais forte.

“Eu sei.”

Ela olhou para mim. Pela primeira vez, sem disfarce.

“A Beatriz… ela sabia que eu queria. Desde o primeiro dia que falaste com ela.”

A Beatriz riu baixinho. “Eu só empurrei.”

O resto da noite não exigiu mais toques. Nem palavras. Ficámos juntos, entre corpos gastos e vontades em suspensão.

A Elena deitou-se entre nós, sem nos tocar. Mas o calor dos três corpos contagiava o ar. Adormecemos assim, envoltos na eletricidade do não-dito, do quase, do por-vir.

Acordei com a luz a atravessar as cortinas e o cheiro subtil de café vindo da cozinha. A Beatriz ainda dormia, profundamente entregue ao corpo. A Elena já não estava no quarto.

Mais tarde, quando a Beatriz acordou e se juntou a mim, falámos pouco. O silêncio entre nós não era desconforto, mas cumplicidade.

Ela sabia, como eu, que algo se tinha acendido naquela noite que não podia ser apagado.

Dois dias depois, recebi uma mensagem no WhatsApp por parte da Elena. Disse apenas que o marido ia trabalhar para fora durante uma semana, no início de fevereiro.

E perguntou-me se eu estaria disponível para a encontrar.

Desta vez, sem público. Só ela e eu. Disse que queria ser amarrada. Que queria ser controlada.

“Tenho pensado nisto desde aquella noche. Na forma como me olhaste. Como me dominaste sin siquiera tocarme. Preciso sentir isso outra vez. Pero desta vez, quero ir mais lejos. Quero estar às tuas ordens.

O meu marido vai estar fora durante la primera semana de febrero. Quero encontrar-me contigo. Só nós dois. Quero ser amarrada, deitada de espaldas, sem saber o que vais fazer depois. Quero sentir tu mano a tapar-me os olhos. Quero ouvir tu voz a dizer quando posso tocar-me… o no. Quero que uses tu cinto. Que me faças pedir por más. Que me deixes à espera, desnuda, de rodillas, a tremer por dentro.

Confio em ti. Y deseo perder o controlo nas tuas mãos.”

Sorri. Não lhe respondi logo, porque ambos sabíamos: o jogo já tinha começado. E ela não queria pedir, queria entregar-se.

Atividades para o Dia dos Namorados

Tempo de leitura: 4 minutos

O Dia dos Namorados merece mais do que flores e jantares previsíveis.

É uma oportunidade perfeita para reinventar o romance com criatividade, desejo e uma dose generosa de atrevimento.

Este artigo reúne 15 atividades surpreendentes para o Dia dos Namorados, ideais para explorar novas formas de prazer e conexão.

Seja a dois ou a sós, cada sugestão foi pensada para quebrar a rotina e acender a pele com novas intenções.

1. Noite temática com lingerie provocadora

Escolhe uma temática para a noite: sedutora, dominadora, inocente, misteriosa e surpreende o teu par com uma lingerie a condizer.

Deixa que o visual conte uma história antes mesmo de dizeres uma palavra.

Completa com maquilhagem, acessórios e uma atitude que combine com a personagem que escolheste ser nessa noite.

2. Jogo de envelopes sensuais

Cria vários envelopes com instruções ousadas, desafios íntimos ou desejos secretos.

Ao longo do dia ou da noite, vão tirando um envelope à vez e seguindo o que lá está escrito.

A antecipação é tão estimulante quanto o momento em si e cada envelope torna-se uma porta para o inesperado.

3. Sessão de massagens com vela quente

Apaga as luzes e acende uma vela de massagem afrodisíaca.

Deixa que o aroma envolva o quarto e usa o óleo quente para explorar o corpo do outro com calma, sem pressa.

Massaja zonas que normalmente são esquecidas e transforma o toque numa forma de provocar, sem precisar de chegar já ao clímax.

4. Jogo da sedução às escuras

Vendem os olhos e usa diferentes texturas no corpo do parceiro: gelo, penas, seda, o metal frio de um brinquedo, a língua, o cabelo.

O objetivo é criar uma experiência sensorial onde o outro adivinha o que está a sentir.

A escuridão aguça todos os outros sentidos e o desejo dispara.

5. Caixa de brinquedos surpresa

Compra alguns brinquedos novos sem mostrar ao parceiro.

Coloca-os numa caixa e deixa que ele escolha um sem saber o que está a tirar.

Seja um vibrador de dupla estimulação, um anel peniano com vibração ou uma cápsula com controlo remoto, cada brinquedo é uma nova forma de explorar o prazer juntos.

6. Jantar com sabores afrodisíacos

Cozinha um jantar com ingredientes que estimulam os sentidos: morangos, chocolate, gengibre, canela, vinho tinto, mel, mas o mais importante é a forma como o servem: alimentem-se com as mãos, lambam os dedos um do outro, brinquem com a comida.

Deixa que o jantar seja o início de algo muito mais quente.

7. Escreve uma carta erótica à mão

Num mundo de mensagens rápidas, uma carta escrita à mão tem um poder diferente.

Descreve uma memória íntima, uma fantasia que ainda não confessaste ou o que desejas fazer naquela noite.

Entrega-a no início do dia e deixa que o outro leia com tempo… e imaginação.

8. Jogo de perguntas proibidas

Prepara uma lista de perguntas íntimas e provocadoras.

Cada um responde à sua vez, mas com a regra de que não podem recusar nenhuma.

Se alguém não quiser responder, tem de pagar um “castigo sensual”.

É uma forma divertida de conhecerem desejos escondidos e quebrar tabus de forma leve.

9. Primeiro encontro encenado

Saiam de casa vestidos como se não se conhecessem.

Encontrem-se num bar, num café ou até na sala.

Façam de conta que estão a ter um primeiro encontro e explorem a tensão e a conquista como se fosse a primeira vez.

O jogo de papéis traz excitação e refresca a dinâmica da relação.

10. Desafio de lingerie todos os dias até dia 14

Durante os dias que antecedem o Dia dos Namorados, veste uma lingerie diferente por dia nem que seja só por baixo da roupa.

Cada dia é uma provocação secreta que vai construindo expectativa e desejo até ao grande dia.

Se estiveres à distância, envia fotos provocadoras para manter a chama acesa.

11. Sessão fotográfica íntima

Cria um mini estúdio em casa e tira fotografias sensuais um ao outro.

Brinca com luzes, sombras, espelhos e poses ousadas. Mais do que um jogo, é uma forma poderosa de fortalecer a autoimagem, o desejo e a cumplicidade.

E quem sabe se não ficam com material exclusivo só vosso…

12. Role play com acessórios

Escolham um cenário de role play: chefe e secretária, médico e paciente, desconhecidos num hotel.

Juntem acessórios que ajudem a entrar no papel: óculos, batas, gravatas, algemas, lingerie temática.

A fantasia deixa de ser só mental passa a ser física, vivida e altamente excitante.

13. Lista de desejos secretos

Cada um escreve três desejos íntimos que gostava de realizar este ano.

Troquem os papéis, leiam em silêncio, e escolham um para realizar logo na noite do Dia dos Namorados.

Esta partilha cria confiança, ligação e mostra que estão disponíveis para explorar juntos.

14. Brinquedo com controlo à distância

Experimentem um vibrador com controlo remoto, seja em casa, num jantar fora ou numa escapadinha.

Um de vocês controla o prazer do outro com um simples toque.

A sensação de controlo (ou submissão) cria uma experiência profundamente erótica e inesquecível.

15. Escapadinha sensual num destino diferente

Fujam do habitual e escolham um destino improvável: uma casa na floresta com lareira, uma cabana com jacuzzi, ou até uma noite num alojamento temático.

Leva uma mala com lingerie provocadora, brinquedos para dois, lubrificantes com sabor e todos os ingredientes para fazer do retiro um palco de prazer.

A surpresa é o melhor afrodisíaco

Estas atividades surpreendentes para o Dia dos Namorados mostram que o desejo não depende apenas de atração, depende de criatividade, entrega e intenção.

Quando surpreendemos, quebramos padrões. E quando quebramos padrões, abrimos espaço para o prazer verdadeiro.

Seja com gestos simples ou aventuras ousadas, o mais importante é criar momentos que fiquem gravados na pele e não apenas no calendário.

Temos tudo para transformar estas ideias em ação

Na secção Intimate encontras tudo o que precisas para dar vida a este plano: lingeries que provocam ao primeiro olhar, brinquedos que exploram todos os sentidos, lubrificantes com efeitos para elevar o prazer e acessórios perfeitos para dar corpo às tuas fantasias.

Este ano, faz do Dia dos Namorados uma celebração do toque, da liberdade e da imaginação.

Sexo com estudante de Doutoramento

Tempo de leitura: 5 minutos

Fazia tempo que não visitava Coimbra, e naquela altura, parecia a oportunidade perfeita para matar saudades da família e dos primos.

A cidade estava vibrante, era época da Queima das Fitas, e as ruas estavam cheias de estudantes, capas negras esvoaçando ao vento, guitarras a tocar fado nos cantos das praças, copos a tilintar em brindes animados.

Depois de um jantar descontraído com os primos, decidimos sair para a zona da Sé Velha, onde os bares fervilhavam de gente. Entre um copo e outro, entre conversas sobre o passado e risos de nostalgia, reparei nela. Loira, olhos claros, um sotaque francês carregado de charme.

O nome dela era Camille, e estava em Coimbra a fazer o doutoramento em Direito.

Encontrámo-nos por acaso, no balcão de um bar apertado, quando ambos pedíamos uma bebida ao mesmo tempo.

A troca de olhares foi imediata, o sorriso dela abriu caminho para a conversa. “Primeira vez na Queima?” perguntei. Ela riu-se, inclinando-se ligeiramente para mais perto para falar por cima do barulho da música. “Non… mas continuo fascinada. Os estudantes portugueses sabem realmente festejar.” A conversa fluiu naturalmente.

Descobrimos interesses em comum, partilhámos histórias de viagens, brindámos a Coimbra e à loucura da Queima.

A noite arrastou-se entre bares e ruas movimentadas, até que acabámos encostados a uma das antigas muralhas da cidade, onde a música parecia mais distante e o silêncio da madrugada começava a tomar conta das ruelas estreitas. Os olhares prolongaram-se.

A tensão crescia. O frio da noite contrastava com o calor entre nós. Quando os lábios finalmente se tocaram, soube que aquela noite ia ficar gravada na memória.

A Camille sorriu contra os meus lábios antes de se afastar ligeiramente, com os olhos a brilhar com uma mistura de atrevimento e mistério.

“Ainda não estás com sono, pois não?”, perguntou num tom divertido. “Nem pensar”, respondi.

“Ótimo. Então vem comigo.” Atravessámos as ruas de Coimbra, já mais silenciosas àquela hora, com passos descontraídos e risos soltos.

Chegámos ao prédio onde a Camille morava, uma construção antiga perto da Universidade, cheia de detalhes arquitetónicos que lembravam o passado académico da cidade.

Subimos as escadas de pedra até ao apartamento dela, um pequeno estúdio acolhedor, decorado com livros de Direito empilhados em quase todos os cantos.

“Antes de mais… um brinde”, disse ela, enquanto pegava numa garrafa de vodka que tirou de uma prateleira. Serviu-nos shots e brindámos, sentados no pequeno sofá do seu apartamento. O álcool desceu quente, misturando-se com a eletricidade já presente no ar.

A conversa tornou-se mais solta, os gestos mais próximos. A Camille falava com as mãos, e sempre que ria, inclinava-se ligeiramente para mim, como se o espaço entre nós estivesse destinado a desaparecer.

A um dado momento, ela pousou o copo e levantou-se, com os olhos a cintilar de entusiasmo.

“Quero mostrar-te uma coisa.” “Agora?” perguntei, intrigado.

Ela acenou e fez um gesto para a seguir. “Confia em mim.”

Levou-me até uma porta estreita no fundo do corredor, que dava acesso a uma escada de serviço pouco iluminada. Subimos com cuidado até ao último andar, onde havia uma pequena abertura na parede.

A Camille, com a facilidade de quem já tinha feito aquilo várias vezes, passou pelo espaço apertado e subiu um lance de escadas metálicas até uma porta que se abriu com um rangido. De repente, estávamos no telhado do prédio.

A vista era de cortar a respiração. De lá, via-se toda a cidade antiga de Coimbra, com a Universidade iluminada ao fundo e o Rio Mondego a serpentear sob as luzes amareladas dos candeeiros. O vento soprava leve e trazia o cheiro das ruas molhadas pelo sereno da madrugada.

A Camille sorriu e abriu os braços. “Não é incrível?” “Inacreditável”, respondi, olhando para ela mais do que para a cidade.

Ela aproximou-se devagar, encostando-se à mureta do telhado.

“Sabes, nem todos os estudantes descobrem este sítio. É como um segredo meu…”

“Então fico honrado por o estares a partilhar comigo”, murmurei, aproximando-me.

Os nossos olhares cruzaram-se outra vez, e naquele momento, percebi que a noite ainda estava longe de terminar. O vento fresco da madrugada soprava suavemente no telhado, mas o ambiente entre nós estava longe de ser frio.

A Camille encostou-se à mureta com um sorriso misterioso, mordendo levemente o lábio enquanto os seus olhos me avaliavam. A cidade brilhava atrás dela, mas a única coisa que captava a minha atenção naquele momento era ela.

“Sabes”, começou, desviando inconscientemente o olhar para o horizonte por um instante, como se estivesse a medir as palavras.

“Tenho um fraco por noites assim. O tipo de noites que não planeamos, mas que se tornam inesquecíveis.”

Ela passou uma mão pelo cabelo loiro, afastando algumas mechas desalinhadas pelo vento, e depois baixou o olhar para mim. Mas não havia necessidade de palavras – a tensão no ar dizia tudo.

Sem aviso, a Camille quebrou o momento de contemplação e mudou de assunto, com o seu sorriso tornando-se mais atrevido. “Quero mostrar-te outra coisa.”

O silêncio do telhado era cortado apenas pelo som distante da cidade e pelo vento suave que soprava entre nós.

A Camille encostou-se à estrutura metálica, o frio do metal a contrastar com o calor da sua pele. O tecido leve da roupa moldava-se ao seu corpo, e a forma como os seus movimentos eram calculados tornava impossível desviar o olhar.

Ela passou a língua pelos lábios lentamente. “Há algo de excitante em estar aqui, tão alto… e tão vulnerável.”

Virou-se de costas, apoiando-se na estrutura metálica. Com um movimento lento, tirou um plug do bolso do vestido e uma pequena saqueta de lubrificante.

“Vem cá.” Subiu o vestido devagar, revelando um fio dental preto e a tatuagem de uma malagueta numa das nádegas.

Aproximei-me. Agarrei-a pelo pescoço, puxei-lhe o cabelo, lambi-lhe o pescoço. Subi ainda mais o vestido, expondo-lhe o rabo ao frio da madrugada.

Dei-lhe uma palmada que ecoou no telhado. Pedi-lhe para se inclinar mais e segurar nas nádegas.

Abri o lubrificante, deixei-o escorrer, estimulei-a com a ponta do plug, encaixei-o lentamente. Tapei-lhe a boca quando gemeu.

O plug entrava e saía devagar. Ela contraía-se, tremia, pedia mais. Pediu-me três dedos.

Com o plug fixo, enfiei os dedos na cona molhada. Senti as paredes vaginais, os músculos ativos, os fluidos a escorrerem. A Camille teve squirts sucessivos, molhando o chão do telhado. A imagem ficou gravada na minha memória.

Quando já não aguentei mais, disse-lhe que queria vir-me. Ela tirou um preservativo, coloquei-o e penetrei-a com força.

Fodemo-nos intensamente, os corpos a baterem, as palmadas a marcarem-lhe a pele. Quando cheguei ao limite, avisei-a.

Ela virou-se, agachou-se, tirou o preservativo e abriu a boca. Vim-me em três jatos, os gemidos dela misturados com a sensação quente do orgasmo.

Depois disso, guiou-me de volta ao apartamento. Acendeu um charro, fumámos juntos no sofá, a conversar sem pressa.

Falámos de Coimbra, de viagens, da vida. Quando olhei para o relógio, a madrugada já ia longa. Levantei-me para ir embora. Ela deu-me um último beijo lento.

“Foi uma boa noite.” Saí para a rua com a mente embriagada pelo momento.

Coimbra sempre teve encanto, mas naquela noite percebi que o verdadeiro encanto estava na despedida.

Mais tarde soube que a Camille voltou para Marselha e ficou por lá a viver.

9 Confissões de seguidores

Tempo de leitura: 9 minutos

Pensamentos antigos

Já não é de agora que isto acontece, mas tenho tido fantasias sexuais com um rapaz que conheci quando era mais nova. Na altura, ele gostava de mim, pelo menos era o que dizia, mas eu queria ir mais devagar e ele não estava disposto a respeitar o meu ritmo, queria tudo já e agora.

Acabámos por nunca ter nada, mas a verdade é que eu também gostava dele, acho até que ainda gosto. Queria estar com ele, mas primeiro queria conhecê-lo bem e ir com calma.

Conclusão, hoje ele tem outra pessoa. Muito antes de estar com alguém, já praticamente não falávamos, porque começou a evitar-me por completo por eu lhe ter dado para trás. E a verdade é que não deixo de pensar no que poderia ter sido, naquilo que poderíamos ter tido e, claro, naquilo que poderíamos ter feito 🔞.

Enfim, não consigo deixar de pensar em tudo isso e no que queria fazer com ele. Sei que isso nunca irá acontecer, pois nunca mais nos vimos, nem tão pouco havia interesse da parte dele para isso. E agora, muito menos, ele tem alguém.

Parada pelo Sr. Guarda

Nunca gostei de sexo sem compromisso, casos de uma noite que em nada me acrescentavam. Sempre achei que eram minutos de prazer para horas de vazio emocional. No entanto, a minha última relação fez-me desacreditar no amor e nas conexões emocionais. Preenchi esse vazio com amor-próprio e decidi começar a explorar mais a minha sexualidade.

Há uns meses conheci alguém que também já não acredita no amor e, por isso, a nossa relação é apenas e só sexual. Passamos dias sem nos falarmos, mas quando a vontade aperta basta uma mensagem para nos encontrarmos novamente. Temos vivido algumas experiências bem quentes, falamos abertamente daquilo que gostamos e satisfazemos as fantasias um do outro.

Uma coisa que temos em comum é a adrenalina. O risco de sermos apanhados deixa-nos muito excitados. Há uns dias estava sozinha em casa e só pensava nele, no quanto queria sentir o corpo dele no meu, na forma “violenta” como me agarra e me sufoca. Mandei uma mensagem: “disponível?”. Respondeu: “passei o dia a pensar nesses lábios, mas achei que estivesses ocupada. Estou a caminho do trabalho, se estiver sozinho fazes-me uma visita?”.

Ele é polícia. Não tenho fetiche por fardas, mas a ideia de foder ali na esquadra deixou-me louca. Respondi imediatamente: “sabes como me deixar louca”. Dez minutos passaram e recebi uma nova mensagem: “a minha putinha está com vontade? Estou sozinho a fazer o turno da noite, não demores, estou cheio de leitinho para ti”.

Não respondi. Vesti um vestido justo preto, sem roupa interior, e fui. Quando entrei, lá estava ele, sentado na receção a preencher uns papéis. Aproximei-me e disse: “Boa noite, sr. agente, gostaria de apresentar uma queixa”. Respondeu: “com certeza, por favor acompanhe-me”.

Segui-o por um pequeno corredor. Abriu uma porta e fez-me sinal para entrar. Não trancou a porta, deixou-a encostada, e isso deixou-me ainda mais excitada. “Então, do que se quer queixar?”, disse enquanto me agarrou pelo quadril e me sentou em cima da mesa. Levantou o meu vestido e ficou cheio de tesão ao perceber que estava sem roupa interior. “Minha puta, és tão safada”. Imediatamente começou a passar a língua no meu clítoris com movimentos impossíveis de descrever por palavras.

É, sem dúvida, o melhor oral que já recebi, daqueles que nos deixam com as pernas a tremer de prazer.

Tentei controlar-me para não gemer alto e ele logo me repreendeu: “quero ouvir-te gemer, estamos sozinhos e, se entrar alguém, saberá que estás a ser bem tratada”, disse enquanto me começou a penetrar com dois dedos em gancho ao mesmo tempo que me fazia um oral divino. Soltei-me e tive ali o primeiro squirt da noite.

Ser Hotwife

Após tantos anos com o meu prazer bloqueado por razões que ainda não me são claras, foi a experiência de hotwife que me libertou e fez de mim uma mulher plena e a arder de desejo.

Gostava, mas sinto culpa

Já me passou pela cabeça ter relações com o meu namorado e mais uma pessoa, neste caso um homem. Mas o meu namorado não quer e diz que nunca acontecerá.

É mau sentir-me triste?

A minha primeira aventura fora do casamento

A minha história até aqui é simples. Nunca fui de aventuras fora do casamento. Sou casada e nunca tive outras experiências sem ser com o meu marido, até porque nunca senti falta. Sempre fomos muito ativos no campo sexual, temos uma boa relação, somos felizes e não tenho razões de queixa da minha vida.

Sempre tive as minhas aventuras com o meu marido, que depois também vos posso contar, mas nesta história o caso foi diferente.

Estávamos em 2022. Como vos disse, sempre fui fiel ao meu marido e nunca tive nada fora do casamento. Mas a verdade é que, nesse ano, por alguma monotonia, trabalho e os filhos, a relação de intimidade com o meu marido foi esfriando.

Existiu algum afastamento em termos sexuais e amorosos e comecei a questionar algumas coisas, a sentir falta de sexo. A verdade é essa. Não culpo o meu marido, porque sei que, em termos profissionais, ele teve uns anos complicados, com viagens e muito trabalho.

Regressando à história, como disse, estava com algumas carências. Na altura tinha instalado a app Telegram, mas nunca liguei muito. Sabia que recebia mensagens, mas ignorava. Até que respondi a algumas e houve uma pessoa em particular, o Daniel. Foi com ele que existiu alguma química, ao ponto de o desejar e de querer sentir o seu corpo.

E foi assim que isto começou. Houve um dia em que acordei húmida, pois tinha sonhado com o Daniel, e aproveitei isso para tirar umas fotos que lhe enviei. Eram fotos provocantes e sugestivas, em que lhe dizia que me estava a masturbar a pensar nele, o que era verdade. Nessa manhã masturbei-me a pensar nele e nas fotos que me tinha enviado.

Durante uns dias andámos nisto, mas a verdade é que me apetecia mais. Queria, de facto, senti-lo. Combinámos ir tomar um café para nos conhecermos pessoalmente e depois logo se via. Eu também não podia arriscar muito, não queria estragar o meu casamento, mas também desejava algo mais. Queria experimentar algo diferente, pois só conhecia o meu marido.

Combinámos o encontro num café perto da casa dele e lá fui. Chovia e estava frio. Cheguei ao café e o Daniel já lá estava à minha espera numa mesa. Entrámos em conversa, mas havia muitos olhares e não me sentia à vontade, por isso pedi-lhe para sairmos dali. Fomos no carro dele até à praia, mas acabámos por sair do carro porque o tempo não permitia ficar lá dentro muito tempo. Durante esse momento falámos mais e ficámos mais à vontade.

