Visita com a ex à Ilha do Sal

Pimenta na Mente

Tempo de leitura: 6 minutos

Há uns anos, eu e a Tânia decidimos tirar uns dias para viajar juntos até à Ilha do Sal, em Cabo Verde. Estávamos juntos na altura, e esta era a nossa primeira grande viagem como casal. Escolhemos o destino pelo clima tropical, pelas praias paradisíacas e pela promessa de aventura.

Durante cinco dias, deixámo-nos envolver pelo espírito leve da ilha, sem pressa para nada, apenas a aproveitar o momento.

Ficámos hospedados em