Pensei para mim que, se já tinha arriscado vir ali, porque não avançar mais. Encostei-me a ele e beijei-o. Ele correspondeu e continuámos a beijar-nos, de tal maneira que já estava a ficar excitada. Tivemos uns minutos assim, senti o desejo entre nós crescer e percebi que queríamos algo mais.

Perguntei-lhe então se não me queria mostrar a casa dele, já que era ali perto.

No caminho para casa, a tensão entre nós era evidente. Quando chegámos, ele começou a mostrar-me a casa, mas mal entrámos no quarto, a vontade falou mais alto.

Deitámo-nos na cama e deixámo-nos levar pelo momento. Entre beijos, toques e provocações, a excitação aumentava. Sentia-me húmida e desejosa como há muito tempo não me sentia.

O que se seguiu foi uma entrega intensa. Exploração mútua, prazer partilhado e uma conexão física que me fez tremer. Os orgasmos vieram rápidos e profundos, daqueles que parecem percorrer o corpo inteiro. Nunca me tinha sentido assim, tão viva e entregue ao momento.

Terminámos envolvidos naquele calor, ainda ofegantes. Só posso dizer que adorei a experiência. Ainda hoje falo com o Daniel. Apesar de ter vontade de reviver tudo, ainda não consegui voltar a estar com ele, mas acredito que será para breve. Depois irão saber.

Beijinhos e boa leitura.

PS — até hoje o meu marido não desconfia.

Agora estamos quites

Descobri uma traição do meu marido e isso acabou comigo. Mas eu não deixei que acabasse com o nosso casamento. Temos 3 filhos, uma ótima convivência, éramos felizes.

Então eu fiquei, mas ditei as regras: relacionamento aberto. Desde então, tenho-me envolvido com outros homens, e ele com outras mulheres, e o sexo entre nós os dois melhorou imenso! Não há ciúme, não há drama, não há discussões, só prazer.

E eu confesso: adoro quando ele me conta das saídas dele!

Ser submissa é a minha fantasia

Um pensamento. Que é fantasia e que mantenho lá porque deve estar lá no campo da fantasia. Um fim de semana. Inteiro. Com alguém. Uma ou mais pessoa. Mas eu sou a fonte de prazer. Minha e de quem está. O desejo de submissão. Minha. Entregar e entregar-me. Uma fantasia que me aquece.

E na qual gosto de me deixar envolver em pensamento.

Adoro surpreender o marido

Eu queria surpreender o meu marido, e apimentar um pouco as coisas, então marquei um jantar num bom restaurante e preparei-me como fazia quando éramos namorados. Coloquei uma lingerie bem sensual, um vestido elegante por cima, e batom vermelho. Confesso que nem eu me reconheci.

Quando chegamos ao restaurante, entreguei-lhe o comando da cueca vibratória que tinha colocado sem ele saber. Foi das melhores experiências que tivemos a dois. Digno de 50 Sombras de Grey! E o resto da noite então… 🔥

Viagem até Sintra para ser surpreendida

“Queres?”
“Quero.”

“Vens ter comigo aqui?”
“Vens mesmo?” Hesitei.
“Queres mesmo que vá?”

A resposta…
“Quero. Mas tu tens de querer também. Muito. Tanto como eu.”

Eu estou no Norte. Ele no Sul.

Falamos do que somos. Do que gostamos e daquilo que nem tanto. E falamos do que faz o sangue ferver. Percebemos que a mesma coisa o faz. Cada um na sua posição, muito clara. E com toda a naturalidade o desafio surgiu:
“Eu posso realizar-te esse desejo.”

Só perante a possibilidade o meu corpo reagiu. E a mente viajou.

Hesitei. Pensei. A imagem não me saía da cabeça e a sensação no corpo tornava-se cada vez mais palpável. O desejo no meu íntimo fez-se presente com cada vez mais intensidade. No momento seguinte dou por mim a dizer:
“Sim. Alinho. Vou. Quero muito. Está bem. Vou tratar de tudo.”

Os dados estavam lançados. Não havia volta. E eu não queria que houvesse. Decidi percorrer trezentos quilómetros rumo a alguém que nunca tinha visto, com quem apenas tinha falado e de quem apenas tinha visto uma foto. Alguém mais jovem que eu, interessante tanto na aparência patente na foto como no intelecto e personalidade que me mostrou. Seria mesmo assim na realidade?

Combinámos que ele me iria buscar à estação. E depois rumaríamos ao local onde tudo aconteceria.

No dia marcado embarquei no Alfa, no Porto, rumo a Lisboa. Os sentimentos eram um misto de interrogação — o que estou a fazer? — e desejo ardente de acontecer. Uma única pessoa da minha confiança sabia onde eu ia.

Duas horas e meia depois o comboio parou na estação da capital. Ele já me esperava. Reconheci a figura masculina da foto: alto, jovem, cabelo escuro e olhos verdes, a sorrir para mim. Sorri também. Foto verdadeira. Talvez tudo isto vá ser afinal uma experiência muito boa.

Não estava sozinho.
“Olá. Sou o P. Este é o meu primo J.”

Tínhamos que atravessar a cidade para chegar ao destino programado ainda com sol: Sintra. Chegámos ao carro dele.

O J. conduz. Nós vamos ambos no banco traseiro. Sorri. Não estranhei e acedi. Percebi que tudo iria começar já no carro.

Eu estava expectante e ansiosa. Ansiedade boa. O carro começou a rodar. Ambos já tinham muito certo o que cada um faria sem precisar de dizer nada.

No momento seguinte ouvi:
“Vamos começar a festa aqui…” disse enquanto sorria para mim.

O que se seguiu foi um turbilhão e uma viagem de loucos, literalmente. Quando dei por mim estava a sentir o beijo e as mãos nos seios por cima da roupa. E depois por baixo da blusa… aqueci e desejei que não parasse… mas parou… e ouvi:
“Cumpriste a regra?”

“Sim…” respondi, já quente…

De imediato pousou a mão no meu joelho, forçando a abrir enquanto sussurrava ao ouvido:
“Abre…”

Dei por mim toda aberta para ele se certificar que eu não trazia cueca vestida, tal como ele tinha ordenado. Derreti ao sentir os dedos a acariciar no mais íntimo de mim… e quando já não suportava aquela tortura deliciosa senti a invasão dos dedos a penetrar-me num vai e vem que me fez gemer dentro do carro.

De repente parou…

Ouço:

“Agora não… não aqui…”

Eu implorei:
“Continua, por favor…”

“Aqui não… o clímax não será aqui…”

E ouço:
“Eu sei que gostas muito… chupa…”

Só ali me dei conta que ele já tinha libertado uma ereção perfeita. Atravessei a cidade a chupá-lo até o fazer explodir de prazer… e ouço:
“Podes parar, J. É a tua vez.”

Adorei. Agora o J. E trocaram. A parte restante do caminho foi a saborear o J. Senti-o a levantar-me a saia até à cintura e a expor-me inteira. Tocou-me todo o tempo. Estava muito, muito húmida e não consegui evitar o êxtase logo a seguir ao dele.

Uns minutos depois chegámos ao destino. A casa do P.

Chegámos a Sintra. Entrámos em casa do P. pela garagem. Subimos ao primeiro andar. Ele serviu vinho.

No momento seguinte dei por mim sentada no sofá, vestida apenas com a saia creme, descalça, a oferecer os seios a mãos que os tocavam e chupavam. Tenho mamilos que se prestam a tudo o que lhes queiram fazer, por grandes que são… adoro sentir…

Estávamos no prelúdio do verdadeiro objetivo daquela viagem: ser a fonte de prazer para o P. e o seu grupo de seis amigos mais próximos. Mas o prazer acabou por ser muito mais o meu. Na verdade foram cinco, porque um deles teve de viajar à última hora a trabalho.

Quando chegou o segundo, porque o primeiro era o J., perguntou:
“O que temos aqui?”
… ao mesmo tempo que tocou um dos seios.

A partir daí foi uma montanha-russa de sensações, cada uma mais forte, intensa e deliciosa que a outra. Louca de prazer com aqueles homens, todos interessantes na verdade — uns mais que outros — mas todos…

O que mais me excitou? Que estavam ali naquele momento para mim. Para o prazer deles, sim, mas para o meu também.

Primeiro um oral a todos, um a um, mantendo sempre as mãos ocupadas nos outros. Depois, por acordo entre todos, vieram um a um de todas as formas… sentia-me a flutuar de tanto prazer, de tantas sensações em catadupa…

Fui à casa de banho refrescar-me e, ao voltar, já só estavam lá o P. e o J. Ainda em pé, ambos recomeçaram… senti os seios beijados e chupados… enterraram nem sei quantos dedos em mim… e foi ali, a encerrar a noite, que senti o que era ser preenchida em simultâneo… uma explosão em que dei por mim a pedir, a implorar que não parassem… que continuassem… e gritei… de tão bom…

Para mim esta foi uma ousadia maior… que acabou por correr bem. Pelo P. eu voltava. Os amigos, aqueles e mais dois (o da viagem à Polónia)… não fui. Realizei a fantasia. Única. Maravilhosa. Irrepetível.

Visita com a ex à Ilha do Sal

Tempo de leitura: 6 minutos

Há uns anos, eu e a Tânia decidimos tirar uns dias para viajar juntos até à Ilha do Sal, em Cabo Verde. Estávamos juntos na altura, e esta era a nossa primeira grande viagem como casal. Escolhemos o destino pelo clima tropical, pelas praias paradisíacas e pela promessa de aventura.

Durante cinco dias, deixámo-nos envolver pelo espírito leve da ilha, sem pressa para nada, apenas a aproveitar o momento.

Ficámos hospedados em Santa Maria, a zona mais movimentada da ilha, onde a praia de areia branca se estendia até perder de vista.

Passámos manhãs inteiras a caminhar pela costa, a sentir a água morna a bater-nos nos pés e a observar os pescadores a trazer as capturas do dia no pontão. Visitámos a famosa Buracona, olho Azul, onde o sol, ao refletir-se na gruta, criava um brilho azul intenso na água cristalina.

Flutuámos sem esforço nas Salinas de Pedra de Lume, rindo como crianças da sensação estranha da água salgada a empurrar-nos para cima.

Mas o momento mais inesquecível aconteceu no quarto dia. Alugámos duas motos 4 e partimos para explorar o deserto. A paisagem era árida, quase lunar, com trilhos de terra batida a perder de vista e o vento quente a bater-nos no rosto enquanto acelerávamos sem destino definido.

A adrenalina misturava-se com a liberdade daquele lugar intocado.

A meio do percurso, decidimos parar junto a uma encosta isolada. O sol começava a descer no horizonte, pintando o céu com tons dourados e alaranjados. Desligámos os motores das motos 4 e ficámos por ali, a recuperar o fôlego depois da adrenalina do percurso pelo deserto.

O silêncio era quase absoluto, interrompido apenas pelo vento quente que soprava suavemente, levantando pequenos redemoinhos de areia.

A Tânia tirou o capacete e sacudiu os cabelos, que se soltaram desordenadamente sobre os ombros. O brilho do sol poente refletia-se na sua pele dourada pelo sol dos últimos dias. Vestia uns calções de ganga curtos, desfiados nas bordas, e uma camisola branca de tecido leve, que dançava ligeiramente com a brisa quente do deserto.

Por baixo, vislumbrava-se o biquíni fluorescente, um tom vibrante de verde que contrastava com a paisagem árida à nossa volta.

Ela passou os dedos pelo pescoço, afastando algumas gotas de suor da pele, e sorriu para mim, os olhos brilhando com a energia da aventura. “Isto é incrível”, disse, olhando para o horizonte.

Encostei-me à moto e observei-a por um momento. A luz dourada do entardecer envolvia-a como um quadro pintado pelo próprio sol.

Aquele instante parecia suspenso no tempo, como se nada mais no mundo existisse além de nós e daquela imensidão de areia e rocha.

A Tânia aproximou-se e pousou as mãos nas minhas, os dedos ainda ligeiramente poeirentos do passeio.

“Acho que nunca me senti tão livre”, confessou, com um sorriso sincero. E eu soube, naquele momento, que aquele seria um dos momentos que jamais esqueceria.

O vento quente soprava suavemente, trazendo consigo pequenos grãos de areia que se desfaziam contra a nossa pele.

O sol descia lentamente no horizonte, pintando o céu de tons laranja e dourado, refletindo-se no olhar intenso da Tânia. Ela continuava ali, à minha frente, com um sorriso meio desafiante, meio cúmplice, enquanto a brisa fazia a sua camisola branca esvoaçar levemente, revelando ainda mais do biquíni fluorescente por baixo.

A adrenalina da viagem de moto 4 ainda pulsava nos nossos corpos, mas agora era outra energia que crescia entre nós. Ela aproximou-se, deslizando as mãos pelo meu peito, os dedos ainda poeirentos da areia fina. O toque dela era quente, envolvente, excitante.

Os nossos olhares prenderam-se um no outro por um instante, como se ambos soubéssemos exatamente o que ia acontecer a seguir.

Não houve hesitação. Os nossos lábios encontraram-se num beijo intenso, primeiro lento, depois mais profundo, carregado de desejo.

O sabor salgado do mar ainda estava presente na pele dela, misturado com o calor seco do deserto. Puxei-a para mais perto, sentindo o corpo dela colar-se ao meu, as mãos dela a deslizarem pelos meus braços até se entrelaçarem atrás do meu pescoço.

Os beijos tornaram-se mais urgentes, os nossos corpos alinhados num abraço onde o mundo à volta simplesmente desapareceu.

O deserto era vasto e silencioso, mas a sensação de estarmos ali, tão expostos e entregues um ao outro, tornava tudo ainda mais intenso.

Ela afastou-se ligeiramente, mordendo o lábio inferior num sorriso travesso.

“Acho que devíamos encontrar um sítio mais… resguardado”, murmurou, a respiração ainda acelerada. Eu fiquei maluco e procurei rapidamente um local.

Olhei em volta. Não muito longe dali, perto da encosta, havia uma pequena elevação de rochas que formava uma espécie de abrigo natural, afastado do trilho principal.

Segurei a mão dela e sem dizer nada começámos a caminhar para lá, deixando para trás as motos 4, enquanto o sol se punha lentamente, lançando sombras longas sobre a areia.

O calor do dia começava a dissipar-se, mas entre nós, tudo só estava a começar. Atravessámos o pequeno trilho de areia que levava até à encosta.

O sol já tocava o horizonte, pintando o céu com tons avermelhados e violetas. O calor do dia ainda se fazia sentir na pele, mas a brisa do deserto trazia um alívio suave, misturando-se com a energia elétrica que pairava entre nós.

A Tânia caminhava à minha frente, com os pés a afundarem levemente na areia fina.

O seu biquíni fluorescente contrastava com o cenário árido, e a forma como a luz do entardecer realçava as curvas do seu corpo fazia com que cada passo dela parecesse hipnotizante.

Quando chegámos à zona mais resguardada, um pequeno espaço entre as rochas, afastado da vista de qualquer um que por ali passasse, ela virou-se para mim.

Os seus olhos brilhavam com algo entre a antecipação e o desejo. “Agora sim, temos um pouco de privacidade”, disse ela, num tom divertido, mas carregado de intenções.

Aproximou-se devagar, os dedos deslizando pela minha mão antes de subirem pelo meu braço. A distância entre nós desapareceu rapidamente. Os nossos lábios voltaram a encontrar-se num beijo profundo, quente e intenso, como se o calor do deserto tivesse ficado dentro de nós.

O corpo dela pressionava-se contra o meu, e as mãos dela exploravam, traçando caminhos pela minha pele.

O seu cheiro, uma mistura de sal do mar e calor da areia, fazia-me perder a noção do tempo. O silêncio do deserto, quebrado apenas pelo vento e pela nossa respiração acelerada, tornava tudo ainda mais intenso. Os beijos desciam pelo pescoço, os toques tornavam-se mais ousados.

O mundo à nossa volta desaparecia, e ali, naquele momento, nada mais importava.

A noite estava prestes a cair, mas entre nós, o fogo estava apenas a começar. Tínhamos de voltar, pois precisávamos de entregar as motas num local ao lado do alojamento onde estávamos, mas ali nem pensávamos nisso. Começámo-nos a despir e a um dado momento, a Tânia baixou os calções e afastou as cuecas de bikini.

“Fode, aqui. Anda, rápido antes que venha alguém”.

Eu, tal como ela, baixei os calções, afastei os boxers, agarrei com firmeza o membro duro e sem dificuldade (ela estava imensamente molhada) penetrei-a.

Apesar de tudo, tive muito cuidado, pois poderiam entrar areias e magoar-nos. Comecei a fodê-la, a trazê-la até mim, a sentir o pau a deslizar e a entrar quase todo.

Ela pedia-me mais, pedia-me para me vir ali, que queria sentir o meu leite quente na cara.

A rapidinha fez todo o efeito e numa questão de poucos minutos disse-lhe que me ia vir. Ela rodou o corpo, ajoelhou-se, com a mão esquerda agarrou no meu pau e colocou a glande na boca. Continuou a masturbar-me até me vir.

A boca dela ficou cheia de esperma, tal como ela adorava e pedia sempre que tínhamos sexo. “Não desperdiço nada, sabes bem”.

Ainda ofegantes, deitámo-nos lado a lado, olhando para o céu, saboreando os últimos instantes daquele momento só nosso.

A Tânia sorriu, encostando a cabeça ao meu peito, os dedos desenhando pequenos círculos na minha pele. “Bem… acho que nunca vou esquecer isto”, murmurou, divertida. Ri-me, passando uma mão pelo cabelo dela, agora um pouco desalinhado. “Nem eu.”

Depois de alguns minutos, decidimos que era melhor voltar para as motos 4 antes que ficasse demasiado escuro para regressarmos ao alojamento.

Vestimo-nos rapidamente, ainda trocando olhares cúmplices e sorrisos que diziam tudo sem precisar de palavras.

Mas assim que nos aproximámos das motos, ouvimos vozes ao longe. Um pequeno grupo de pessoas caminhava na nossa direção, lanternas nas mãos, iluminando o trilho arenoso. Pela forma apressada como vinham, percebemos que estavam preocupados.

“Está tudo bem?” perguntou um dos homens, um guia local que parecia ter vindo da mesma área de onde tínhamos partido mais cedo.

“Vimos as vossas motos paradas e não vos encontrávamos, pensámos que tinha acontecido alguma coisa!”

A Tânia arregalou os olhos e lançou-me um olhar cúmplice, antes de desviar o rosto para esconder um sorriso nervoso.

“Ah… sim, está tudo bem!” respondi, tentando soar natural. “Só parámos um bocado para… descansar.”

O guia e o grupo olharam para nós por um instante, como se avaliassem a situação.

Uma mulher do grupo soltou um pequeno riso abafado e deu uma cotovelada no companheiro ao lado, claramente percebendo o que se passava.

A Tânia limpou a areia das pernas apressadamente, tentando manter a compostura. “Sim, foi só uma pequena pausa antes de voltarmos”, disse, ainda a segurar o riso.

“Ah, claro, claro”, respondeu o guia, sorrindo de canto. “Bom, ficamos aliviados. Divirtam-se, mas tenham cuidado com a noite no deserto.”

Acenámos e subimos para as motos 4, arrancando quase de imediato, ainda com os rostos a ferver de embaraço.

Assim que nos afastámos o suficiente, a Tânia explodiu numa gargalhada.

Afinal, naquela viagem, não só explorámos a Ilha do Sal, como também vivemos uma aventura que nunca esqueceríamos.

Plano provocador para janeiro

Tempo de leitura: 3 minutos

Janeiro chega sempre carregado de promessas: entrar em forma, cuidar da mente, planear melhor os dias, mas e se, este ano, decidisses fazer uma promessa muito mais íntima?

Esquece a típica lista de resoluções. Este é o momento de criar um plano provocador, pensado para te ajudar a começar o ano com mais desejo, mais consciência corporal e muito mais prazer, porque o frio pode até estar lá fora, mas é dentro de ti que tudo começa a aquecer.

Neste artigo, encontras 15 atividades íntimas e secretas, dicas ousadas, desafios sensuais e ideias irresistíveis para transformar o teu janeiro numa sequência de prazeres inesperados. Tudo pronto?

Porquê criar um plano provocador?

A rotina mata o desejo, sabemos isso de cor, mas há uma diferença enorme entre cair na rotina e escolher reinventá-la.

Um plano provocador é mais do que uma sequência de jogos ou momentos a dois. É um compromisso contigo mesma(o) e com o teu prazer.

É o início de um ano vivido com mais intenção, mais toque, mais pele, mais respiração partilhada.

E tudo começa com uma decisão: permitires-te sentir.

5 atividades íntimas para aquecer o teu mês

Aqui está o teu calendário sensual para janeiro. Podes escolher uma por dia, uma por semana ou adaptá-las à tua realidade. O importante é criar espaço para o desejo, mesmo nos dias mais cinzentos.

1. Tira uma tarde para ti e para o espelho

Explora o teu corpo com calma. Observa-te nua(o), sem julgamento. Acaricia-te como se fosses uma descoberta.

2. Escreve uma carta erótica

Não precisa de ser enviada, mas escreve como se fosses provocar alguém apenas com palavras.

3. Noite do “não podes usar as mãos”

Desafia o teu par (ou a ti própria) a explorar só com a boca, o olhar e o corpo.

4. Banho à luz das velas

Toma um duche ou banho prolongado com música sensual, espuma, óleo e sem pressa.

5. Usa algo provocador… por baixo

Mesmo que ninguém veja. Um conjunto de lingerie, um body, algo que só tu sabes que tens vestido.

6. Sussurra uma fantasia (em vez de gritá-la)

O sussurro é poderoso. Escolhe uma fantasia e sussurra-a ao ouvido de quem quiseres, como provocação, não como pedido.

7. Cria um jantar afrodisíaco

Cozinha com sabores que despertam os sentidos: chocolate, canela, gengibre, morangos, vinho tinto.

8. Primeiro encontro em casa

Finge que acabaram de se conhecer. Simula um primeiro encontro e tudo o que acontece depois.

9. Sessão de fotos íntimas

Fotografa-te com intenção. Não para partilhar, mas para te redescobrires.

10. Escreve a tua história picante

Revive um momento marcante e coloca-o em palavras. Envia-o para o Canto dos Segredos se quiseres ver o teu desejo publicado.

11. Caixa dos desejos secretos

Cada um escreve três desejos. Colocam num frasco. Um por dia e têm de ser realizados.

12. Ritual com vela de massagem

Acende, deixa derreter e usa o óleo quente para uma massagem lenta e sem pressas.

13. Strip sem música

Nada de trilhas sonoras. Só o som do corpo a mexer, o olhar do outro a observar, o silêncio a provocar.

14. Lubrificante com sabor

Experimenta novos sabores e novas zonas do corpo para explorar, com a língua, com os dedos, com a imaginação.

15. Palavra proibida

Escolhe uma palavra (ex: “gosto”) que não pode ser dita durante o momento íntimo. Se alguém a disser, paga com um castigo provocador.

Como usar este plano provocador?

Não precisas de fazer tudo, não há uma ordem obrigatória.

O mais importante é usares este plano como um convite. Um lembrete. Um sinal claro de que estás a colocar o teu prazer no centro da tua vida.

Sozinha, a dois ou até à distância, tudo é válido se houver vontade, entrega e intenção.

Na secção Intimate, encontras tudo o que precisas para levar este plano ao próximo nível: brinquedos para explorar novas sensações, lubrificantes com sabor e efeitos, lingerie provocadora e acessórios que despertam a pele como nunca.

Seja qual for a tua fantasia, este é o momento certo para lhe dares vida.

Entra em 2026 com mais prazer, mais intenção e zero pudor.

Conta-nos uma história tua bem picante

Tempo de leitura: 3 minutos

Há memórias que não se esquecem. Aquelas que regressam quando menos esperamos durante um banho demorado, antes de adormecer, ou num olhar perdido no trânsito.

Momentos tão intensos, tão fora da norma, que ficam gravados na pele mesmo quando já passaram anos.

São esses episódios que transformam o comum em extraordinário. E que, no fundo, nos definem.

Sim, estamos a falar daquela história picante que ainda hoje te arrepia. Que talvez nunca tenhas contado a ninguém ou que contaste, mas sem todos os detalhes.

Aquela que te acendeu, que te fez perder o controlo, que ainda hoje consegues sentir se fechares os olhos.

A literatura erótica como espaço de libertação

A literatura erótica é muito mais do que textos explícitos ou palavras atrevidas. É um género literário que dá corpo ao desejo e voz à intimidade.

É uma forma de expressar tudo aquilo que tantas vezes reprimimos. E que, por isso mesmo, provoca e liberta.

Em Portugal, o interesse pela literatura erótica tem crescido de forma consistente.

Dados recentes de livrarias nacionais mostram que os romances e contos eróticos estão entre os géneros mais procurados, sobretudo por mulheres entre os 25 e os 45 anos.

A leitura deixou de ser apenas entretenimento: tornou-se uma porta de entrada para o autoconhecimento, para a fantasia, para novas formas de viver, escrever e ter prazer.

Este fenómeno mostra que há uma necessidade crescente de explorar o erotismo de forma consciente, artística e, acima de tudo, sem vergonha, porque o prazer também se aprende.

Os contos eróticos da Pimenta Doce

Foi precisamente com esse espírito que nasceu a secção IntiLust, no site da Pimenta Doce Lingerie.

Um espaço exclusivo onde o erotismo é tratado com cuidado, intensidade e sensibilidade. Ali, o corpo transforma-se em enredo. O toque em verbo. O prazer em narrativa.

Os contos que publicamos abordam os mais variados temas: desde submissão e dominação, a jogos sensoriais, paixões inesperadas, amores proibidos, ou fantasias que se tornam reais. São histórias escritas com intenção, que respeitam o ritmo do leitor, mas que não têm medo de ousar.

Cada conto é uma viagem. Uma provocação, uma possibilidade e muitos deles são inspirados em experiências reais, transformadas em literatura para excitar não só o corpo, mas também a imaginação.

A tua história pode fazer parte deste universo

Mas queremos mais, queremos ouvir-te ou melhor, queremos ler-te.

Sabemos que há por aí quem tenha vivido algo digno de ser partilhado. A tua história picante pode inspirar outras pessoas, pode libertar aquilo que ainda carregas, pode tornar-se numa das próximas publicações da nossa casa erótica.

E o melhor? Podes fazê-lo de forma completamente anónima.

Na área “Canto dos Segredos”, convidamos-te a escrever sem filtros, sem medo e sem julgamentos. Não precisas de usar o teu nome.

Só precisas de ter coragem para deixar a tua memória ganhar forma em palavras. Porque há histórias que não merecem ficar caladas.

E esta pode ser a tua oportunidade de eternizar um desejo, um encontro, um momento.

Acede à área Canto dos Segredos aqui.

Porquê escrever uma história picante?

Porque escrever é um ato íntimo, sensual, libertador. Porque há sensações que só conseguimos descrever quando paramos e nos deixamos levar.

Porque há algo de profundamente excitante em saber que alguém, algures, vai ler aquilo que viveste e vai imaginar cada detalhe.

Ao partilhares a tua história, estás a celebrar a tua liberdade. Estás a afirmar que o teu prazer também importa.

Estás a permitir que outras pessoas se revejam, se inspirem, se excitem. E isso… é poderoso.

O prazer também se escreve

Na Pimenta Doce, acreditamos que o erotismo não se limita ao corpo. Ele começa na mente, passa pelas palavras e, só depois, explode na pele.

Por isso criámos um espaço onde o prazer se escreve. Onde cada parágrafo é um convite. Onde cada história é uma faísca pronta a incendiar quem a ler.

Se tens uma história picante, se viveste algo que merece ser partilhado, se te atreves a transformar desejo em narrativa… este é o momento.

Escreve. Envia. Liberta.

10 atividades picantes para a Noite de Natal

Tempo de leitura: 2 minutos

O Natal costuma ser sinónimo de família, luzes, comida e trocas de prendas, mas e se este ano também trocasses olhares ardentes, beijos demorados e toques maliciosos?

Porque sim, o Natal também pode (e deve) incluir atividades picantes que aqueçam muito mais do que o vinho colocado na mesa.

Se tu e a tua cara-metade estão dispostos a transformar a tradição num jogo de prazer, este artigo é para vocês.

Descobre 10 atividades picantes para apimentar a noite de Natal e fazer dela tudo menos silenciosa.

Calendário erótico com 12 horas de prazer

Cria uma contagem decrescente ao estilo advento, mas só para os dois.

De hora a hora, um desafio sensual: uma massagem rápida, uma troca de roupa íntima, uma frase ousada, um beijo prolongado.

Até à meia-noite, o corpo já vai estar em chamas.

Troca de prendas às cegas

Cada um compra uma prenda erótica: lingerie, lubrificante, brinquedo, o que quiser.

Embrulham e trocam sem ver. A regra é simples: têm de usar a prenda naquela noite.

Jogo do “se eu fosse o Pai Natal…”

Um de vocês veste algo temático (pode ser só o gorro). O outro faz pedidos, mas todos têm uma consequência atrevida.

Exemplo: “Quero um beijo no pescoço” → paga com um toque especial.

Lingerie vermelha e nada mais

O clássico vermelho natalício nunca falha, mas desta vez, é a única coisa que vais vestir por baixo do roupão.

Uma surpresa visual + o som de papel a rasgar = o início da noite perfeita.

Strip natalício com música de fundo

Escolhe músicas natalícias com ritmo e transforma o momento num strip improvável, sensual e divertido. Nada como ver o outro despir-se ao som de “Santa Baby” com uma luz quente a piscar ao fundo.

Cartas com desejos secretos

Cada um escreve 3 desejos picantes em pequenos papéis e dobra-os. Trocam, tiram à sorte… e cumprem, claro.

Se quiserem arriscar, misturem papéis com castigos e outros com prémios.

Massagem com óleo comestível

Entre luzes baixas, uma música de fundo suave e um aroma a canela no ar. Chega a hora de massajar, com a boca, com as mãos, com intenção.

Podes usar óleos com sabor ou lubrificantes aromáticos da secção Intimate.

“Não podes usar as mãos”

Durante 15 minutos, um de vocês fica proibido de usar as mãos. O que se fizer, tem de ser com a boca, com os olhos, com o corpo.

Simples, provocador e absolutamente explosivo.

Sessão fotográfica íntima

Usa o telemóvel, tira as luzes da árvore e transfere-as para o quarto. Uma lingerie provocadora + um ambiente quente = fotos que podem aquecer as noites futuras.

Atenção: guarda as fotos com segurança e saboreia-as só a dois.

O jogo do “só paro quando pedires”

Define uma zona do corpo. A regra é: o toque começa devagar e só para quando o outro implorar por mais.

Natal também é tempo de dar. Mas aqui, também se recebe e com muito gosto.

Aquecemos as tuas noites de Ano Novo

O Natal pode já quase ter passado, mas o prazer não tira férias.

Na secção Intimate, encontras tudo o que precisas para começar o novo ano com desejo, ousadia e muitos arrepios: brinquedos sensuais, lubrificantes com sabor, lingeries provocadoras e acessórios que prometem noites mais intensas e menos monótonas.

🖤 Entra em 2026 com novas fantasias: descobre tudo na Intimate e leva o teu prazer a um novo nível.

Encontro com casal em Lisboa

Tempo de leitura: 13 minutos

Era uma noite de inverno em Lisboa, e, como muitas vezes acontecia, eu estava no sofá a percorrer o Instagram. Entre fotografias de comida e viagens, o algoritmo surpreendeu-me ao sugerir um perfil intrigante. Digamos que se chamava “Conexões Reais”, e era claramente o perfil de um casal.

Nada agressivo ou explícito, mas as legendas e as fotos transmitiam uma energia peculiar, uma mistura de intimidade e liberdade. Não sei o que me levou a seguir aquele perfil, mas senti-me compelido a enviar uma mensagem.

“O vosso perfil é fascinante. A energia que transmitem é única”, escrevi.

No dia seguinte, vi uma notificação do tal perfil e vi que tinham respondido à minha mensagem. Abri o chat com uma mistura de curiosidade e esperança.

“Olá, muito obrigado pelas palavras! Adoramos conhecer pessoas que também valorizam este tipo de conexão.”

Era evidente que estavam habituados a iniciar conversas deste género. A partir dali, tudo se desenrolou com naturalidade.

Eles apresentaram-se: Sofia e Miguel, ambos com 30 e poucos anos, viviam no centro de Lisboa e adoravam conhecer pessoas para “trocar experiências e ideias”.

Depois de alguns dias de conversa no Instagram, a Sofia perguntou-me casualmente:

“Que achas de vires conhecer-nos? Estamos a pensar organizar algo descontraído em nossa casa no próximo sábado.”

O convite foi direto e inesperado, mas algo na forma calorosa como comunicavam fez-me sentir confortável.

Perguntei-me se estava a entrar em algo fora da minha zona de conforto, mas a curiosidade era maior do que a hesitação. Confirmei a minha presença.

Na noite do encontro, cheguei ao endereço que me deram. O prédio era antigo, com a típica arquitetura lisboeta, azulejos azuis a decorar a fachada.

O som dos meus passos ecoava pelo pequeno hall de entrada, e a expectativa fazia o meu coração bater mais rápido.

Subi pelo elevador de ferro, uma peça vintage com detalhes de latão trabalhado, e, enquanto o elevador subia lentamente, senti o nervosismo a crescer.

Quando a porta se abriu, fui recebido pela Sofia e pelo Miguel.

A Sofia usava um vestido preto justo, que abraçava o seu corpo de forma perfeita, destacando as curvas de maneira subtil, mas elegante.

O tecido era leve, quase sedoso, com uma abertura lateral que revelava parte da sua perna quando ela se movimentava.

As alças finas cruzavam-se delicadamente nas costas, deixando parte da pele exposta (via bem as suas tatuagens).

Um colar dourado minimalista repousava na sua clavícula, brilhando à luz quente do apartamento. Nos pés, calçava uns saltos pretos de tira fina, que completavam o conjunto com um toque de sofisticação.

O perfume dela era doce e envolvente, uma mistura floral e amadeirada que parecia preencher o ar ao seu redor. O Miguel, por outro lado, exibia uma postura descontraída mas cuidadosamente polida.

Usava uma camisa branca ligeiramente ajustada, com as mangas dobradas até os antebraços, revelando um relógio elegante de mostrador preto. A camisa estava desabotoada até ao segundo botão, mostrando um vislumbre do seu peito bronzeado.

Combinava com umas calças chino cinzentas e uns sapatos de couro castanho escuro impecavelmente polidos.

O seu perfume tinha um toque cítrico e amadeirado, algo fresco, mas marcante. Ambos sorriam calorosamente, e, num gesto acolhedor, a Sofia estendeu a mão para me cumprimentar.

O toque dela era firme, mas suave, enquanto os seus olhos brilhavam com uma mistura de curiosidade e confiança.

O Miguel, ao apertar minha mão, manteve o olhar direto e sereno, transmitindo segurança.

“É um prazer finalmente conhecermos-te pessoalmente”, disse a Sofia, com o seu sorriso a iluminar o ambiente. A casa, por sua vez, refletia a personalidade deles – acolhedora, moderna e cuidadosamente decorada.

No hall de entrada, uma mesa de madeira com um pequeno vaso de flores frescas recebia os visitantes. As luzes eram amenas e criavam uma atmosfera íntima, sendo que uma playlist de música ambiente suave tocava ao fundo.

No ar, havia um leve aroma de velas perfumadas, algo que parecia ser baunilha com um toque de especiarias. Sentámo-nos à mesa, onde havia vinho tinto e uma seleção de queijos e frutas.

A Sofia e o Miguel eram encantadores, faziam perguntas, ouviam com atenção e partilhavam histórias de viagens e aventuras.

Comecei a perceber que aquele casal tinha uma sinergia impressionante. Enquanto a Sofia falava, o Miguel olhava para ela com uma admiração genuína, e vice-versa. Eu sentia que havia algo mais a acontecer, mas eles nunca ultrapassaram os limites do confortável. Depois de algum tempo, em que a conversa fluía naturalmente e as taças de vinho se esvaziavam lentamente, o Miguel olhou discretamente para o relógio no pulso.

Ele sorriu, e, com a tranquilidade de quem parecia saber exactamente o que estava a fazer, sugeriu:

Está na hora de nos prepararmos para sair. Temos uma festa marcada com amigos. Vais adorar o grupo, são todos muito acolhedores.”

A Sofia, que estava sentada no sofá ao meu lado, ajeitou o vestido, cruzou as pernas e inclinou-se ligeiramente para a frente.

“É num espaço privado, nada muito grande, mas é sempre divertido,” acrescentou.

Fiquei em silêncio por uns segundos, a processar o convite.

A ideia de entrar num ambiente desconhecido e potencialmente fora da minha zona de conforto deixava-me inquieto, mas o carisma da Sofia e a confiança tranquila do Miguel eram irresistíveis. Já estava demasiado envolvido na energia deles para recuar agora. Aceitei com um aceno de cabeça e um sorriso.

Antes de sairmos, a Sofia levantou-se e foi até ao quarto, enquanto o Miguel se aproximou de um pequeno aparador na sala e pegou num frasco de perfume.

“Espera só um instante, vamos já sair,” disse ele, lançando-me uma piscadela despreocupada enquanto borrifava um pouco do perfume dele nos pulsos.

Quando a Sofia voltou, parecia ainda mais deslumbrante do que antes. Tinha renovado o batom vermelho, agora mais vibrante, e acentuara o olhar com um ligeiro retoque de eyeliner, que deixava os seus olhos ainda mais penetrantes.

Vestira um casaco de cabedal preto curto, que lhe conferia um ar ousado, mas elegante, e trocara os sapatos de salto alto por umas botas de salto médio, sofisticadas, mas claramente mais confortáveis.

O Miguel, por outro lado, ajustara o colarinho da camisa e substituíra os sapatos de couro castanho por uns ténis pretos discretos, que lhe davam um visual mais descontraído, mas ainda com um toque de estilo.

“Prontos?” perguntou a Sofia, ajeitando o cabelo num gesto automático, enquanto sorria.

Saímos os três juntos, descendo pelo elevador estreito, e fomos recebidos pelo ar fresco da noite lisboeta. Confesso que eu estava nervoso.

As ruas estavam tranquilas, iluminadas pelas lâmpadas amarelas típicas da cidade, e o som distante de um eléctrico cruzava-se com o murmúrio do rio Tejo ao longe.

Caminhámos por alguns metros até encontrarmos um táxi estacionado ao virar da esquina. O Miguel abriu a porta para que eu e a Sofia entrássemos primeiro. No interior, o táxi estava quente e confortável.

O motorista, um homem de meia-idade com um bigode bem aparado, cumprimentou-nos com um educado “Boa noite.”

O Miguel deu a morada do local ao motorista, mas fê-lo num tom baixo e discreto, como se estivesse habituado àquele tipo de destino.

A viagem foi curta, mas o suficiente para que a ansiedade começasse a crescer dentro de mim. A Sofia, sentada no banco do meio entre mim e o Miguel, inclinou-se ligeiramente para a frente para espreitar pela janela.

“Já estiveste nesta zona antes?” perguntou ela, virando-se para mim. Fiz que não com a cabeça, e ela sorriu de forma cúmplice, como se estivesse satisfeita por me levar para um lugar novo. Quando o táxi parou, dei por mim numa rua discreta, ladeada por prédios de fachadas simples, sem qualquer sinal que indicasse o que estava para além daquelas portas.

O Miguel pagou ao motorista e saiu primeiro, seguido pela Sofia, que segurou a porta para mim, enquanto dizia:

“É aqui,” com um tom que misturava excitação e mistério. A entrada era modesta, uma porta de ferro preta com um pequeno intercomunicador ao lado. O Miguel pressionou o botão e disse algo baixinho, suficientemente inaudível para mim.

Após alguns segundos, uma voz respondeu:

“Podem entrar.”

Um clique suave soou, e a porta abriu-se. O corredor era estreito e pouco iluminado, com luzes embutidas nas paredes que guiavam o caminho.

O chão de madeira antiga rangia levemente sob os nossos passos, enquanto subíamos uma escadaria em espiral, que parecia levar a um outro mundo.

A cada degrau, o som de música suave e vozes abafadas tornava-se mais audível, aumentando a expectativa.

Quando o Miguel abriu a porta no topo das escadas, fiquei imediatamente envolvido pelo ambiente do espaço.

Era amplo, mas acolhedor, iluminado por velas e luzes baixas que criavam uma atmosfera íntima.

A decoração era moderna, mas sem ser pretensiosa: sofás em tons neutros estavam dispostos em círculos, mesas baixas com copos e garrafas de vinho estavam estrategicamente espalhadas. Havia cerca de 10 ou 15 pessoas no local, organizadas em pequenos grupos, a conversar e a rir descontraidamente.

Cada rosto parecia brilhar com uma expressão de conforto e confiança, como se aquele fosse o único lugar no mundo onde queriam estar.

“Bem-vindo,” disse o Miguel, pousando a mão no meu ombro e conduzindo-me para dentro. “Esta é a nossa pequena comunidade. Vais gostar de estar aqui.”

A Sofia virou-se para mim, com um sorriso brincalhão nos lábios.

“Vamos buscar algo para beber? A noite ainda agora começou,” disse ela, enquanto me guiava em direcção a um bar improvisado.

A iluminação era suave, com pequenos candeeiros a projetar sombras delicadas nas paredes de tons quentes.

Atrás do balcão, um homem alto, de barba bem aparada e camisa ligeiramente desabotoada, servia bebidas com a naturalidade de quem já conhecia bem os gostos dos presentes.

“O de sempre, Sofia?” perguntou ele, com um sorriso conhecedor.

Ela assentiu, apoiando os cotovelos no balcão e inclinando-se ligeiramente para a frente. O movimento fez com que o vestido subisse um pouco, revelando mais da sua perna bem definida. O Miguel encostou-se casualmente ao balcão ao meu lado, observando tudo com aquele olhar tranquilo, mas atento.

“E para ti?” perguntou a Sofia, voltando-se para mim com um sorriso sedutor.

Surpreende-me,” respondi, sem desviar o olhar do dela.

O barman serviu um cocktail âmbar num copo baixo, com uma rodela de laranja na borda. O primeiro gole aqueceu-me a garganta e espalhou-se lentamente pelo corpo.

A Sofia ergueu o seu copo e o Miguel fez o mesmo.

“A novas conexões,” disse ela, tocando o seu copo no meu.

“A novas experiências,” acrescentou o Miguel, num tom baixo, mas carregado de intenções. O ambiente à nossa volta parecia vibrar com uma energia própria.

Casais e pequenos grupos conversavam, alguns sentados nos sofás, outros encostados a paredes, os olhares trocados a dizerem mais do que as palavras.

Havia uma fluidez natural nos gestos, um entendimento silencioso entre todos. A Sofia deslizou a ponta dos dedos pelo meu braço enquanto falava, o toque breve, mas intencional a despertar algo dentro de mim.

“Estás a gostar da noite até agora?” perguntou, inclinando-se ligeiramente, de forma a que o perfume dela se misturasse com a respiração quente que me roçava o pescoço.

Mais do que estava à espera,” respondi, a minha voz mais grave do que o habitual.

O Miguel observava-nos com um pequeno sorriso, o olhar calmo e seguro. Era fascinante a forma como ele e a Sofia se moviam, como se fossem duas peças de um mecanismo perfeitamente ajustado, que sabiam exatamente como envolver alguém na sua dança.

Ela pousou a mão na coxa de Miguel, mantendo os olhos em mim.

É sempre interessante quando alguém novo entra neste mundo,” disse, mordiscando subtilmente o lábio inferior. A tensão entre nós crescia, cada troca de olhares um convite silencioso. A Sofia deslizou os dedos pelo caule do copo antes de o pousar, como se cada gesto seu tivesse um propósito.

Depois, pegou-me pela mão e levou-me até um dos sofás mais afastados da sala, onde a luz era mais discreta. O Miguel seguiu-nos, sentando-se ao lado dela, com uma descontração estudada. O espaço à nossa volta parecia desaparecer.

Eu estava ali, entre eles, envolto na sua energia magnética. Ela virou-se para mim, cruzando as pernas devagar, o tecido do vestido a deslizar suavemente sobre a pele.

“Surpreende-me,” desafiei.

“Gosto da antecipação. Da forma como um olhar pode dizer tudo antes de qualquer palavra ser dita.

Da tensão que se constrói antes de um toque se tornar inevitável.”

As palavras dela pairaram no ar por um instante. O Miguel sorriu, inclinando-se para trás no sofá, sem pressa, como se saboreasse cada momento. O jogo estava lançado.

O ambiente à nossa volta parecia esbater-se, reduzindo-se à luz baixa, ao som abafado da música e ao calor que crescia entre nós. A Sofia, sentada ao meu lado, inclinou-se ligeiramente, com os seus olhos fixos nos meus enquanto mordia suavemente o lábio inferior.

A ponta dos seus dedos deslizou pelo meu braço num toque leve, mas intencional, deixando um rasto de eletricidade na pele. A sua respiração misturava-se com a minha quando se aproximou mais, tão perto que senti o seu perfume doce e envolvente envolver-me.

Não houve palavras – apenas o momento, carregado de expectativa. Os seus lábios tocaram os meus num beijo suave, exploratório, como se quisesse prolongar ao máximo aquela sensação.

Os movimentos eram lentos, como se testasse os limites do desejo que pairava no ar. Os dedos dela deslizaram pelo meu peito, descendo devagar, traçando um caminho que fazia o meu corpo reagir de forma involuntária. O Miguel, sentado ao lado dela, observava-nos em silêncio, o olhar atento, mas descontraído.

Havia algo fascinante na forma como ele parecia apreciar cada momento sem pressa, como se aquele fosse um ritual já conhecido e saboreado vezes sem conta.

A Sofia não se afastou quando Miguel se inclinou ligeiramente. Em vez disso, a sua mão pousou no ombro dele, puxando-o para mais perto.

O beijo entre nós tornou-se mais profundo, mais envolvente, e, num gesto natural, ela virou-se para também capturar os lábios do marido, deixando-se levar pela conexão entre os três. A sensação era inebriante, os movimentos dela eram fluidos, como se conduzisse um jogo do qual sabia exatamente as regras.

O espaço entre nós desaparecera por completo, e a temperatura à nossa volta parecia ter subido alguns graus.

A música continuava a tocar, distante, como se o mundo exterior já não existisse. O tempo parecia suspenso, cada toque, cada olhar, cada respiração tornando-se parte de uma dança que se desenrolava de forma quase instintiva.

Não sei exatamente quando aconteceu, mas senti a atmosfera do salão mudar. O murmúrio das conversas foi-se tornando mais baixo, substituído por olhares mais intensos e toques mais ousados.

No sofá ao lado, um casal que antes conversava descontraidamente começou a aproximar-se, os gestos tornando-se mais íntimos. No outro canto da sala, uma mulher de cabelo apanhado ria enquanto se inclinava para o parceiro, os lábios roçando-se antes de o beijo se aprofundar.

A Sofia afastou-se ligeiramente e olhou em volta, como se quisesse partilhar comigo o que estava a acontecer.

Com um sorriso divertido, deslizou os dedos pelos botões do vestido e, num movimento fluído, deixou-o deslizar pelos ombros, revelando a pele macia sob a luz amena do espaço. Eu podia agora ver os seus mamilos salientes, expostos no tecido. Muitas pessoas na sala começavam-se a despir.

Será que ia acontecer uma orgia? Eu sentia a tensão no ar, estava muito excitado, louco para foder a Sofia. Já só pensava em penetrá-la, em vê-la de quatro naquele sofá.

O sofá tornou-se um ponto de convergência, os corpos movendo-se com naturalidade, como se todas as barreiras tivessem sido deixadas à porta.

A música continuava a tocar, mas já ninguém prestava atenção. Havia uma nova melodia no ar, feita de sussurros, toques e leves gemidos.

A Sofia voltou a focar-se em mim, os dedos quentes a deslizarem pela minha pele, e sussurrou ao meu ouvido, com um sorriso:

“Agora sim, estás a ver o verdadeiro espírito desta festa.”

O Miguel recostou-se no sofá por um momento, observando a Sofia com aquele olhar tranquilo, mas carregado de intenção.

Depois, sem pressa, levantou-se, alisando a camisa ligeiramente amarrotada pelo momento que partilhávamos, embora já estivesse com ela toda aberta, denotando-se os abdominais.

Estendeu a mão à Sofia, e ela, com um sorriso enigmático, aceitou-a sem hesitação, os dedos entrelaçando-se num gesto que parecia já ensaiado inúmeras vezes.

Ela virou-se para mim, com os olhos a brilhar sob a luz amena do espaço, e, sem dizer muito, fez-me um convite silencioso.

“Vem connosco,” murmurou, estendendo a outra mão para mim.

Havia algo na sua voz que tornava impossível recusar.

A forma como as palavras deslizavam pelos lábios dela, o tom tranquilo, mas repleto de promessa, fez com que o meu corpo reagisse antes mesmo da minha mente (e isso notava-se no meu volume).

Levantei-me e segui-os sem hesitar, sentindo o murmúrio do salão esmorecer atrás de nós enquanto atravessávamos uma porta discreta num dos cantos da sala.

O corredor era iluminado por luzes suaves embutidas na parede, lançando sombras longas e elegantes à nossa passagem.

A Sofia caminhava à minha frente, os quadris a balançarem de forma natural e hipnotizante, enquanto o Miguel mantinha a mão pousada suavemente na parte inferior das suas costas, guiando-a com uma familiaridade cúmplice.

Quando a porta à nossa frente se abriu, percebi que não éramos os primeiros a chegar. O quarto era espaçoso, decorado de forma intimista, com tecidos leves e tons neutros que conferiam um ambiente acolhedor.

No centro, um grande colchão ocupava boa parte do espaço, coberto por lençóis macios e almofadas estrategicamente dispostas. Mas o que realmente captou a minha atenção foi o casal que já estava lá dentro, nu e suado.

A mulher tinha o cabelo solto e ondulado, que caía pelos ombros de forma descuidada, como se já estivesse envolvida naquele ambiente há tempo suficiente para deixar qualquer preocupação para trás. O homem, ao seu lado, parecia igualmente confortável e satisfeito.

A Sofia sorriu ao ver o casal e virou-se ligeiramente para mim, deslizando os dedos pelo meu pulso antes de murmurar:

“Estás pronto para dar o próximo passo?”

Abanei a cabeça e quase instantaneamente fui despido pela Sofia. Ela e o marido também se despiram. O Miguel e o homem que já estava dentro do quarto, distanciaram-se, trocando carícias. No caso, o Miguel começou a receber sexo oral.

As mulheres, por sua vez, ajoelharam-se ao pé de mim e começaram a chupar-me de forma sincronizada. Uma acariciava-me os testiculos, enquanto a outra colocava metade do pau na boca. Ouvi-las a engasgarem-se à vez, a ficarem loucas, a saliva a escorrer dos queixos, os mamilos duros…

O cenário era todo ele incrível e tenho-o na memória até hoje. Os gemidos começaram a surgir de todos os lados. Do Miguel, que tal como eu, era chupado, eu que me deliciava com tudo aquilo e as meninas, com beijos longos e a masturbarem-se enquanto faziam o sexo oral em duo.

Não tardou até eu ir para a cama com elas. Fodi a Sofia em canzana, enquanto a outra mulher (que só mais tarde soube que se chamava Irina) me fazia um beijo grego.

Por sua vez, o Miguel também penetrou o marido da Irina enquanto nos observava (não muito longe da cama).

Confesso que a sentada da Irina foi indescritível e quase que me vinha aí, tendo parado e pedido para elas brincarem uma com a outra. Por fim, a Sofia pediu-me algo que me levou à loucura, fazer algo que adoro e me deixa extremamente excitado – sexo anal.

“Come-me o cu, mete esse pau duro dentro de mim e vem-te”.

Entre trocas de preservativos e colocação de lubrificante, o Miguel vinha-se na cara do marido da Irina bissexual que todas as semanas frequentava o clube. Assim que os gemidos acalmaram, os meus começaram a eclodir naquele espaço. Palmadas fortes, coração acelerado, penetrações profundas e contínuas.

A Sofia estava louca, a Irina vice-versa (era chupada pela Sofia ao mesmo tempo) e não demorou até eu me vir abundantemente dentro dela. Sentia o cu dela a contrair, enquanto eu abria bem as nádegas dela e marcava os meus dedos na pele dela.

Entre mais vinho, paragens, descanso e ainda mais sexo, a noite prolongou-se até as horas perderem o significado.

O ambiente do clube, carregado de energia e desejo, foi-se desvanecendo gradualmente, até que nos apercebemos de que éramos dos últimos a sair.

A Sofia, com os cabelos um pouco desalinhados e um brilho satisfeito nos olhos, trocou um olhar com o Miguel.

Ele, sempre tranquilo, passou-lhe um braço à volta da cintura e inclinou-se para murmurar algo ao seu ouvido, fazendo-a sorrir.

“Vamos?” perguntou-me ela, passando os dedos levemente pelo meu braço, como se não houvesse pressa para quebrar a ligação da noite.

Aceitei sem hesitação. Não queria que aquela experiência terminasse ali. Vestimo-nos e voltámos ao salão principal, que agora parecia outro.

Já não havia o burburinho das conversas, os sofás antes ocupados agora vazios, com copos esquecidos aqui e ali. A equipa do clube começava a arrumar discretamente, mas ninguém parecia apressado. O ambiente era descontraído, como se aquilo fosse um ritual repetido todas as noites.

O Miguel guiou-nos até à saída. Do lado de fora, a brisa noturna de Lisboa era fresca e revigorante, um contraste com o calor do espaço que acabávamos de deixar.

Apanhámos um táxi, e durante o caminho, a Sofia manteve-se encostada ao meu ombro, traçando pequenos círculos na minha mão com a ponta dos dedos.

Quando chegámos ao prédio deles, tudo parecia calmo, como se o mundo lá fora estivesse alheio ao que tínhamos vivido. Assim que entrámos, o Miguel tirou a chave do bolso e pousou-a casualmente sobre o aparador da entrada. A Sofia descalçou-se e foi buscar uma garrafa de vinho que tinha deixado no frigorífico.

“Espero que tenhas gostado da experiência,” disse ela, servindo três copos e entregando-me um.

“Gostei,” respondi, sincero. “Mas tenho uma pergunta… Como é que conheceram este clube?

Pareciam tão à vontade, como se fosse a vossa segunda casa.” Porque é,” disse ele, levando o copo aos lábios.

Franzi a testa por um instante, sem perceber completamente o significado das suas palavras. A Sofia riu-se e sentou-se ao meu lado no sofá, cruzando as pernas.

“O clube… é nosso,” revelou, com um brilho divertido no olhar.

Fiquei em silêncio por um momento, assimilando a informação.

De repente, tudo fazia sentido.

A forma como se moviam por lá, o à-vontade com que interagiam com todos, a maneira como a equipa do espaço os olhava, não como simples clientes, mas como algo mais.

“Surpreso?” perguntou a Sofia, inclinando-se ligeiramente na minha direção.

Um bocado,” admiti, rindo.

O Miguel enconstou-se no sofá, relaxado.

“Gostamos de criar um espaço onde as pessoas possam ser livres, explorar sem julgamentos.

O que viveste esta noite é exatamente o que queremos proporcionar a quem nos visita.”

Passei os dedos pela borda do copo, processando tudo.

Nunca tinha imaginado que aquela noite me levaria não só a novas experiências, mas também a um segredo inesperado.

A Sofia pousou a mão na minha perna e sorriu.

“Acho que vais gostar de voltar.”

E, pela primeira vez em muito tempo, tive a certeza de que sim.

Eu chamo-o de Durão

Tempo de leitura: 3 minutos

O primeiro contacto que tive com este homem, achei que não teria importância nenhuma; não me despertava interesse… mas depois tudo mudou.

A primeira vez, ele apenas me emprestou um relógio para cronometrar uma corrida em equipa e achei um gesto muito querido. Depois disso comecei a treinar com ele, a olhar para o corpo branco dele. Comecei a desejá-lo, a imaginar como seria o toque dele na minha pele, a olhar para aquele rabo redondo, aparentemente rijo e super gostoso.

Ele é um homem não muito alto nem com o corpo muito definido. Não o considero muito bonito, mas ele emana uma energia masculina tão forte que o seu olhar consegue penetrar-me em dois segundos e fazer o meu corpo tremer por todo o lado.

É um homem um pouco bruto nas palavras e nos gestos. Eu gosto de alguma brutalidade. É pouco mais velho do que eu, quase nada, mas aparenta ter muita experiência… em tudo.

Sempre tivemos pouca interação, mas os olhares eram extremamente profundos e cheios de excitação.

Nunca chegou a existir contacto físico porque eu descobri que ele tinha namorada e acabei por me tornar amiga dela.

No entanto, o desejo na minha imaginação nunca deixou de existir, até chegar ao ponto de ter sonhos eróticos com ele a foder-me na cama dele, na casa dele, no ginásio onde frequentamos os dois e onde podíamos ser apanhados a qualquer momento.

O olhar dele é de tal maneira penetrante e excitante para mim que o sonho mais realista que tenho com ele começa sempre da mesma forma: ele puxa-me para uma despensa, beija-me toda de cima a baixo, tira-me a roupa com a maior rapidez possível, arrasta as cuecas para o lado e lambe-me de tal maneira que eu preciso de ferrar o meu próprio braço para não deixar escapar nenhum som.

Depois volta a subir e mete aqueles dedos grossos — que eu adoro — dentro da minha cona, completamente encharcada dos meus líquidos e da saliva dele.
Ele mete-me os dedos tão bem que as minhas pernas não aguentam e começam a tremer. Ele pega-me ao colo e faz jus ao apelido dele.

Sinto a cabeça do coiso dele a passar pela minha entrada, que lateja de tesão tanto quanto o dele.
Ele enfia-mo e aperta-me ligeiramente a garganta com a mão, mas eu dou um gemido de prazer e dor ao mesmo tempo.
Ele geme baixinho no meu ouvido. Eu adoro ouvir o prazer do outro.

Tentei conter-me para não o arranhar todo, mas acabei por lhe arranhar o pescoço e as costas, como se quisesse que o corpo dele entrasse ainda mais dentro de mim.

Eu estava quase a atingir o meu rico orgasmo quando ele deixa as minhas pernas cair e vira-me de costas.

Dá-me uma palmada no cu e aperta tanto a nádega que a deixa completamente a arder. Engulo um grito de prazer e logo a seguir ele enfia-me a piça novamente até ao fundo. Eu só queria gritar de excitação, mas ele direciona-me até eu ficar com o corpo meio deitado numa mesa.

Ele mete várias vezes, com a força toda que eu sei que ele tem, e sinto o suor dele a cair em cima de mim. Tentamos fazer o mínimo de barulho possível, mas viemo-nos exatamente ao mesmo tempo e o gemido ficou inexplicavelmente unido.

Foi então que começámos a pensar no que tínhamos acabado de fazer. Muito mais ofegantes do que depois de um treino de duas horas. Vestimo-nos e saímos daquele armário.

Este seria o cenário mais excitante que eu imagino com este homem que vejo todos os dias, que me penetra com os olhos, mas que não posso tocar.

Vendada – Darksecretangel

Tempo de leitura: 9 minutos

Já tinha algum tempo que tinha idealizado fazer algo diferente com o N. Algo apenas só para nós dois, mas que envolvesse a ativação e o envolvimento de todos os sentidos.

Queria fazer algo que despertasse ainda mais o desejo que sei que o N tem por mim. Dar algo de especial de mim, que ele jamais esquecesse.

Estava no trabalho e recebo uma mensagem do N a perguntar se podia vir ver-me naquele dia.

Não tinha propriamente ideia de estar a marcar com ele algo durante a semana pois no dia seguinte, tendo de me levantar cedo para ir trabalhar, condicionava um pouco o tempo que teríamos para nós.

Esses dias estavam a ser um bocadinho complicados pois para além de me pedirem para ir dar apoio profissional num sítio para o qual eu não me sentia muito disposta a ir, também estavam a ser dias stressantes para cumprir objetivos finais do mês.

Contudo a proposta dele foi bem vinda e comecei logo a imaginar como e o que iria preparar para o receber.

Respondi à sua mensagem a combinar horário e pedi que quando estivesse a vir para minha casa me avisasse, sem lhe dizer ainda naquele momento o motivo.

Como referi atrás, já tinha algumas semanas que idealizava fazer algo especial para nós e já tinha impresso uns textos, redigidos por mim, para que numa ocasião em que o N me viesse visitar, os colocasse expostos em minha casa, e este, só teria de seguir as minhas indicações.

Preparei o quarto colocando além do aquecimento a funcionar, umas velas acesas, a luz da mesinha de cabeceira com uma intensidade de luz mais reduzida e a poltrona do meu quarto, virada completamente para os pés da minha cama.

À entrada de minha casa, no móvel, coloquei um bilhete para o N ler quando chegasse e junto coloquei uma venda. Assim que ele estivesse a chegar também ali iria colocar uma bebida que iria preparar para ele… decidi que iria preparar um copo de gin tónico já que tinha a ideia que era uma das suas bebidas favoritas.

Idealizei ao pormenor todos os detalhes e então o bilhete que estava à entrada de casa pousado no móvel dizia:

“Baby quero que depois de leres este bilhete, vás até ao meu quarto, que te sentes na poltrona que está no quarto, virada para a minha cama. Antes de te sentares, podes colocar-te confortável. Tira a roupa se quiseres, bebe um pouco e espera por mim que já lá vou ter contigo. Assim que estejas confortável e relaxado, coloca essa venda nos teus olhos e só a podes retirar quanto te disser que o podes fazer. Tenho algo para ti … para nós na verdade. Prometo que será bom e incrível. Vamos aproveitar, sim?”.

Faltavam uns 15 minutos para as 22h quando recebi mensagem do N a dizer que estava a caminho de minha casa. Respondi-lhe com um emogi e disse “Quando entrares em minha casa, tens umas orientações para seguir.” e assinei com um emogi de diabinha.

Ele respondeu logo de seguida com um “Adoro!”

Estava certa de que ele iria adorar pois não havia como não ficar completamente fascinado com o que tinha idealizado fazer.

Já estava praticamente pronta para o receber.

Uma vez mais decidi vestir uma lingerie bem gira e bem sexy da Pimenta Doce e a lingerie escolhida para essa noite foi a Wild Desire Set. Ao conjunto adicionei umas meias liga de rede que ficaram um arraso no conjunto e vesti um robe de cetim preto.

Sabia que a minha escolha ia deixar o N bem doido.

Já pronta, fui até à cozinha e preparei duas bebidas. Tinha mais ou menos noção do timming e sabia que em poucos minutos ele chegaria a minha casa.

Preparei um gin tónico com limão para mim e um igual para ele.

Assim que pousei o copo no móvel da entrada recebo uma mensagem do N a dizer

“Cheguei”. Abri a porta do prédio e dei-lhe orientação para subir.

Abri a porta de entrada de minha casa e fui para a sala esperando que ele seguisse as orientações para depois ir ter com ele ao meu quarto.

Ouvi-o a entrar e a fechar a porta. Depois de entrar e de ler o 1º bilhete o N entrou no meu quarto e fechou a porta.

No quarto, em cima da cômoda, havia outro bilhete para ele com o seguinte texto:

“Coloca-te confortável. Liguei o aquecimento para não sentirmos frio, mas não tarda, acredita, vai ficar bem quente neste quarto. Assim que tenhas a venda colocada, bate duas vezes na parede por detrás de ti para saber que estás pronto para mim e que já posso ir ao teu encontro. Só podes retirar a venda quando EU DISSER!”

Alguns minutos depois, oiço-o bater na parede conforme as orientações que lhe havia dado.

Dirigi-me ao quarto e abrindo a porta, vejo-o obedientemente sentado na poltrona, de venda colocada e despido. Previamente tinha colocado uma manta de pêlo na poltrona para que quando ele se sentasse ficasse bem confortável e não sentisse frio nenhum, mas o quarto já estava bem quente e ainda nem se tinha passado ali nada.

Ao entrar, pousei o meu Gin na cômoda e pousei o telemóvel sobre a cama.

Comecei a passar as unhas no seu corpo despido e ele lançou de imediato um sorriso bem perverso. Era visível que o N estava super entusiasmado e ansioso por ver ou sentir o que tinha preparado para ele.

Passei as unhas e as mãos ao longo do seu corpo despido e curvei-me até aos seus lábios beijando-o fugazmente. Depois de o beijar, sussurrei ao seu ouvido esquerdo “Quando disser, tiras a venda!”…

Senti-o engolir em seco e afastei-me do seu corpo já visivelmente excitado.

Peguei no telemóvel que tinha pousado sobre a cama e coloquei a tocar uma playlist com algumas músicas bem sensuais. Começou a dar a “Eyes on you” de SWIM.

Pousei o telemóvel e fui em direção à minha cama, coloquei-me de joelhos sobre a cama, abri o robe e disse “Podes tirar a venda!”.

Assim que o digo, obedientemente o N tira a venda e quando me vê, é claramente visível nos seus olhos que está abismado com todo o cenário que preparei para ele.

Sinto-o olhar-me, de cima a baixo, com um desejo inexplicável e pergunto (já sabendo a resposta) se gosta da lingerie que escolhi vestir. Ele movimenta a sua cabeça afirmativamente e diz-me que estou muito linda e muito gata.

Assim que ele o diz começo a gatinhar para os pés da cama e chegando mais perto dele viro-me e fico de costas para ele.

Debruço-me e coloco-me de quatro abanando a minha anca e o meu rabo sistematicamente ao som da música. Ouço-o a suspirar. Espeto ainda mais o rabo à medida que deslizo e debruço-me ainda mais na cama.

Assim que o faço, o N apercebe-se que estou a usar um plug e geme ao mesmo tempo que suspira e diz-me que estou linda e sexy.

Levanto-me da cama e ainda de costas para ele, continuo a dançar sensualmente ao som da música e dou uma palmada bem forte nas minhas nádegas.

Quando o faço o N solta um desabafo e chama-me de safada.

Viro-me para ele e aproximo-me. Quando o faço, uma vez mais, beijo-o fugazmente.

O nosso beijo é intenso, quente, molhado, envolvente e profundamente penetrante.

Sinto-me completamente envolvida no seu beijo e acariciamo-nos como se o fizéssemos uma última vez… com uma vontade imensa de sentir e tocar, fazendo com que o momento não acabe jamais.

Estou de pé à sua frente e ele sentado começa a beijar-me e a acariciar-me as mamas, tomando-me como sua e deixo-me envolver no seu toque e nos seus beijos quentes e molhados.

Sinto-me estremecer de prazer e de tesão a cada beijo seu, a cada lambida nos meus mamilos e mergulho os meus dedos no seu cabelo, acariciando e tocando o seu corpo quente e nu ao mesmo tempo.

Afasto-me um pouco e coloco-me de joelhos aos seus pés.

Ele está completamente erecto. Já está assim há algum tempo. Era já visível há algum tempo, a sua excitação e o seu entusiasmo. Toda a envolvência… o cenário, os meus movimentos, a minha sensualidade, a lingerie escolhida… tudo isso já tinha captado toda a sua atenção.

No entanto, a nossa conectividade…o nosso à vontade um com o outro levaram-nos àquele exacto momento… Antes mesmo de lhe dar prazer com a minha boca, o N já estava duro e pronto a ser meu.

Ajoelho-me, envolvo o seu caralho duro na minha mão direita e começo a lambê-lo e a chupá-lo. A sua expressão facial demonstra o prazer imenso que lhe estou a proporcionar. Olho-o fixamente nos seus olhos e ele solta um desabafo “Esses olhos…”

É importante para mim dar-lhe prazer e fazê-lo ver o prazer que me dá fazê-lo.

Continuo assim um longo tempo e eis que a dado momento percebo que ele está faminto de mim e do meu corpo…. Quer saborear-me e sentir-me.

O N coloca as suas mãos no meu rosto, puxa-me para ele e beija-me uma vez mais.

Um beijo intenso e molhado como são sempre os nossos beijos e eleva o seu corpo, ajudando-me a levantar do chão.

Envolve-me nos seus braços, beija-me sedento de mim e leva-me até à minha cama, fazendo-me deitar e com o seu corpo coloca-se sobre mim.

Assim que me tem deitada na minha cama, colocando-se sobre mim e posicionando-se entre as minhas pernas, agarra o meu rosto com as suas mãos e beijamo-nos fugazmente sem qualquer dúvida de que ambos estávamos sedentos de nos sentirmos e tocarmos.

Olha-me nos olhos e diz-me que nada é tão bom como fazer amor comigo e eu rio-me de nervoso e de excitação. Olho-o nos olhos, beijo-o, acaricio o seu corpo e sussurro ao seu ouvido “Vamos antes foder descontroladamente como tão bem gostamos…”

Assim que o digo, o N começa a deslizar pelo meu corpo abaixo e pára entre as minhas pernas, mergulhando a sua língua e a sua boca no meu baixo ventre.

Começa a lamber-me e a chupar-me com uma fome imensa como se nunca me tivesse tido. Perco o controle e gemo sem me preocupar se alguém nos ouve.

O meu corpo contorce-se todo e agarro a coberta da cama com toda a força que tenho nas mãos. Próxima de atingir o clímax, sinto os seus dedos penetrar-me e fico ainda mais descontrolada e gemo com intensidade atingindo um orgasmo imenso que me tira o fôlego e me deixa trémula.

Puxo-o novamente até mim e uma vez mais começamos a beijar-nos. Poucos minutos depois já o tenho dentro de mim.

Fodemos de todas as formas e feitios imagináveis. Deitados, de lado, de quatro, de frente um para o outro e comigo por cima dele.

Vários orgasmos pelo meio e completamente rendida a cada investida do N.

Dou por mim a pensar e a confessar-lhe que é um dos meus melhores amantes e que a conexão que temos enquanto fodemos, não a tenho basicamente com mais ninguém.

Coloco-me sobre ele e faço-o deslizar sistematicamente para dentro de mim e enquanto o faço beijamo-nos, olhamo-nos nos olhos um do outro, ele beija-me e chupa-me as mamas, dá-me palmadas nas minhas nádegas, gemo de tesão, ergo-me e poucos segundos depois venho-me. Uma e outra vez assim…

Saio de cima do N e deslizo ficando com a minha boca sobre o seu baixo ventre.

Continua duro e super excitado. Envolvo a sua dureza com as minhas mamas, deslizo mais um pouco e volto a chupa-lo e a lambê-lo.

Enquanto lhe dou prazer com a minha boca, o N só pragueja elogiando como o faço e colocando a sua mão no meu rosto pede-me que continue. E eu continuo. Adoro dar-lhe prazer. O seu prazer também é o meu prazer.

A dado momento o N fica sobre mim e fode-me com a maior das intensidades e as suas estocadas fazem um barulho imenso que receio que nos oiçam pelo prédio todo.

Estou tão húmida e tão molhada que o meu prazer torna-se indescritível e eu só me oiço gemer e oiço-o a dizer que adora foder-me.

Peço-lhe que me foda e digo-lhe coisas que sei que o deixam maluco e fora de si. A nossa intimidade é sempre muito verbal e excitante.

De repente ele inclina-se e pega no meu sugador que está sobre a minha mesinha de cabeceira. Pede-me que me deite de lado e enquanto me começa a foder o rabinho como poucos segundos antes lhe pedi, pede que brinque com o meu sugador.

E eu assim faço. Coloco-me de lado e deixo-o foder-me enquanto brinco com o sugador no meu clitóris. Estou tão excitada que não demoro muito tempo a ter outro orgasmo.

Sinto o N ficar cada vez mais à beira do climax e peço que me foda e que não pare.

Inclino a minha cara sobre o meu ombro esquerdo e ele inclina-se ao mesmo tempo que eu e beijamo-nos enquanto ele não abranda as suas investidas e fode-me sem parar.

Ele agarra-me pelas mamas enquanto me fode cada vez mais de forma mais descontrolada. Levanta-se, coloca-me deitada na cama de barriga para cima e pega numa almofada para colocar por baixo das minhas costas elevando a minha cintura.

Uma vez mais mergulha dentro de mim e olhamo-nos com paixão e tesão. Uma vez mais, falamos um para o outro… peço-lhe que me foda e ele chama-me do jeito que eu bem gosto.

Sinto-o bem próximo de atingir o climax e peço sem parar que me foda e exteriorizo o quão bom é a fazê-lo.

Olha nos meus olhos e diz que assim não vai aguentar muito mais tempo e eu peço que não aguente. Quero que ele se venha e quando o digo ele sai de dentro de mim e atinge o seu orgasmo sobre mim, libertando a sua excitação sobre a minha barriga e sobre o meu baixo ventre.

Fico deitada a absorver toda aquela excitação e olho-o sentado na poltrona.

Rimo-nos um para o outro e estamos ambos ofegantes e a controlar os nossos corpos.

Ele olha-me todo suado e sorridente e diz-me “São sempre incríveis e inesquecíveis estes momentos contigo.” Rio-me uma vez mais envergonhada com o seu elogio mas digo-lhe que também adoro os nossos momentos a dois.

Pergunto-lhe se gostou da minha surpresa e de tudo o que preparei para ele e o N responde simplesmente que foi tudo incrível e que nunca tinham preparado nada assim para ele.

Fico feliz por sentir que ele apreciou tudo o que preparei e ficamos durante algum tempo a conversar e a beber um pouco.

Alguns bons minutos depois de estarmos na conversa o N disse que se calhar era melhor ir embora pois certamente iria levantar-me mais cedo que ele no dia seguinte.

Com um ar bem lascivo e bem sedutor digo-lhe que ainda não estava na hora de ele ir embora. Ainda queria divertir-me mais um pouco com ele.

Sou insaciável e no que toca ao N sou ainda mais.

Estendi uma mão, puxei-o até mim e ambos deitamo-nos na cama, envolvendo-nos um no outro.

Seduzi-o com os meus beijos quentes e as minhas palavras obscenas e provocadoras como ambos apreciamos e fodemos por mais uma hora.

No fim despedimo-nos calorosamente com um beijo bem molhado e bem intenso, com a certeza que em breve nos iamos voltar a ver e sem qualquer dúvida, seria tudo tão bom como naquela noite.

Uma Noite de Halloween

Tempo de leitura: 8 minutos

Era uma noite de Halloween igual a tantas outras. As casas do meu bairro, estavam impecavelmente decoradas com esqueletos e bruxas. Uma noite de chuva miúda, com tons de preto de noite cerrada e misteriosa e vermelho de sangue, de qualquer coisa latente que estava para acontecer.

Saí, após o jantar, com as crianças para batermos às portas a pedir doces. Havia imensa gente na rua, outros miúdos e muitos pais a acompanhá-los. As máscaras escondiam quem os adultos eram no dia a dia. Gente que saia com o carro de manhã e voltava à noite, sempre à mesma hora, tinham nesta noite uma oportunidade de ser alguém diferente. E aproveitavam para se esconder, para se revelar.

Alguns dos meus vizinhos estavam irreconhecíveis, em roupas ousadas. Mas a maior diferença era a maneira como naquele dia tudo era permitido. Os vizinhos que raramente falavam, estavam no meio da rua a cumprimentar toda a gente. A mulher que nunca parava antes de entrar em casa, sentia-se desinibida para conversar com o vizinho do lado. Havia gargalhas por todo o lado e uma atmosfera eletrificante, entre o bizarro e o excitante.

Eu, era como todos eles. No resto do tempo apetecia-me falar com as pessoas, mas o cenário aborrecido e sisudo fazia-me entrar em casa, sem explorar mais nada. Neste dia, eu sentia como mais ninguém a alteração das pessoas.

Era uma atmosfera demasiado apetitosa. Neste Halloween tinha escolhido ser o cisne negro. O meu vestido era preto, cintado e com folhos pelos joelhos. Sem soutien, o vestido envolvia- me apenas o peito e deixava-me os braços e as costas totalmente nus.

Gostava de me ver assim, desprotegida e vulnerável nesta zona do corpo. Os meus olhos maquilhados com excesso de preto nas pálpebras e umas pintalgadas de azul no canto do olho, tornavam o meu olhar ainda mais penetrante. Os homens sempre gostaram dos meus olhos.

E de me ver olhar para eles, despi-los e envergonhá-los. E eu estava ainda mais sexy naqueles olhos e naquele vestido. Troquei as sapatilhas de ballet por umas botas pretas e o cabelo preso à volta da nunca, pela sensação de tê-lo a tocar-me as omoplatas quando o sacudia.

Sai à rua sem casaco, a pedir que olhassem para mim. Apetecia-me tanto exibir-me.

Sabia que metade dos homens daquele bairro me olhava quando eu saia, quando eu aparecia à janela ou quando descarregava as compras do carro. Eram homens mais velhos, outros muito mais jovens do que eu. Eram os pais dos amigos dos meus filhos. E hoje estavam todos na rua, sem vergonha.

Mal passei o portão, senti essa atmosfera de vibração, que me deixou logo excitada. O ar fresco, demasiado frio para a minha pele empertigou-a e os meus sentidos ficaram alerta prontos a serem despertados.

Os olhares dos homens começaram e sem máscaras, via o desejo nas suas caras, estampado naos mãos que procuravam tocar alguma coisa completamente inquietas, nos seus corpos hirtos e tesos e na forma como me cumprimentavam, olhos ligeiramente entreabertos e uma respiração ofegante.

Era capaz de ver em cada um deles a vontade que sentiam de me penetrar, de me comer o cu, de me lamber e de sentir a minha boca vermelha a chupar-lhes a pila. Estavam por todo o lado, e rodeavam-me na rua e eu caminhava ao centro como uma gazela distraída no meio de leões esfomeados. Sentia um perigo iminente, e uma excitação enorme por caminhar por cima dele.

A certa altura batemos á porta de uma casa que ficava num dos cantos do bairro, com árvores altas a circundar as paredes laterais. Os miúdos exibiram os seus disfarces e os vizinhos vieram contribuir com os doces, e a mulher por cortesia cumprimentou-me e começou uma conversa de circunstância sobre as escolas.

Eu entretive-me ali por alguns minutos e os miúdos disseram-me que iam ter com os seus amigos, do outro lado do bairro, para começarem o desfile.

Quando me despedi e o portão da frente se fechou, estava sozinha, apesar da rua estar cheia e vibrante. Para chegar mais depressa ao outro lado, entrei no denso arvoredo, pisei a terra fresca. Ali dentro estava escuro e sombrio, como um pequeno bosque resguardado do resto do bairro. Comecei a andar depressa, impaciente, mas ouvi o restolho mexer-se atrás de mim e uns risos que me deixaram gelada.

Antes que tivesse conseguido pensar, senti que um corpo forte e com um odor desagradável a podre me atirava ao chão.

O impacto feriu-me os joelhos e a cara e quando tentei gritar senti alguém tapar-me a boca. O pânico tomou conta de mim quando vi quatro homens que não conhecia a agarrarem-me a apalparem-me enquanto me diziam que me iam todos comer, e que eu hoje não ia para casa sem a esporra deles a sair-me do cu. Passou-se tudo no que me pareceram dois minutos. Consegui pontapear um deles que me soltou enquanto mordi outro.

A correr desenfreadamente tropecei numa pedra enorme que estava no chão e gritei desta vez de dor, com o tornozelo deslocado. No chão, um deles esmurrou-me a cara e quase sem ver senti os collants a serem rasgados enquanto os meus braços eram presos um de cada lado. Os folhos do vestido puxado para cima não me permitiam ver mais nada e com a cara ensanguentada a noite fechou-se sobre mim.

Ouvi-os dizer que era a mula perfeita para se esvaziarem, a puta que gostava de mostrar o cu na rua. O desespero tomou conta de mim quando percebi que não tinha salvação, e ao fundo ouvia os gritos e a alegria dos miúdos do bairro, indiferentes à minha violação.

Mas de repente, ouvi um grito. Forte, rouco, imponente. O homem que se debruçava sobre mim já com a pila de fora foi completamente abalroado por um outro que parecia tomado por poderes sobrenaturais. Com o homem de rastos no chão, ele aproveitou a surpresa dos outros e desferiu-lhe um soco certeiro na cara que o fez quase perder os sentidos e pô-lo fora de combate. Mas os outros três recuperaram do choque e rapidamente se atiraram a ele numa batalha difícil de seguir.

Um deles no entanto, largou-o e tentou de novo penetrar-me, aproveitando que não me conseguia mexer e a minha fraqueza era evidente. Entretanto um segundo homem que eu reconheci entrou na luta e despachou-o. Era um dos homens que costumavam limpar as ruas do bairro.

Alto, com os ombros forte, a barba curta e mal aparada e os olhos azuis que sobressaiam numa pele morena e desgastada do sol que apanhava em demasia. Em menos de nada, os quatro dominadores homens que me tentavam comer a cona, fugiram em direção à estrada com passos incertos e medrosos.

O homem dos olhos azuis excitado da adrenalina que acabara de viver debruçou-se sobre mim para ver se estava bem, e passou-me a mão pelo rosto afastando o cabelo para ver o inchaço roxo que sobressaia na minha cara.

O segundo homem, que só então reconheci como sendo o pai de um dos colegas dos meus filhos na escola, estava raivoso e dividia-se entre olhar para o trilho que deixaram os que fugiram e abeirar-se de mim para me ajudar. Mas o outro disse-lhe para os deixar ir, para poderem prestar-me o auxílio que necessitava. Era mais alto que o primeiro, mas menos corpulento, com umas mãos enormes e uma tatuagem que lhe cobria um dos braços inteiros.

Tentei mexer-me mas era impossível e por isso o dos olhos azuis pegou em mim ao colo como se eu fosse uma pluma, e de forma fácil dobrou o joelho e levantou-me no ar.

As lágrimas inundaram-me os olhos, quando pensei em aparecer assim à frente de toda a gente no bairro, desflorada e humilhada. Ele percebeu isso e na sua voz grossa descansou-me e continuou o caminho por entre as árvores até outro lado do bairro.

O homem da tatuagem seguia à frente dele, e ás vezes olhava-me ainda raivoso com as suas mãos enormes a fecharem-se como se deseja-se muito ter esmurrado os meus atacantes até à morte. Levaram- me para uma das casas, entramos os três pela porta do fundo.

Devia ser a casa de um deles, mas eu não percebi de qual. Era evidente que estavam os dois em sintonia e sem precisarem de grandes conversas inventaram ali um pequeno plano para me ajudar, tal como fizeram antes ao salvar-me de uma violação eminente. Entramos na sala, que estava toda iluminada.

A lareira crepitava, a mesa de jantar ainda tinha os pratos com restos de comida e os papeis de rebuçados estavam espalhados pelo chão.

As cortinas grossas ao pé da janela permitiam ver apenas as sombras da animação que se vivia na rua.

O homem pousou-me delicadamente em cima de uma chaise long, maior do que eu alguma vez tinha visto, que estava perto da janela. Os dois debruçaram-se sobre mim, perguntaram-me onde sentia mais dores e obrigaram-me a prometer que não me mexeria dali. Enquanto um, o dos olhos azuis, me passava a mão novamente pelo rosto, o da tatuagem tocava-me delicadamente no tornozelo.

A adrenalina tinha baixado, mas ambos estavam embrutecidos, pouco falaram mesmo quando lhe agradeci.

Sentia a tensão deles, ansiosa e gulosa por aquele estado desenfreado de descontrolo. Quis ir embora e tentei mexer-me, mas eles impediram-me imediatamente.

Agarraram-me ambos e ordenaram-me que não me mexesse. Só iria embora quando estivesse recuperada. Senti-me presa, e novamente uma gazela, mas desta vez um frio de excitação começou a correr-me pelas costas. O da tatuagem subiu as escadas em busca de material médico, enquanto o dos olhos azuis olhava para mim, num misto de desejo e raiva. Talvez ambos fossem o mesmo. O olhar dele fez-me desejá-lo dentro de mim, fez-me desejar que ele me penetrasse e que eu não conseguisse fugir.

Disse-lhe que estava no sítio certo quando me atacaram. Perguntei-lhe como era possível. Com os braços presos dos dois lados da chaise, disse-me sem vergonha que me queria proteger e tinha andado atrás de mim durante aquele périplo pelo bairro. A cara dura voltou a aparecer e disse-me que devia ter ido atrás deles. Voltou a tocar-me no inchaço e eu retrai-me com a dor. Ele beijou-me o hematoma roxo. O meu braço puxou-o mais para mim e beijei-o nos lábios.

Correu-me imediatamente uma adrenalina no sangue difícil de explicar. Ele respondeu antes de eu pensar no que quer que seja. As mãos morenas e calejadas percorreram os meus ombros e o meu pescoço e desceram até ao vestido. Subiu para cima de mim e de uma vez só vez puxou as calças para baixo.

Tirou o que restava dos collants rasgados para o lado e arrancou-me as cuecas. Entrou quase de imediato em mim, e senti a sua pila enorme a encher a minha cona completamente molhada. Arqueei as costas e esqueci as dores enquanto ele ia e vinha a um ritmo alucinante. Depois de um breve momento em que quase atingi o orgasmo, ele chegou o corpo ao meu e começou a penetrar-me com um ritmo mais lento e mais sensual.

Começou a tocar-me nas mamas, e na minha cintura, apreciando cada centímetro da minha pele. Os lábios ressaltavam da sua cara, e quando os pousava nos meus ombros e se contorcia dentro de mim, eu soltava os gemidos mais agudos que alguma vez dei. Do cimo das escadas, o homem da tatuagem olhava-nos hipnotizado.

Estava ali desde o início. Mas foi descendo as escadas cheio de tesão. Quando chegou ao pé de nós, já eu estava virada de costas.

O homem dos olhos azuis tinha-me levantado no ar novamente e agora penetrava-me enquanto encostava o peito sem a t-shirt que entretanto tirara, ás minhas costas. Eu dobrava as pernas ligeiramente e levantava o cu enquanto ele ia e via de forma deliciosa.

O da tatuagem aproximou-se e mostrou-me a sua pila, á altura da minha cara. Sem pensar duas vezes meti-a na boca e ficamos assim os três, sem contar o tempo.

Chupei-lhe a pila metendo-a no fundo da minha garganta enquanto lhe acariciava os colhões ao mesmo ritmo que era fodida. Mas quando ele ficou tão cheio de tesão que quase se vinha, parou e foi para o lado do outro. Sem trocarem uma palavra, ou se mostrarem incomodados, trocaram de posição, mas o homem da tatuagem pegou-me pela cintura, puxou-me para perto dele e começou a mexer-me com os dedos no cu enquanto eu chupava o outro.

Eu, louca de tanta tesão, não demorei a estar completamente pronta e ele enfiou a sua pila longa pelo meu cú, e eu quase de imediato tive o primeiro orgasmo. Sem conseguir chupar o meu salvador dos olhos azuis decentemente, ele veio ter com o outro e voltou a comer-me a cona, enquanto o da tatuagem me comia o cu.

Começaram os dois a dar estocadas enquanto eu gritava e lá fora a vida decorria sem problemas.

O calor da lareira aquecia-nos e estávamos vermelhos incandescentes. O meu corpo era lava e eu sentia um prazer elétrico.

Quando começaram a foder-me com mais força vim-me novamente e o da tatuagem, não conseguindo aguentar mais esporrou-se todo dentro do meu cu. Passado pouco tempo e sem se dar conta o dos olhos azuis soltou um grito abafado, e veio-se também completamente dentro de mim. Sentia a pila dele bem funda a depositar o sémen e depois a sair depressa. De uma só vez ambos puxaram as calças e voltaram a tratar das minhas feridas.

Eu compus o vestido, e as cuecas e deixei que me enrolassem o tornozelo em gaze. Não voltamos a trocar nenhum olhar como se tudo aquilo tivesse sido um filme, e não nós próprios.

Trouxeram-me outra roupa, ampararam-me para que pudesse andar ao seu lado e levaram-me a casa, com uma história falsa inventada por eles.

Texto escrito por Alice Andersen

Professor – Dark Secret Angel

Tempo de leitura: 7 minutos

O ano era 2001.

Tinha 20 anos feitos e andava numa fase rebelde da minha recente idade adulta.

Vou confessar-vos que eu não era muito dada aos estudos e estava a tentar terminar o ensino secundário.

Andava naquele liceu desde o meu 10 ano e a Matemática era (e sempre foi) o meu calcanhar de Aquiles. Até na faculdade foi uma das últimas cadeiras que terminei.

Nesse ano decidi ir para o ensino noturno e ao invés de ter Matemática decidi fazer umas cadeiras de substituição.

Não tinha grande vontade para estudar e a minha mãe tinha-me feito um ultimato… Ou eu atinava e terminava o ensino secundário ou então deixava a escola e começava a trabalhar. Matriculei-me no ensino noturno o que fazia com que durante o dia, acabasse por ter algum tempo livre. Usava-o maioritariamente para estudar.

Nesse ano, ainda andávamos nos primórdios das redes sociais e foi através de uma rede designada por mIRC que conheci o PF. Não vou mencionar o seu nome todo porque seria um pouco comprometedor.

Conheci o PF num desses chats e começamos a falar com alguma frequência.

Acho que foi nessa época, ou pouco tempo antes disso, que tinha acabado de ter uma grande desilusão amorosa.

Era apaixonada há largos anos por um amigo meu, mas ele nem dava pela minha existência. Já tínhamos estado envolvidos mas acho que tal só aconteceu para alimentar os seus desejos e fantasias.

Aliás, a minha primeira tentativa de um trio MFM tinha sido com ele e com um amigo nosso. Acabou por não se concretizar.

Éramos todos muito novinhos e muito inocentes, creio eu. Inexperientes e com muitas vontades e pouca coragem em avançar nessas vidas doidas do mundo liberal. Na verdade, há vinte e poucos anos atrás, o mundo liberal era muito diferente do que é hoje em dia.

Como estava a referir anteriormente, estava um pouco desgostosa por não ser correspondida pela minha paixoneta e então decidi alargar os meus horizontes e conhecer novas pessoas.

Foi nesse âmbito então que comecei a falar com o PF.

Depois de falarmos durante algum tempo, combinamos sair para ir tomar um café.

Expliquei-lhe que precisava que fosse durante o dia porque estava a estudar no ensino noturno.

Até esse momento e durante algum tempo eu não referi onde estava a estudar mas ele também não me disse concretamente o que fazia.

Rebelde e com um desejo sobrenatural de só fazer asneiras, combinamos de nos encontrar. Confesso que a sua aparência foi muito motivadora. O PF claramente cuidava do seu corpo. Alto, atraente, corpo bem cuidado e bem tonificado despertou por completo toda a minha atenção, além do facto de ser mais velho que eu. Quando nos conhecemos eu tinha 20 anos e ele tinha mais 12 anos que eu.

Na época, vestia um número bem mais pequeno do que aquele que visto hoje em dia e considero que já nessa época, era uma jovem mulher muito sedutora e atraente.

Combinamos de nos encontrar num parque. Estacionei o meu carro e entrei no seu carro.

O PF tinha um carro que chamava muito à atenção naquela época e disse-lhe que se calhar era melhor irmos no meu carro, mas ele tanto insistiu que lá fomos nós no seu carro. Acho

que ele queria mais exibir-se do que outra coisa qualquer. Deixei que ele tivesse essa satisfação.

A sexualidade na minha vida, foi algo que sempre esteve muito vincada.

Pelo que me recordo, a primeira vez que me masturbei, ainda devia ter uns 10 ou 11 anos. Descobri a masturbação através de uma amiga de infância e desde essa altura que me toco e masturbo com alguma frequência.

Naquela tarde, assim que entrei no seu carro, o seu sorriso cativou-me e não só.

O seu corpo atlético e o facto de ser realmente um homem mais velho que eu, deixou-me principalmente entusiasmada com aquele encontro.

Senti-me instantaneamente atraída por ele. Tinha os meus objetivos bem definidos… queria um homem mais velho para me divertir e esquecer outra pessoa. Agora que recordo a fisionomia do PF e me lembro de como era o R (a paixão que tentava esquecer) é que me dou conta que eles eram muito parecidos. Sorriso bonito e olhos castanhos rasgados. Perco-me por homens morenos e esse era o caso do PF.

Depois de entrar no seu carro, o PF conduziu o seu carro e fomos até uma Pousada que tinha um café aberto ao público e não apenas aos seus hóspedes.

A Pousada ficava numa subida de uma estrada regional um pouco mais afastado das nossas áreas de residência. Eu não tinha particular interesse de correr o risco de encontrar alguém conhecido que começasse a fazer perguntas e para ele também não era conveniente.

Na época, o PF tinha uma pessoa. Não me interessava se ele era comprometido ou não. O meu objetivo era divertir-me e quem devia ter algum problema com o nosso envolvimento era ele e não eu, pois ele é que estava numa relação.

Era muito nova e não media muito bem o que estava a fazer… hoje em dia não sou assim. Existem limites e um que não violo é o de me envolver com alguém que esteja num relacionamento.

Mas enfim, estava nervosa. Lembro-me bem desse momento porque assim que me sentei no banco do passageiro, o PF colocou a mão na minha perna e começou a acariciar-me. Roubou-me um beijo logo ali e eu adorei a sua atitude.

Qualquer mulher que se sinta desejada por um homem da forma como eu sabia que ele me desejava a mim, não consegue resistir. Senti logo os efeitos daquele beijo… respiração ofegante e cuequinha melada. Estava bem excitada com o seu avanço e só queria que fossemos para algum sítio onde pudéssemos ter alguma privacidade.

Chegando à pousada onde fomos tomar algo, poucos minutos depois decidimos ir dar uma volta a pé a um miradouro que tinha lá próximo.

A meio da subida para o miradouro o PF agarrou–me novamente e começou a beijar-me e a tocar-me com uma maior intensidade e fogosidade.

Deixei-me tomar pela sua investida pois não havia como resistir. As minhas mãos passeavam pelo seu corpo vestido e eu só imaginava como seria ter aquele corpo nu sobre mim. Senti uma grande vontade e uma fome de o ter e isso foi cada vez mais visível à medida que me sentia húmida e com a respiração completamente ofegante.

Encostada a uma parede, ele beijava-me e percorria o meu corpo com as suas mãos. A dado momento a minha blusa estava subida com ele a beijar e a chupar as minhas mamas. De seguida ele despertou as minhas calças de ganga e deslizou a sua mão direita pelo meu ventre até à minha coninha. Começou por roçar os dedos no meu clitóris mesmo sobre a minha cuequinha.

Suspirei como quem queria mais… como quem pedia por mais.

Sem parar de me beijar as mamas e de as chupar com uma fome que eu naquela tenra idade ainda desconhecia, ele fez deslizar dois dos seus dedos para dentro da minha coninha depois de afastar suavemente a minha cuequinha.

Lembro-me da sensação uma vez mais agora que a recordo enquanto escrevo.

As suas mãos eram grandes e sentir os seus dedos invadir-me deixou-me ainda mais húmida do que eu estava.

Nunca tinha tido um homem tão experiente até aquele momento e senti-me completamente vulnerável e tomada pela sua fome de me ter.

Ouvimos um barulho e paramos logo.

Eram uns turistas que estavam a subir o caminho de pedra até ao topo do miradouro. Depois do casal de turistas passar por nós pedi-lhe que fossemos embora. Estava claro que aquele não era o sítio adequado para estarmos juntos.

Entramos no seu Z3 e lá voltamos nós ao sítio onde estava o meu carro.

Quando chegamos junto do meu carro, ao despedirmo-nos um do outro, o PF volta a beijar-me com a mesma intensidade que o tinha feito antes mas desta vez notava-se ainda mais a sua vontade de me tocar, beijar e até de me devorar.

Nesse momento o PF pediu-me que não fosse embora. Queria levar-me a um sítio onde pudéssemos estar os dois em privado. Expliquei-lhe que tinha mesmo de me ir embora mas que podíamos combinar para outro dia e que podíamos então ir para um sítio mais privado. Durante os dias seguintes falamos constantemente e a vontade de estarmos juntos era cada vez maior.

Foi durante esses dias que depois acabei por descobrir o que PF fazia. Era professor. Professor de Educação Física no Liceu onde eu estudava.

Nunca aconteceu de nos cruzarmos porque ele dava aulas em regime diurno e eu na altura já estava a estudar no regime noturno.

Parece quase um cliché esta história, mas não… a nossa aventura foi realmente intensa e foi algo que me deu imenso prazer vivenciar.

Andávamos ansiosos por nos reencontrar. Ambos tínhamos imensa vontade de ir além do que tinha acontecido no dia da ida até ao miradouro.

Ao fim de alguns dias combinamos novo encontro.

Desta vez ele deu-me uma morada para ir ter com ele. Estava um pouco nervosa. Não vou mentir.

Era uma miúda inexperiente. Até àquela idade tinha já tido uns namoros mas nada de muito transcendente. Aliás, naquela altura, a minha vida sexual não era assim tão ativa.

Segui as orientações que ele me deu e fui ao seu encontro.

Toquei a campainha, ele abriu-me a porta todo sorridente e assim que entrei, o PF tomou-me nos seus braços e começou a beijar-me.

Subimos até a um segundo andar e à medida que subia as escadas ele levava-me pela mão e mostrava-me o espaço.

A casa estava em obras e quando o questionei que sítio era aquele, ele referiu que seria a sua futura casa. Era uma casa antiga no centro da cidade, que ele estava a restaurar depois da mesma lhe ter sido doada pelos seus avós. Chegamos a uma divisória da casa que ele disse que ia ser o seu quarto e ali mesmo no meio do quarto estava uma mesa de apoio aos trabalhos de restauro.

Espreitei pela janela da casa que dava para um jardim centrar ali na cidade e poucos segundos depois sinto as suas mãos na minha cintura e os seus lábios no meu pescoço.

Beijos no pescoço sempre foi um dia meus pontos fracos e assim que ele me beija, entrego-me a ele por completo.

Viro-me e começamos a beijar-nos. Beijos intensos e sedentos um dia outro.

O PF encaminha-me até à mesa que estava no centro do quarto e deita-me sobre a mesma depois de trocarmos longos beijos.

Estava um dia muito quente e eu tinha vestido algo bem confortável e prático. Estava com um vestido e uns tênis.

Ele sobe o meu vestido e começa a beijar-me o meu corpo. Contorço-me de excitação. Estou nervosa.

Nunca tinha tido um homem como ele e estava ansiosa por senti-lo e corresponder às suas expectativas.

O PF despe a sua t-shirt e assim que o vejo de tronco nu, suspiro.

Além de Professor de Educação Física, treina polo aquático e o seu quarto é idêntico às estátuas dos deuses gregos.

Qua homem meu Deus. Passo as mãos pelos seus abdominais. Ele insiste que me deite na mesa e tira as minhas cuequinhas suavemente.

Mergulha a sua boca na minha coninha e eu solto um gemido de satisfação.

Nunca, até aquele momento, tinha tido um homem a lamber-me e a chupar-me daquele jeito e não foi difícil que atingisse um orgasmo em pouquíssimos minutos.

Completamente rendida, o PF reclama todo o meu corpo e desliza para dentro de mim. Começa a foder-me sem parar e ambos somos excitação, tesão, luxúria e desejo misturados.

O meu corpo estremece e sinto-me perto de ter outro orgasmo.

Sinto-o bem excitado como eu e em poucos minutos estamos os dois a vir-nos em simultâneo. As pernas tremem e o PF cai sobre mim ainda com o seu pau dentro de mim e a nossa excitação escorre-nos corpo fora.

O PF levanta o seu corpo e ajuda-me a levantar da mesa. Estamos os dois sujos das poeiras dos trabalhos de restauro que estão a decorrer naquela divisória da casa e sem ter como me limpar pego nas minhas cuequinhas limpo-me com elas. Com ar bem safado e malandro, ele pergunta-me se pode ficar com as minhas cuequinhas e sorrio com a sua pergunta.

Resolvo dar-lhe as cuequinhas para este guardar como recordação e já composto ele leva-me à porta e despedimo-nos sem a certeza se voltaríamos a estar juntos.

Colisão por Júlia Pires de Castro

Tempo de leitura: 16 minutos

Parte 1

Era mais um dia normal, prestes a sair do trabalho. Tirei a parte de cima do scrub e o soutien desportivo, troquei-os por um top preto de algodão e saí ansiosa por chegar a casa e tomar um duche.

Assim que passei a porta, o ar frio típico de uma noite de janeiro abraçou-me a pele, fazendo- me arrepiar. O casaco tinha ficado no meu cacifo, mas como ia directa para o carro, não voltei atrás.

Liguei o aquecimento e esfreguei as mãos uma na outra, levando-as à boca para as aquecer com a minha respiração.

“Esta viagem já me cansa…”, desabafei alto.

Já há 8 anos que trabalhava numa clínica a sessenta quilómetros de casa e já começava a criar uma relação de amor-ódio com aquele percurso.

Arranquei, com o objectivo de chegar a casa o quanto antes.

Cerca de dez minutos depois de iniciar o trajecto, ouvi um barulho forte e quase de seguida o carro começou a deitar fumo por baixo do capot. Encostei à berma de imediato e desliguei-o.

Encostei a testa ao volante e soltei um grito.

Segundos depois ouvi um bater no vidro, o que me fez dar um salto no banco.

Era um homem alto, encorpado, numa mota vermelha, todo vestido de preto, a usar um capacete da mesma cor, com a viseira levantada, a olhar para mim e a fazer sinais com a mão para baixar o vidro.

“Era só o que mais me faltava…”, pensei ao revirar os olhos.

Ele apercebeu-se da minha reacção e sorriu, mas sem se demover.

“Estás bem?”, perguntou assim que abri uma pequena fresta da janela do carro.

“Já tive momentos melhores! Mas está tudo controlado, vou ligar para o reboque e fica resolvido!”, respondi prontamente.

Ele acenou com a cabeça, começou a recuar com pequenos passos, parou atrás do meu carro, desceu da mota e começou a tirar as luvas, com a maior calma do mundo.

Eu seguia atentamente todos os seus movimentos pelo retrovisor, na tentativa de perceber a intenção dele.

Instintivamente, agarrei no telemóvel, comecei discretamente a filmar, saí do carro e, quando ele desviou o olhar para mim, fiz-lhe sinal com a mão livre para não se aproximar.

“Já lhe disse que não preciso de ajuda!”, disse num tom ríspido, mas isso não o demoveu.

Retirou o capacete e soltou uma risada.

Começou a caminhar na minha direcção de uma forma calculada e calma.

Eu recuei e encostei-me ao carro. O metal frio fez-me arrepiar e, ao lembrar-me que não tinha soutien, cruzei os braços em frente ao meu peito, para ele não reparar nos meus mamilos endurecidos pela temperatura.

Parou à minha frente, sem desviar os olhos dos meus, a sorrir.

“Sim…, parece que tens a situação perfeitamente descontrolada!”, disse com ar de gozo, olhando para o interior do meu carro, através da porta que tinha deixado aberta.

“E tenho!!”, respondi automaticamente.

“Claro que sim! Já ligaste para o reboque?”, perguntou.

“Ainda não! Vou tratar disso assim que for embora!”, reforcei, deixando bem claro que não me

sentia confortável com ele ali.

“Eu não te vou deixar aqui sozinha.”, disse-me num tom de voz imperativo, e toda a minha pele voltou a arrepiar, mas desta vez não era pela temperatura.

Acenei com a cabeça, dei a volta ao carro e dirigi-me ao porta luvas para ir buscar os papeis da seguradora.

Sentei-me no banco do pendura, com a porta aberta e liguei. Enquanto isso ele dirigiu a mão abaixo do volante e puxou a manivela do capot, abrindo-o.

A chamada já tinha terminado, mas eu estava tão focada no que ele estava a fazer, que ainda nem tinha tirado o telemóvel da orelha.

Após olhar uns minutos para o local de onde ainda saía um pouco de vapor, voltou a fechar o capot e dirigiu-se a mim, ainda na mesma posição.

“O reboque demora quanto tempo?”, perguntou.

“Falaram em quinze minutos. Pode ir, eu espero dentro do carro.”, disse-lhe. “Não sejas teimosa!”. A frase saiu-lhe como se me conhecesse há anos.

Felizmente o reboque chegou mais cedo do que o previsto. Saltei do banco e dirigi-me à frente do carro.

“Boa noite!”

O homem que estava a calçar umas luvas, levantou o olhar e sorriu maliciosamente.

“Ora boa noite! Meteste-te em problemas, princesa?”, perguntou, lambendo o lábio superior e percorrendo cada centímetro do meu corpo com os olhos.

Todo o meu corpo se contorceu de náusea e por um lado, fiquei agradecida por outro ter ficado, apesar de lhe ter rogado uma praga por se ter afastado, para uma chamada, naquele preciso momento.

Virei-lhe as costas, sem responder, dirigi-me ao meu carro e tirei a mochila, para o deixar trabalhar. Queria terminar este processo o mais rapidamente possível.

Apercebi-me que outra mota chegou e parou ao lado da vermelha.

Cumprimentaram-se e o recém-chegado entregou-lhe algo, que não consegui perceber o que era, devido à escuridão intensificada pelos faróis, ele colocou no assento e fez um sinal de agradecimento e o outro arrancou.

Aproximou-se, com um ar sereno. Parou a meu lado, sorriu e começou a despir o casaco, colocando-o aos meus ombros.

Eu estava tão absorvida pelo que se estava a passar que ainda não me tinha apercebido que estava a tremer de frio.

“Alexandre”, disse-me.

“Júlia… obrigada por teres ficado…”, admiti, baixando o olhar em tom de derrota.

“Não me agradeças ainda!”, respondeu a sorrir.

O carro já estava, finalmente, em cima do reboque e aquele homem repudiante, aproximou-se com uma folha e uma caneta para eu assinar.

“Queres boleia, princesa?”, perguntou com um ar nojento estampado na cara. “Ela já tem boleia!”, disse o Alexandre, puxando-me pela cintura para perto dele. O homem fez um ar sério, resmungou algo que não percebi e foi embora.

“Bem, vou chamar um táxi! Obrigada por tudo!”, disse ao Alexandre enquanto nos dirigíamos à

sua mota.

“Eu levo-te a casa, não é negociável! Veste o casaco e aperta-o.”, disse-me, sem olhar para mim.

“Eu agradeço, mas moro quase a cinquenta quilómetros daqui!”, respondi. “Não é negociável!”, repetiu.

Eu obedeci, e quando subi o fecho do casaco, ele dirigiu-se a mim com o telemóvel na mão.

“Coloca aqui a tua morada, por favor!”, disse-me.

Eu assenti e depois de lhe entregar o telemóvel, pegou no capacete que estava no assento da mota e colocou-mo, com delicadeza, apertando a fivela. Ao roçar os dedo no meu pescoço, causou- me outro arrepio e agradeci o facto de estar de capacete, senão ele teria visto o meu lábio preso nos meus dentes.

Ele subiu para a mota e esticou-me a mão para me convidar a fazer o mesmo.

“Vais ter frio, sem o teu casaco…”, gritei-lhe através do capacete.

“As tuas mãos vão ser suficientes para me aquecer, não te preocupes!”, afirmou, sorrindo.

Subi e, instintivamente, agarrei-me ao tronco dele. Conseguia sentir os abdominais duros por baixo da t-shirt e não consegui evitar que as minhas mãos os massajassem.

A barriga dele contraiu e eu senti que tinha abusado, por isso coloquei as minhas mãos em cima do depósito, mas nesse instante ele agarrou-as e voltou a colocá-las onde estavam inicialmente.

“Agarra-te bem!”, disse divertido e arrancou.

Durante a viagem, inevitavelmente as minhas mãos viajavam por aquele abdómen que parecia feito de aço. Com uma mão enluvada, puxou a t-shirt para cima e usou-a para tapar as minhas, permitindo um contacto directo com a pele dele.

“Foda-se, está tão quente!”, disse em voz alta. Com o capacete ele não me podia ouvir.

“Não, pequena…, as tuas mãos é que estão geladas! Mas isto deve ser o suficiente para as aquecer…”, ouvi.

O cabrão tinha ligado o intercomunicador e ouviu-me.

“Desculpa!”, soltei em simultâneo com um riso nervoso.

A curiosidade continuou a levar a melhor durante resto do percurso e não consegui evitar levar as mãos ao peito dele.

“Se continuas assim, terei de parar!”, disse-me.

As minhas mãos recolheram automaticamente e tentei mantê-las no sítio até chegarmos a casa. Quando parámos, saltei da mota e logo de seguida saiu ele.

Levei as mãos à fivela para tentar tirar o capacete, enquanto ele tirava o dele, mas sem sucesso. Virou-se para mim, colocou os dedos entre a minha garganta e a esponja do capacete e puxou-me para junto daquele corpo intimidante. Soltei um suspiro e ele sorriu.

Ele era pouco mais alto que eu, o que permitiu que os nossos olhos ficassem na mesma linha de visão.

“Cabrão…”, saiu-me, entredentes.

“Nem imaginas quanto!”, respondeu.

Comecei a despir o casaco, para o devolver e ele parou a olhar para mim e mordeu o lábio. Ao entregar-lho, deu-me o capacete para a outra mão.

“Não me apetece fazer a viagem com isto no braço. Amanhã ligas-me e combinamos um sítio

para o devolveres.”, disse.

“Mas eu não tenho o teu número!”, respondi.

“Acho que esse é um problema fácil de resolver!”, retorquiu com um sorriso malicioso e esticou

a mão, para eu lhe dar o meu telemóvel.

Adicionou o contacto dele e devolveu-mo.

“Obrigada!”, proferi timidamente, agradecendo à escuridão por esconder o rubor nas minhas

faces.

“Já te disse, não me agradeças ainda!”, respondeu, a subir para a mota. E ali fiquei a vê-lo afastar-se.

Entrei em casa e sentei-me no sofá a tentar perceber o que se tinha passado.

Olhei o telemóvel e vi que ele tinha gravado o seu contacto como “Alex” seguido de um diabinho.

“Valha-me nossa senhora…”, saiu-me enquanto apoiava a cabeça nas mãos.

Sacudi a cabeça, lutei contra a inércia, levantei-me, comecei a despir-me para ir tomar duche e tentar descansar.

Parte 2

Acordei de manhã e senti uma onda de calor a percorrer todo o meu corpo.

Lembrei-me do Alexandre. Do sorriso, do tronco que apenas as minhas mãos sentiram e os meus olhos não tiveram o prazer de ver, dos seus dedos curtos e grossos…

Comprimi as minhas coxas e um formigueiro começou a crescer no meu ventre.

Soltei um suspiro profundo e as minhas mãos voaram para o meu peito. Passei ao de leve com os dedos nos mamilos rígidos e sensíveis e não resisti ao apertar um entre o indicador e o polegar. A dor começou a raiar por toda a mama, até se tornar num raio de prazer que me atingiu o estômago. Com a outra mão desci devagar pela barriga que sucumbia aos espasmos daquela dor deliciosa até chegar ao meu centro. Quente, molhado, a palpitar…

Fechei os olhos e permiti-me apenas sentir.

Imagens dele invadiam-me a mente e obrigavam os meus dedos a moverem-se com mais intensidade.

Com a palma da mão a pressionar o meu clitóris, entrei com um dedo dentro de mim, depois

outro…

Os movimentos ritmados estavam a levar-me à loucura, mas ainda assim não eram suficientes! Era a ele que eu queria dentro de mim e não os meus dedos.

A imagem dele a aproximar-se de mim, seguro e dominante, foi tudo o que precisei para sentir o orgasmo a chegar.

Aumentei o ritmo da minha mão, que já escorria para os lençóis, o meu corpo começou a retesar-se e não consegui conter o gemido!

O meu corpo contraía-se de uma forma tão brusca que sentia os meus dedos, que ainda não tiram parado, a serem apertados, ajudando a prolongar o prazer.

Fiquei ainda uns minutos na cama, a tentar acalmar o coração que conseguia ouvir bater dentro da minha cabeça.

Levantei-me, com as pernas fracas, e dirigi-me ao duche.

Vesti um kimono leve, tirei um café e bebi-o na minha varanda, a sentir o sol de inverno na pele a contrastar com a brisa fresca e a ouvir as ondas a rebentar no mar.

Peguei no telemóvel e escrevi “Bom dia, miúdo! Chegaste bem a casa? Como combinamos para te devolver o que te pertence? Hoje estou de folga, não consigo ir para os teus lados, mas podemos combinar amanhã!” e enviei para o Alexandre.

Passados uns escassos minutos, ele respondeu.

“Bom dia, pequena! Cheguei sim! Estás de folga? Perfeito! Eu vou aí! Chego dentro de 1h. Quero

levar “o que me pertence” a beber um café!”, li.

O que ele queria dizer com aquilo?

Apressei-me a vestir umas calças de ganga e uma camisola, agarrei no capacete e desci quando recebi outra mensagem dele a anunciar que estava à porta do prédio.

E ali estava, encostado à mota e de braços cruzados, o que lhe evidenciava ainda mais os bíceps, a olhar para mim com um sorriso que me fez tremer.

Cheguei perto da mota e estiquei-lhe o capacete. Agarrou-o e colocou-o na minha cabeça, com delicadeza.

“Mas…? O que estás a fazer?”, perguntei-lhe. Ele sem me responder, subiu para a mota. “Sobe!”, disse-me através do cardo.

Já tinha percebido que não valia a pena contrariá-lo, por isso obedeci.

“Vamos a umas dicas: as tuas mãos não saem do meu tronco e se eu te bater na perna agarras-

te a mim com força! Percebeste?”, anunciou como se me estivesse a dar um sermão.

“Como ser uma boa mochila, aula numero 1…” disse eu ironicamente.

Ouvi um rosnado no meu ouvido que me arrepiou.

“Eu senti os teus olhos a revirar… Deves querer que eu de responda em concordância!”,

ameaçou-me com um tom de voz rouco e arrancou. Aquela atitude dele deixava-me desarmada.

“E se eu quiser?”, respondi em tom de desafio.

“Não é uma questão de quereres, mas sim de mereceres!”

Engoli em seco.

Levou-nos a uma esplanada na praia a uns quilómetros dali.

Sentámo-nos e fez sinal ao empregado de mesa que estava a atender outra mesa.

“Já tomaste o pequeno-almoço?”, perguntou sem cerimónias. “Bebi um café… conta?”, sorri-lhe em tom de desafio.

Ele inspirou como se estivesse a invocar o deus da paciência e nem me respondeu. O empregado chegou perto de nós e deixou-nos os menus, afastando-se de seguida.

“Escolhe algo! Tens de te alimentar!”, disse-me, esticando a folha plastificada que o empregado deixara.

“Mas eu não quero nada!”, respondi, confusa.

“Preferes que seja eu a escolher por ti?”, questionou, colocando os cotovelos na mesa e

apoiando o queixo nas mãos, de olhos ancorados nos meus.

Fiquei sem reacção. Por um lado estava irritada por ele achar sequer que teria o poder de mandar em mim, mas por outro lado eu estava a gostar daquele jogo.

“Que seja”, continuou e pegou no outro menu.

E eu, ali fiquei, estátua.

“Doce ou salgado?”, perguntou sem desviar o olhar do menu.

“Salg… Salgado.”, respondi timidamente sem conseguir disfarçar o tremor na voz.

Ele levantou o braço, permitindo-me avaliar cada traço desde o ombro até aos dedos.

Senti-me a aquecer o que se reflectiu nas minhas faces que deviam estar mais rosadas que o habitual.

“São dois ovos benedict e dois sumos naturais de laranja, por favor!”, pediu ao empregado que

se tinha aproximado sem eu dar conta.

Voltou a encarar-me, inclinou um pouco a cabeça e sorriu.

“Então menina Júlia, fala-me de ti!”, disse.

“Eu? Não tenho nada para contar! Sou uma pessoa normal!”, respondi, ficando ainda mais

corada e desviando o olhar para o mar.

“Que fofa…”, saiu-lhe baixo.

“Fofa é a tua prima!”, disse-lhe mentalmente.

“Na minha perspectiva, pareces uma pessoa bastante interessante!”, continuou.

“Eu lido mal com elogios, por isso podes parar! Aliás, como é a devolução de um capacete se tornou num pequeno-almoço à beira mar?”, tentei eu mudar o rumo à conversa que me estava a deixar desconfortável.

“Eu estava interessado em saber mais de ti, apenas isso!”, respondeu.

“Ai sim? E como te está a correr isso?”, questionei, soltado o meu sorriso mais sacana.

“Muito bem, por acaso! Gostas do risco, mas vives uma vida completamente controlada, queres demonstrar que és totalmente independente, mas gostarias de ter alguém que cuidasse de ti e te mimasse, e insistes em tentar disfarçar que todo o teu corpo deseja o toque do meu, que anseia que as minhas mãos o agarrem até ficar marcado, que eu o encoste a uma parede e o comprima com a força do meu e use os meus lábios para o saborear, de cima a baixo! E isso? Como te está a correr?”, respondeu-me.

Fiquei boquiaberta. Ele tinha razão.

Salva pelo gongo, a comida chegou e as atenções foram desviadas.

“Alimenta-te, minha pequena!”, disse docemente. “Não me chames isso!”, enfrentei-o.

“Ficas tão gira quando te irritas!”, afirmou, a sorrir.

“Cabrão…”, disse em surdina, revirei os olhos e levei uma garfada à boca. Ele deu uma gargalhada.

“Meu bem, um dia vais pagar por cada vez que me revirares os olhos, percebeste?”, retorquiu.

“Tu não mandas em mim!”, respondi furiosa.

“Ainda…”, disse convicto.

“Vê lá não te desiludas!”, atirei-lhe.

Ele limitou-se a sorrir e terminou o prato.

Esperou que eu fizesse o mesmo e chamou o empregado, a pedir a conta.

Quando chegou eu tirei o meu telemóvel do bolso para pagar e ele levantou-me um dedo e abanou-o de um lado para o outro em sinal de negação, e encostou o telemóvel dele ao terminal.

“O mínimo que eu poderia fazer era pagar-te o pequeno-almoço, depois do que fizeste por mim,

ontem!”, disse-lhe.

“Agradeces de outra forma!”, declarou. Levantámo-nos e dirigimo-nos à mota.

Peguei no capacete e quando me virei, ele estava a escassos centímetros de mim, que conseguia sentir a respiração dele a misturar-se com a minha.

Tirou-mo das mãos, novamente, agarrou-me pelo rabo e sentou-me na mota, ficando entre as minhas pernas.

Desviou uma madeixa do meu cabelo ruivo, olhando-me de forma predadora, lambendo o lábio.

Baixou a atenção dele para o meu peito, que subia e descia de forma ansiosa, e colocou o dedo indicador num sinal e depois noutro, mais abaixo fazendo com que o nó do dedo médio roçasse ao de leve no meu mamilo rígido, aumentando o contacto à medida que os segundos passavam e eu não me opunha ao que estava a acontecer.

Voltou a olhar-me e senti o corpo a arrepiar. Sentia-o duro, encostado ao meu centro que ardia com toda aquela situação.

Eu desejava-o, isso era inquestionável. Mas deveria deixar o meu lado controlador tomar conta da situação e recusar qualquer outro avanço? Talvez devesse…, mas não queria. Naquele momento só desejava que ele me arrancasse a roupa e me possuísse ali mesmo.

“Um dia ainda me vais implorar para beijar cada sinal da tua pele.”, disse-me com a voz rouca, junto ao ouvido.

“Porque esperas?”, saiu-me.

“Não me desafies, pequenina… Não tenho problemas nenhuns em levar-te para um local reservado e foder-te em cima da mota!”, disse, seguido de um suspiro.

“Que disse que eu quero?”, perguntei em voz alta, enquanto recalcava o “Sim, por favor!” na

minha mente.

Ele, nesse instante, levou a mão entre nós, tocou-me através das calças e sorriu vitoriosamente.

“O teu corpo! E a ele não consegues fugir!”, respondeu-me.

Afastou-se um pouco, voltou a pegar no capacete, colocou-mo e tirou-me de cima da mota, ficando agarrado à minha cintura uns segundos.

Preparou-se e seguimos viagem de volta à minha casa. Saí da mota, tirei o capacete e ele imitou-me. “Toma!”, estiquei o braço.

“Fica com ele, vais precisar mais vezes!”, respondeu. Sorri, corada.

“Obrigada pelo pequeno-almoço.”, disse-lhe enquanto ele se preparava para ir embora.

“Não tens de quê!”, respondeu.

“Alex…, queres subir?”, saiu-me espontaneamente.

Ele olhou-me, voltou a retirar o capacete, saiu da mota e encostou-se a mim, agarrando-me pela cintura, com um braço.

“Estava a ver que nunca mais perguntavas…”

Parte 3

Aproximou a face da minha, roçando a ponta na língua nos meus lábios. Eu sentia o calor que o corpo dele emanava, através da roupa, no meu.

Abri a porta do prédio e subimos no elevador em silêncio.

Assim que passámos a entrada do meu apartamento, senti a mão dele na minha nuca, que instantaneamente me obrigou a virar para ele e os nossos lábios uniram-se de uma forma a roçar o animalesco.

Afastou-se um pouco de mim e o polegar dele forçou-se na minha boca. Um calor formou-se no meu interior, dissipando-se por todas as células do meu ser e eu não resisti em chupá-lo.

Com a outra mão, ainda na parte de trás do meu pescoço, pressionou o meu corpo para baixo, fazendo-me ficar de joelhos enquanto ele olhava para baixo.

O carinho que eu tinha visto naqueles olhos, ao pequeno-almoço tida dado lugar ao desejo animalesco, como se a humanidade tivesse abandonado a sua alma.

Desapertou as calças, sem nunca tirar a mão da minha nuca, e quando caíram aos meus joelhos eu estava hipnotizada por aquele pedaço de mau caminho a balouçar, escassos centímetros da minha cara.

Mas não me deu tempo para assimilar o que estava a acontecer e forçou-se na minha boca, até ao fundo, com o meu nariz a comprimir-se contra o ventre dele e a minha garganta a queixar-se involuntariamente daquele abuso.

Ele soltou um rosnado, como se tivesse esperado por aquele momento a vida toda e senti-o a latejar na minha língua.

Saiu devagar e voltou a entrar. Os meus lábios percorreram cada traço, cada veia daquele mastro perfeito.

Começou a aumentar a cadência dos movimentos. As lágrimas que escorriam dos meus olhos, arrastavam o rímel e arrefeciam o calor das minhas faces ruborizadas.

O olhar dele mantinha-se frio, cheio de luxúria e poder e isso estava a dar cabo de mim.

Nunca me tinha encontrado naquela posição, por um lado o medo fazia-me querer empurrá-lo para longe de mim, por outro, era esse mesmo medo que me fazia continuar a querer recebê-lo e deixá-lo usar-me.

Saiu da minha boca. Inúmeros fios de saliva ligavam-nos e mentalmente agradeci o descanso que me estava a proporcionar, mas não durou muito tempo. Voltou a forçar-se em mim. Os meus lábios estavam dormentes e inchados de tão brusco ele estava a ser, mas isso não me incomodava.

Naquele momento eu só queria servi-lo… Só queria estar ali para ele usar…

E os meus olhos transmitiam isso mesmo, o que o fazia ser mais incisivo, mais brusco, como se não tivesse um ser humano à sua frente mas sim uma boneca…, uma cumdoll!

Senti o membro dele a ingurgitar, tanto que por momentos pensei que a minha boca não seria suficiente para o albergar, e parou.

A minha garganta foi invadida por explosões quentes, grossas. A minha língua, enquanto ele se contraía, massajava-o suavemente. Ele recuou e soltou os últimos jactos na minha cara, que me pareceram tanto reconfortantes como estimulantes.

Levantou-me suavemente, passou a língua na minha face e olhou-me enquanto saboreava.

Sorriu. A alma tinha voltado ao seu corpo.

“Quem diria que as tuas lágrimas eram o tempero que me faltava?”, disse.

“Tira as tuas conclusões depois de me provares por inteiro!”, respondi em tom de desafio.

Levantou-me no ar, as minhas pernas rodearam a sua cintura, sentou-me nas costas do sofá, tirou-me a camisola e atirou-me para trás. A minha cabeça assente na almofada do sofá e a minha anca nas almofadas de encosto formavam um arco perfeito, deixando-me exposta para ele.

Tirou-me as calças e ajoelhou-se à minha frente, apoiando as minhas coxas nos seus fortes ombros.

Beijou-me por cima das cuecas e soltou um som de admiração.

“Isto foi só de me chupar, menina Júlia?”, perguntou. “Humhum…”, soltei.

“És perfeita…”, disse, ao roçar um dedo ao de leve no tecido que me fez estremecer.

Geralmente a minha incapacidade de aceitar elogios deixaria-me sem jeito, mas a luxúria e o desejo que sentia naquele momento, não me permitiram sentir vergonha, mas sim arder ainda mais nas mãos dele.

Beijou o interior de uma coxa, depois a outra, como se estivesse a prolongar uma tortura, até que ouvi rasgar.

“Não vais precisar disto!”, retorquiu.

Olhei para cima e as minhas cuecas estavam reduzidas a um elástico que me circundava a cintura.

A língua dele passou de baixo para cima, como se eu me tratasse de um gelado a derreter em pleno verão e o meu corpo arqueou ainda mais.

O polegar dele circulava o meu clitóris enquanto a boca dele me saboreava numa lentidão dolorosa.

“Alex…”, saiu-me pelos lábios, quando senti um dedo dele a invadir-me, depois outro…

Voltou a beijar-me. A forma como a boca dele, em sintonia com a dança da mão dele em mim, estava a levar-me à loucura.

Os meus gemidos estavam a tornar-se mais audíveis e ele aumentou a intensidade dos movimentos.

Retirou os dedos de mim e o meu corpo chorou a sua falta.

As suas mãos colocaram-se na minha zona lombar e levantou-me no ar. Aquele movimento deixou-me zonza e fez-me agarrar na sua cabeça, ainda no meio das minhas pernas.

Rodeou o sofá e deitou-me de costas, sem tirar a boca de mim.

“Fode-me Alex…, por favor!”, choraminguei.

Ele subiu, encaixando apenas a cabeça do seu membro intumescido na minha entrada, fazendo- me ajeitar a anca, tentando saborear mais uns centímetros, mas ele não o permitiu.

Lambi-lhe a cara, do queixo ao nariz, e sorri, maliciosa.

“Quem diria que eu era o tempero que faltava nos teus lábios!”, desafiei.

Ele retribuiu o sorriso e afundou-se em mim, de uma forma brusca e saiu deliciosamente devagar, até voltar à sua posição inicial.

“Esta é por usares as minhas palavras contra mim!”, disse de dentes cerrados.

Voltou a afundar-se, sem piedade.

“Esta é por achares que podes armar-te em pirralha sem sofrer consequências!”, e saiu

lentamente.

“Quem diria que poderia ser premiada por mau comportamento?”, disse em tom de gozo.

Nesse momento ele soltou um riso que me arrepiou e voltou a enterrar-se em mim de uma forma que o senti a forçar o meu colo do útero produzindo uma dor aguda que me cortou a respiração.

“Esta é para aprenderes que és minha e eu faço de ti o que quiser!”, respondeu.

A cadência começou a aumentar e ambos soltávamos um gemido a cada uma, até se tornar uma música viciante.

As minhas unhas cravavam-se nas costas dele, tentando puxá-lo cada vez mais para mim à medida que sentia o meu centro a contrair-se e a apertá-lo.

“Não pares, por favor…”, escapou-se-me entre gemidos e ele cumpriu.

Éramos dois animais a alimentar os nossos instintos mais primordiais, nada mais que isso. Era sexo puro, sujo, pleno e eu nem sabia que precisava daquilo.

Os meus gemidos transformaram-se em gritos roucos, a minha visão turvou e atirei a cabeça para trás, num soluço gutural, como nunca tinha feito. Ele parou e encheu-me de explosões lascivas de desejo misturadas com um urro que me fez tremer e caiu em cima de mim a arfar.

Tudo deixou de existir naquele momento, apenas o calor dele que me invadia, o que me fez pensar que o inferno seria um iceberg em comparação com aquilo.

Ficámos ali, uns minutos, a recuperar a consciência.

“Isto foi…”, saiu-me. “Foi…”, interrompeu-me.

Eu nunca me tinha sentido assim… satisfeita, mas ansiosa por mais. Queria que o tempo parasse e ele nunca tivesse de sair de dentro de mim.

Beijou-me suavemente e pegou-me ao colo.

Olhou em volta e, após descobrir onde era a casa de banho, levou-nos para lá, colocou-me no poliban e abriu a água, ajeitando o corpo ao meu.

“Deixa-me limpar-te…”, disse carinhosamente.

Eu fiquei sem saber o que fazer. Nunca me tinham tratado daquela forma.

As mãos dele deslizavam suavemente pela minha pele e ele olhava atentamente para cada movimento delas.

Os meus olhos estavam presos a ele, fascinada naquela dualidade de comportamento, naquele ser que me tinha acabado de destruir, mas agora estava a cuidar de mim, a lamber as minhas feridas.

A base do meu estômago contraiu-se.

“Não Júlia!”, pensei, “Não, não, não, não…”

1º episódio – Casa da Barragem

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Apresentação do Leo

Eu sou o Leo e isso basta. O resto guardo para os contextos formais, para as ocasiões em que tenho de responder a e-mails ou fingir que me encaixo num mundo que exige posturas certas. Aqui, o nome é apenas uma pele que se despe para revelar o que realmente sou.

Para quem ainda não me conhece e sabe alguns dos meus aspetos físicos, eu sou moreno, tenho 1,80 de altura, corpo firme de quem vive entre a disciplina e o instinto.

Os olhos são castanhos, daqueles que não escondem nada, nem o desejo, nem o medo, nem a vontade de ir mais fundo. Tenho mãos que escrevem como tocam, com intenção. Hoje, a escrita é o que me mantém vivo e deixou de ser apenas um hobby.

Os primeiros passos nesta atividade começaram aos dezoito anos, por culpa de uma ex-namorada que me pedia contos como quem pede beijos que não pode ter. Descobri cedo que a escrita pode ser mais intensa do que o sexo, porque dura mais, deixa marcas mais fundas e, quando é bem feita, não deixa ninguém indiferente.

A minha história mistura-se com as palavras que escrevo. Vivo nelas e elas vivem em mim.

Durante anos, dividi-me entre Braga e Amarante, a colecionar silêncios, vontades e histórias que não podiam ser ditas. Sempre tive esta mania de transformar tensão em texto, desejo em detalhe e memória em carne. Nunca fui de gritar o que sentia, mas aprendi a escrever com força. E quem escreve com força, escreve para sobreviver. A escrita salvou-me muitas vezes, da rotina, da apatia, da culpa e até de mim próprio.

Em janeiro de 2025 mudei-me para Viseu. Não foi planeado, apenas aconteceu. Uma oportunidade de trabalho surgiu e agarrei-a. Vim trabalhar para uma empresa nos arredores da cidade, uma estrutura que opera diretamente com outras empresas, num ritmo que exige foco, disciplina e uma boa dose de sangue-frio.

No meu dia a dia falo com equipas, alinho processos, resolvo problemas e garanto que tudo anda. Por vezes viajo pelo país, sobretudo pelo Centro e Norte, e cada cidade, cada pessoa, cada conversa, acaba por se transformar em combustível para o que escrevo.

Cheguei sozinho, como gosto. Quem sabe estar só, sabe estar com os outros de forma verdadeira. Trouxe pouco, alguns livros riscados, cadernos com páginas a meio, a cabeça cheia e um apetite novo por tudo o que ainda não vivi. A cidade de Viseu deu-me espaço e silêncio. E foi nesse silêncio que tudo começou a ganhar forma.

O meu perfil de Instagram nunca foi apenas uma página. É um palco, uma confissão, um espelho. Escrevo lá para quem tem coragem de ler com o corpo e não apenas com os olhos. As mensagens que recebo não são simples mensagens, são pequenos gritos, desejos escondidos, histórias que ardem por dentro e pedem para sair.

Não publico por publicar. Cada texto é uma extensão de mim, do que vivo, do que sinto e do que me consome em noites longas, onde o prazer é mais mental do que físico.

Foi essa escrita que me aproximou da Pimenta Doce Lingerie. Uma marca que entende que o erotismo não precisa de ser vulgar nem escondido. Que vê o corpo como um altar e a lingerie como uma prece, ou uma promessa.

A ligação foi natural, pois partilhamos o mesmo desejo, o de provocar com beleza, tocar sem pedir desculpa, mostrar que o prazer pode ser sofisticado.

Desta parceria nasceu algo maior, um projeto, uma obra uma casa, uma experiência.

A Casa da Barragem entrou na minha vida como um convite discreto, direto, sem pressão. Veio de um seguidor de Viseu que me lia há meses. Falou-me da casa como quem partilha um segredo que não se devia dizer. Não aceitei de imediato, porque eu sou curioso, mas não ingénuo.

Quando finalmente disse que sim, percebi que aquele lugar era mais do que um espaço físico. Era um espelho, um ritual contínuo onde os limites se ultrapassavam sem pressa, onde corpo e mente se encontravam de forma crua, consensual e honesta.

Escrevo isto, também porque não sei estar calado. Há verdades que só ganham forma quando se transformam em frases. Há vontades que se explicam melhor com verbos do que com gestos. Há pele que se toca mais fundo quando é traduzida em palavras.

Eu escrevo como quem fode e fodo como quem escreve. Bem poético, não é? Gosto de o fazer com entrega, detalhe e sempre com intenção.

É assim que me revejo, é assim que me quero revelar para ti.

Esta obra é isso, uma revelação, uma exposição, um pacto entre quem escreve e quem se atreve a ler.

Há quem diga que quem conta um conto acrescenta um ponto. Eu prefiro dizer que quem escreve com tesão, escreve com verdade. E a verdade, mesmo que suja, mesmo que crua, mesmo que incomode, é sempre melhor do que qualquer fingimento.

Se estás aqui, é porque já entraste. Fecha a porta com o corpo por dentro, o resto começa agora.

E assim nasceu a Casa da Barragem

Esta obra não nasceu de um impulso qualquer e foi preciso que algo me doesse por dentro durante tempo suficiente para se transformar em texto. Há histórias que se agarram ao corpo como cheiro a suor depois de uma noite longa, histórias que não se lavam com um simples banho e que continuam a marcar a pele e a memória.

Existem lugares que nos entram pela pele e ficam, mesmo depois de fecharmos a porta. A Casa da Barragem foi isso. Um sítio físico, sim, mas também uma metáfora, um reflexo de tudo o que andei a empurrar para debaixo do tapete durante anos.

Não o escrevi para impressionar, nem para excitar, embora saiba que isso vai acontecer. Também não é um diário, porque a minha vida, por mais intensa que pareça, não é um espetáculo. Este livro é o resultado de algo mais fundo, uma espécie de expiação, uma confissão com traços de fantasia e cheiro a realidade. É sujo e é limpo, é íntimo e, sobretudo, é verdadeiro. Aqui não há personagens cliché, há pessoas vivas, com histórias no corpo e um passado que se cruzou com o meu.

A mensagem chegou numa tarde de março, vinda de um seguidor de Viseu e confesso que hesitei a abrir. A curiosidade mordeu-me de imediato, mas não sou de atirar o corpo para o fogo sem perceber de onde vem o calor. Foi apenas à segunda tentativa que aceitei. A proposta era clara, sem rodeios: queriam que eu fosse, que visse, que escrevesse e que participasse, se me apetecesse. Apeteceu-me, na verdade (e muito).

A Casa ficava nos arredores de Viseu, perto da Barragem de Fagilde. Para quem não conhece, Fagilde é uma pequena localidade escondida entre Mangualde e Viseu, um lugar onde a serra se mistura com o som da água e onde o tempo parece correr noutro ritmo.

Há muitas estradas estreitas que atravessam pinhais e descem até à agua da barragem, onde a luz da tarde se deita sobre o espelho de água e tudo ganha uma calma inquietante. À noite, o silêncio é tão espesso que quase se ouve o coração. Foi num destes cenários que descobri a casa.

Vista de fora, parecia comum, uma moradia isolada, paredes brancas e portão escuro. Mas havia qualquer coisa diferente na forma como o vento passava por ela, como se o próprio ar carregasse segredos.

O que encontrei lá dentro não foi apenas sexo, foi silêncio, foi verdade, foi energia crua. Na casa, ninguém precisava de fingir. As regras não eram ditas, mas sentiam-se. Era como se tudo já estivesse acordado antes de qualquer palavra. Voltei várias vezes. Sessão após sessão, conheci gente nova e gente marcada. Alguns passaram, outros deixaram marca.

Houve dois encontros que me mexeram mais do que esperava e um deles quase me desfez. Há feridas que nos rasgam quando menos esperamos, especialmente quando é a melhor amiga da tua ex a meter-te uma coleira e a cavalgar-te como se quisesse arrancar-te da memória dela.

Não escrevo por vaidade, há quem viva disso, mas eu escrevo por necessidade. É a única forma que encontrei de guardar o que me arde. Quando as memórias não me cabem no corpo, escorrem para as palavras.

Em junho 2024 precisei de parar. Afastar-me, respirar noutro lugar. Desliguei o Instagram, calei o desejo e deixei o corpo sossegar, mas a mente nunca parou. A Casa continuava a rondar-me, mesmo nos dias em que fingia estar longe. No fundo, sabia que isto precisava de sair, só não sabia que ia sair assim.

Fui para Peniche, sozinho. Precisava de espaço. Corri junto ao mar, escrevi em cafés de madeira virados para o vazio, ouvi o vento como quem ouve respostas. O corpo pedia calma, mas era a mente que mais gritava. Tinha de perceber se o que estava a viver era real ou se me estava a deixar usar como personagem numa história escrita por mãos que não eram as minhas.

Foi ali que percebi: esta obra tinha de nascer, mas não podia ser qualquer coisa. Tinha de ser meu do início ao fim, não apenas um ficheiro digital a circular em silêncio entre curiosos. Quero-o impresso, com páginas que se dobram, com cheiro a papel tocado por dedos nervosos. A capa tanto pode ser dura como mole, desde que quem o agarre sinta que segura um segredo a meio caminho entre o pecado e a revelação.

Perguntam-me o que ganho com isto, porque me exponho tanto, o que me leva a contar o que tantos escondem. A resposta é simples: há poder em dizer o que ninguém diz.

E há alívio. E há espelho. Sempre que me sento para escrever sobre prazer, não estou apenas a provocar, estou a tocar em zonas onde a maioria tem medo de entrar.

O sexo está em todo o lado, mas o prazer sujo, denso, aquele que rasga e arrepia, vive escondido. Trazer isso à tona não serve apenas para chocar, serve para revelar, para nos vermos ao espelho sem filtros nem poses.

Para mim, a escrita é isso: um orgasmo mental, um ato de controlo, um grito dito com elegância, uma forma de dominação onde sou eu quem dita o ritmo, mesmo quando a vida tenta impor outro.

Durante a escrita houve medo, medo de ir longe demais. Medo de ser lido por quem não devia, de falhar, de ferir alguém, de me trair. Mesmo assim, continuei. Dei nome às pessoas, organizei espaços, preparei os brinquedos como quem desenha um ritual. Cada cena é um altar, cada palavra, uma oferenda.

A Casa é isso, um templo de desejo onde o corpo se curva e a mente se solta. Esta obra é o meu cântico. Talvez alguém um dia se reconheça, talvez me escrevam, me confrontem ou me evitem. Talvez a Tânia leia, talvez a Mariana chore. Mas o que vier, já não me pertence. O que está escrito, já saiu de mim e agora mora em quem o lê.

Estes textos que vais ler não estão fechados. Julho servirá para os consolidar, agosto será de escolhas: cortes, acréscimos, polimento. Não sei quando vou lançar esta, nem se terei coragem de o publicar tal como está. Pode ser que mude detalhes, pode ser que não. Se estás a ler isto, talvez já saibas a decisão que tomei.

No fim, o que importa é simples: isto precisava de ser feito. E eu fiz.

19 de junho de 2025, Leo.

8 gestos que incendeiam uma mulher

Tempo de leitura: 2 minutos

Se achas que o desejo feminino se desperta só com toques explícitos, talvez este artigo te surpreenda.

As mulheres sentem tudo, o olhar, o gesto, a intenção, o cuidado, a provocação subtil.

Por vezes, é um gesto simples que a faz derreter por dentro, muito antes de a tocares onde ela quer.

Aqui partilhamos 8 gestos que, quando feitos com presença e intenção, têm o poder de incendiar qualquer mulher.

Olhar com intenção (não com pressa)

Um olhar demorado, que a percorre sem vulgaridade, mas com desejo evidente, pode ser mais poderoso do que qualquer palavra.

Não é só ver, é fazer com que ela se sinta vista.

Quando uma mulher se sente desejada, o corpo dela responde sem pedir permissão.

Puxar delicadamente pelo quadril

Durante um abraço, uma dança ou ao passar por ela, colocar as mãos no quadril e puxá-la suavemente na tua direção é um gesto que diz: “quero-te mais perto”.

É instintivo, íntimo e deixa-a vulnerável no melhor sentido da palavra.

Sussurrar ao ouvido (com o tom certo)

A voz rouca, baixa, ao ouvido. Pode ser uma frase ousada, uma pergunta provocadora, ou apenas uma respiração quente junto à pele.

O som, a intenção e o momento criam o arrepio que desce pela coluna.

Tocar na zona lombar

Colocar a mão ali, mesmo onde as costas terminam, tem algo de protetor e erótico ao mesmo tempo. É subtil, mas carrega desejo. É público, mas tem algo de íntimo.

É um gesto que diz: “estou contigo”… e também “estou a imaginar-te de outra forma”.

Segurar o rosto com firmeza

Antes de um beijo, ou num momento de proximidade intensa, segurar-lhe o rosto com as duas mãos, olhando-a nos olhos, cria um momento de conexão absoluta.

É o gesto de quem quer saborear, não apressar.

Passar os dedos pelo cabelo

Seja a arrumar uma madeixa caída, a agarrar durante um beijo mais intenso ou a puxar suavemente, o cabelo é uma zona sensível e erótica.

Um gesto que começa como ternura pode acabar em pura provocação.

Acariciar a parte interior da coxa (sem ir mais além)

Deslizar os dedos lentamente pela parte interior da coxa, sem chegar ao destino óbvio, provoca uma antecipação deliciosa.

A tensão entre o que se faz e o que se evita faz o corpo dela arder em silêncio.

Beijar os ombros, devagar

O ombro é uma zona negligenciada e altamente sensível. Beijos lentos ali, especialmente enquanto ela está vestida, criam um contraste entre o permitido e o proibido.

Um beijo bem dado no ombro certo… pode provocar muito mais do que imaginas.

Pequenos gestos, grandes reações

Não subestimes o poder do detalhe. Estes gestos, aparentemente simples, são mensagens corporais de desejo, atenção e presença. E quando o corpo dela sente tudo isto, não há volta a dar. Na nossa secção Intimate, cada produto, cada peça de lingerie, cada conteúdo existe para acender o prazer, com gestos que começam na mente e chegam à pele. Porque quando sabes como provocar antes de tocar, o prazer dobra.

Descobre agora a coleção que desperta com intenções escondidas.

Como enlouquecer alguém só com a boca

Tempo de leitura: 3 minutos

Há uma arma de prazer que não precisa de acessórios, nem de roupa especial. Está contigo sempre. É discreta, quente, sensível e incrivelmente poderosa: a tua boca.

Se achas que a boca serve apenas para beijar ou para o óbvio, este artigo vai fazer-te repensar tudo. Porque quando sabes como usar os lábios, a língua e até as palavras, consegues levar alguém ao limite: sem pressa, sem mãos, sem desculpas.

O beijo certo acende tudo

O beijo é o primeiro toque que se guarda na memória. E também é o primeiro a ser esquecido na rotina.

Um beijo pode ser leve e lento, profundo e húmido, mordido, provocador, submisso, dominante, ou tudo isso num só momento. A diferença entre um beijo normal e um beijo que deixa marcas está na presença e na intenção.

Dica: alterna ritmos, lê a resposta da outra pessoa e experimenta parar antes que ela queira, criar tensão é uma arte.

A língua sabe mais do que parece

A língua não serve apenas para explorar bocas. É uma ferramenta de estímulo incrível para zonas como pescoço, orelhas, mamilos, parte interior das coxas, costas…

Quanto mais inesperado o local, mais intenso o arrepio.

Explora com suavidade, depois com firmeza. Brinca com temperatura (boca quente, gelo, água fria). A língua é fluida, adaptável, e quando usada com criatividade, provoca mais que qualquer brinquedo.

Sexo oral: mais do que técnica, é entrega

Saber fazer bem é importante. Mas mais importante ainda é mostrar que queres fazer. Que estás ali com fome, com prazer em dar prazer.

Não é sobre velocidade. É sobre sentir, explorar, prolongar.

Usa a boca, mas também os lábios, o nariz, o som da tua respiração. Alterna pressão, ritmo e pausa. Ouve os sinais. Lê o corpo. E não tenhas pressa em chegar, o caminho é o melhor da viagem.

Falar ao ouvido pode fazer tremer

As palavras têm peso. Quando são ditas ao ouvido, num tom certo, perto da pele, têm poder. Um sussurro bem colocado pode provocar mais humidade do que muitos toques.

Diz o que vais fazer. Ou o que queres fazer. Diz o que estás a sentir naquele momento. Ou apenas deixa o som da tua respiração percorrer a pele.

Seja com palavras ousadas ou frases subtis, o som da tua voz pode ser o prelúdio do orgasmo.

Morder, lamber, provocar

A boca também serve para provocar com intensidade. Morder o lábio, a nuca, o ombro. Lamber lentamente um mamilo. Passar a língua pelo umbigo antes de descer.

Cada gesto pode ser sensual ou selvagem, suave ou faminto, tudo depende do momento e da resposta.

A provocação é um jogo. E quando bem feito, vicia.

Olhar com a boca

Sim, leste bem. A boca pode seduzir mesmo antes de tocar. Um lábio molhado, um sorriso meio fechado, um toque no próprio lábio enquanto a outra pessoa fala.

É comunicação não verbal. E é absolutamente excitante.

Mostrar o desejo com os gestos da boca cria antecipação, tensão e um convite silencioso. Porque o corpo lê sinais e a boca envia muitos.

A boca é prazer, presença e poder

Se souberes usar a boca com intenção, presença e criatividade, não precisas de muito mais para enlouquecer alguém. Ela é a tua aliada mais íntima, mais natural e mais acessível.

Beija como se fosse a primeira vez, sussurra como se o segredo fosse vital, lambe como se quisesses saborear cada milímetro.

Porque no fim, a boca pode dar prazer, provocar, conectar e deixar a mente a arder muito depois do toque.

A Intimate ajuda-te a ir mais longe com a boca

Queres intensificar ainda mais a tua arte oral? Na secção Intimate da Pimenta Doce Lingerie, encontras:

  • Lubrificantes com sabor para brincadeiras mais ousadas
  • Óleos comestíveis para massagens que acabam com a boca
  • Brinquedos que combinam com a tua língua
  • E conteúdos que te ensinam a provocar mais e melhor

Explora, atreve-te, provoca com intenção.

5 toques que te deixam molhada só de ler

Tempo de leitura: 2 minutos

Nem sempre é preciso ir direto ao ponto. Às vezes, o que realmente excita é como se começa, não como se acaba.

O toque certo pode acordar o corpo, criar arrepios inesperados e deixar-te completamente entregue, sem sequer te despirem.

Neste artigo, revelamos 5 tipos de toque que fazem mais do que provocar: ligam o desejo com a pele, a mente e a emoção.

Toque que quase não toca

Sim, o mais leve é muitas vezes o mais intenso. Passar os dedos sem fazer pressão, só a roçar, pode despertar zonas do corpo que nem sabias que eram sensíveis.

Esse “quase” cria expectativa. E a antecipação é uma forma de prazer.

Experimenta nas coxas, na barriga, na parte inferior das costas ou na zona interior dos braços.

Toque quente e lento

Usar as palmas das mãos ligeiramente quentes (ou até um óleo de massagem com calor) e pressionar suavemente certas áreas do corpo, como o pescoço, a lombar ou o fundo das costas, pode fazer o corpo implorar por mais. É um toque de presença. De quem quer saborear cada segundo.

Toque com os lábios (sem beijar de verdade)

Roçar os lábios na pele, sem beijar. Só deixar o calor. Na curva do ombro, na clavícula, na parte de trás do joelho. Este toque combina temperatura, humidade, intenção e pode deixar-te a arder sem sequer chegar aos sítios “óbvios”.

Toque com palavras

Nem todos os toques são físicos. Uma frase dita ao ouvido, no tom certo, pode fazer o corpo reagir como se tivesse sido tocado.

Frases como “gosto de ver como o teu corpo responde”, “diz-me onde queres sentir-me” ou “só de olhar para ti, fico com fome” são convites para que a mente comece a criar sensações que depois o corpo acompanha.

Toque com intenções escondidas

É aquele toque que parece “inocente”, mas não é. Mão no joelho durante uma conversa, dedo a subir lentamente pela coluna, um puxão suave no cabelo.

Toques fora de contexto, que não pertencem à rotina, mas pertencem ao desejo.

É o toque que diz: “quero-te”, sem usar palavras.

Porque o toque certo muda tudo

O prazer feminino está ligado à pele, ao tempo, à antecipação. Tocar bem é mais do que saber onde é saber como, quando e com que intenção.

Explorar diferentes tipos de toque, em ti ou em alguém, é uma forma de conhecer o corpo, criar novas sensações e intensificar a ligação com o prazer.

A Pimenta Doce Lingerie ajuda-te a tocar

Na nossa área Intimate, encontras óleos, acessórios, brinquedos e texturas que te convidam a explorar o teu corpo de novas formas, porque o toque certo começa com a vontade de sentir mais.

Explora agora os produtos e conteúdos que provocam só de olhar, porque o prazer começa contigo.

As mulheres querem isto na cama

Tempo de leitura: 2 minutos

Durante muito tempo, o prazer feminino foi ignorado, apressado ou tratado como um detalhe, mas os tempos mudaram e com eles, as expectativas das mulheres entre lençóis também.

Este artigo não é sobre truques ou posições secretas. É sobre o que as mulheres realmente querem na cama: conexão, intenção, toque, liberdade e desejo.

E se ainda achas que elas só querem “aquilo”, vais querer ler até ao fim.

Presença real: o corpo está, mas a mente também?

As mulheres querem mais do que um corpo presente, querem atenção plena. Nada excita mais do que saber que estás ali por inteiro, sem distrações, sem pressa.

Olhos nos olhos, mãos que não se limitam a apalpar, mas exploram com intenção. Estar presente é perceber o ritmo, o som da respiração, os gestos subtis que dizem “continua” ou “espera”.

Toque certo no tempo certo

Não é sobre tocar mais. É sobre tocar melhor. O corpo feminino responde à antecipação, à textura, ao calor. Um toque leve pode ser mais eficaz que um movimento direto.

Saber onde e como tocar antes da pressa de entrar é um verdadeiro divisor de águas. Lembra-te: a pele é o maior órgão sexual e ela quer ser descoberta com calma.

Comunicação que excita

Falar durante o momento é uma forma de aumentar a ligação e o desejo. As mulheres querem ouvir, mas também querem sentir que podem dizer o que gostam, sem julgamento. Frases como “gostas assim?”, “quero ouvir-te” ou “diz-me o que te faz perder o controlo” criam segurança e aumentam a tensão erótica.

Saber ouvir os sinais é tão importante quanto saber provocar.

Ritmo, não performance

O maior erro? Tratar o sexo como uma maratona ou um espetáculo. A maioria das mulheres quer ritmo, não velocidade.

Momentos suaves alternados com intensidade. Pausas que fazem tremer, silêncios que preparam para o próximo toque.

Não é sobre fazer “muito”, é sobre fazer com consciência.

Liberdade para explorar e não ser julgada

Muitas mulheres ainda têm receio de mostrar o que querem na cama. O medo de serem mal interpretadas ou rotuladas bloqueia o desejo.

Quando existe confiança, nasce a liberdade de pedir, tentar, rir, repetir e entregar-se.

Mostrar que o prazer dela é prioridade muda tudo e abre portas a novas experiências, novas posições, novos brinquedos, a um novo nível de intimidade.

Estímulo que começa fora da cama

O desejo feminino é multissensorial e muitas vezes mental. Uma mulher pode começar a sentir-se excitada com uma mensagem, um olhar, um toque no pescoço no meio da rua.

Enviar uma frase ousada, preparar o ambiente com luzes, criar um jogo antes de tocar são detalhes que fazem toda a diferença.

Queres ser inesquecível? Começa antes da roupa cair.

A Pimenta Doce Lingerie ajuda-te a elevar o prazer feminino

Na área Intimate, vais encontrar tudo o que estimula, surpreende e desperta.

De lubrificantes com efeito, a brinquedos discretos ou packs surpresa de lingerie, a nossa missão é que nenhum prazer fique adormecido.

Explora agora no site e descobre novas formas de provocar (e ser provocado).

Conhece as fantasias que os homens mais desejam

Tempo de leitura: 3 minutos

Durante muito tempo, falar sobre fantasias foi tabu, ainda mais quando se trata dos desejos secretos dos homens.

A verdade é simples: todos fantasiam. E no caso masculino, essas imagens mentais nem sempre têm a ver apenas com o ato físico.

Muitas envolvem controlo, entrega, voyeurismo, situações improváveis ou o simples prazer do proibido.

Neste artigo, revelamos as fantasias mais comuns entre os homens, explicamos o que está por trás de cada uma e damos-te ideias para explorar essas vontades de forma segura, consciente e muito, muito excitante.

A fantasia do trio (MMF ou FFM)

É uma das fantasias mais populares. O desejo de estar com duas pessoas ao mesmo tempo pode surgir por várias razões: sentir-se desejado, viver diferentes estímulos ou experimentar algo fora do habitual.

Alguns preferem imaginar duas mulheres (FFM), outros fantasiam com dois homens e uma mulher (MMF), com foco na partilha e intensidade.

Importante: Fantasiar não significa que queiras viver e viver não significa que não haja regras claras. Comunicação é tudo.

Dominar ou ser dominado

A fantasia de dominar (controlar, conduzir, dar ordens) é frequente nos homens, mas muitos também fantasiam com o oposto: serem dominados, explorados, provocados sem “poder” sobre o momento.

O jogo de poder, quando bem conduzido, pode tornar-se uma experiência altamente erótica.

Explorar esta fantasia pode passar por jogos de submissão, venda nos olhos, amarrar mãos, ou simplesmente assumir o controlo da situação com segurança.

Ver, ouvir e sem tocar

O voyeurismo é uma fantasia comum: assistir ao prazer do outro, observar sem participar (ou com limite controlado), ouvir gemidos à distância ou espreitar algo que “não devia”.

A ideia do proibido, da antecipação, do olhar que excita sem contacto direto pode ser altamente estimulante.

Uma forma simples de explorar? Deixá-lo ver-te a tocar-te ou criar situações em que o prazer visual antecede o toque.

Lugares públicos ou proibidos

Há algo de intensamente excitante em fazer algo que pode ser descoberto, mesmo que não aconteça.

Carros, elevadores, beiras de estrada, casas de banho públicas ou até uma festa cheia de gente. Esta fantasia não é sobre exibicionismo, mas sobre o risco e a adrenalina.

Claro: segurança e consentimento são obrigatórios, mas às vezes, basta fingir esse “perigo” no ambiente certo para acender o desejo.

Ver-te noutra versão

Uma fantasia muito comum nos homens é ver a parceira numa versão diferente de si própria, isto é, mais atrevida, mais confiante, mais direta.

Pode envolver lingerie, papel sexual, palavras mais ousadas ou até um “alter ego” na cama.

Criar um ambiente onde se possa brincar com papéis, roupa ou linguagem pode ser mais libertador (e divertido) do que imaginas.

Ser surpreendido sem aviso

Há homens que fantasiam ser abordados, provocados ou “atacados” sexualmente pela parceira.

Sem planeamento, sem rituais. Apenas o impulso do momento. O desejo espontâneo de quem se atira para cima dele, que toma iniciativa sem hesitar.

Explorar esta fantasia envolve ultrapassar a ideia de que o desejo “vem dele”. Mostrar que tu também queres, também lideras, também tens fome.

Fantasias com desconhecidos

Esta fantasia não envolve necessariamente traição ou infidelidade. Muitas vezes, está ligada à ideia de anonimato, mistério e novidade.

O desejo por alguém que não conheces, ou por seres desejado por alguém fora da rotina.

Este cenário pode ser recriado até entre casais, com jogos de roleplay, encontros fictícios ou simulações de “desconhecidos” que se encontram pela primeira vez.

Penetração anal: desejo secreto ou tabu que pesa?

Entre as fantasias mais partilhadas pelos homens, a penetração anal ocupa um lugar silencioso, mas constante.

Para muitos, é um território de curiosidade intensa, carregado de estímulo visual, sensação de transgressão e desejo de experimentar algo “proibido”.

Mas também é comum o receio: medo de julgamento, de parecer desrespeitoso ou de a parceira achar que esse desejo é “demais”.

A verdade é que esta fantasia não tem de significar submissão nem vulgaridade.

Pode ser uma experiência de confiança, entrega e comunicação. E se for consensual, desejada por ambas as partes e bem preparada, pode ser mais prazerosa do que imaginas.

Falar sobre o assunto com abertura é o primeiro passo para libertar o corpo (e a mente) dos limites impostos por preconceitos.

E não, penetração anal não significa que és gay. Significa apenas que queres explorar novas formas de prazer com quem confias.

E isso, no fundo, é só mais uma forma de liberdade.

Porque é importante falar sobre fantasias?

As fantasias são uma forma de expandir o desejo, estimular a mente e criar novas conexões com o corpo. Falar sobre elas num ambiente seguro e sem julgamento pode fortalecer a intimidade, abrir espaço para a vulnerabilidade e aumentar (muito) o prazer.

Lembra-te: fantasiar é saudável. E partilhar fantasias é, muitas vezes, o primeiro passo para as tornar realidade — ou para rir e conectar, mesmo que fiquem só no imaginário.

A Intimate ajuda-te a explorar novas formas de prazer

Na Pimenta Doce Lingerie, a área Intimate oferece brinquedos, acessórios e conteúdos para quem quer experimentar, ousar e aprofundar o prazer a dois ou a solo.

De vendas para os olhos a lubrificantes com efeitos, de brinquedos discretos a guiões para roleplay, o prazer começa onde começa a imaginação.

Orgasmo feminino: o que a escola nunca te explicou

Tempo de leitura: 2 minutos

Durante anos, o orgasmo feminino foi ignorado, mal compreendido ou simplesmente silenciado.

Enquanto os manuais de educação sexual se focavam na reprodução e no corpo masculino, muitas mulheres cresciam sem saber como funciona o seu próprio prazer e sem se sentirem autorizadas a explorá-lo.

Neste artigo do + Prazer, explicamos tudo aquilo que a escola não te ensinou: o que é realmente um orgasmo, o que o provoca, e como viver essa experiência com mais consciência, liberdade e intensidade.

O que é, afinal, o orgasmo feminino?

O orgasmo feminino é uma resposta fisiológica e emocional intensa ao prazer, que pode incluir contrações musculares rítmicas, aumento da pulsação, respiração acelerada e uma sensação de libertação profunda.

Mas mais do que uma reação do corpo, o orgasmo é também um reflexo da ligação com o próprio desejo, da segurança emocional e da presença no momento.

Porque é que tantas mulheres não o vivem plenamente?

Há vários fatores que contribuem para a dificuldade em atingir o clímax:

  • Falta de autoconhecimento
  • Pressão para “dar prazer” ao outro em vez de receber
  • Ideias erradas sobre o que deve ser o ato sexual
  • Vergonha do corpo ou bloqueios emocionais
  • Relações com pouca comunicação ou toque mecânico

Durante décadas, o prazer feminino foi visto como secundário, supérfluo ou até perigoso. O resultado?

Muitas mulheres adultas ainda hoje não conhecem o seu próprio corpo, nem sabem que têm esse direito.

O papel do clitóris: o centro do prazer

O clitóris é muito mais do que o que se vê. Esta pequena estrutura tem mais de 8.000 terminações nervosas (mais do que qualquer outra parte do corpo humano) e é exclusivamente dedicada ao prazer. Apesar disso, foi ignorado durante anos e até em livros de anatomia.

Hoje sabemos que a maioria dos orgasmos femininos são clitorianos, mesmo quando ocorrem durante a penetração.

Aprender a estimular o clitóris de forma variada e consciente é essencial para viver o prazer de forma plena.

Existem diferentes tipos de orgasmo?

Sim. Embora cada corpo reaja de forma única, é possível identificar diferentes formas de orgasmo:

  • Clitoriano – o mais comum e fácil de alcançar com estimulação externa
  • Vaginal – menos frequente, mas possível com estimulação interna profunda
  • Múltiplo – vários orgasmos consecutivos, sem período refratário
  • Mental ou energético – resultado de estímulos sensoriais, imaginação ou práticas como o tantra
  • Ponto G / Ponto A / Ponto U – zonas internas menos conhecidas, mas altamente sensíveis

O mais importante? Não é qual tipo alcanças, mas sim como te sentes ao vivê-lo.

Como te aproximar mais do orgasmo?

  • Conhece o teu corpo. A solo, com tempo e sem culpa.
  • Foca-te nas sensações, não no “fim” do momento.
  • Usa lubrificantes e brinquedos para descobrir novas formas de prazer.
  • Comunica. Com quem estás, contigo própria, com o que desejas.
  • Respeita o teu tempo, os teus limites, o teu ritmo.

O orgasmo feminino não é um destino. É um processo. E começa muito antes do toque.

Produtos podem ajudar? Sim e muito

Na área Intimate da Pimenta Doce Lingerie, encontras produtos pensados para explorar e intensificar o prazer feminino:

  • Estimuladores clitorianos
  • Lubrificantes com efeito quente ou vibrante
  • Brinquedos para descoberta a solo
  • Guias e áudios para masturbação guiada

Porque a tua descoberta começa com curiosidade… e merece ser vivida com prazer.

1º – Autor e nascimento da obra

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2º – Onde tudo começa

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3º – Primeira vez na casa

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4º – Interior Surpreendente

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5º – Máscara Vermelha

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6º – Introdução ao círculo

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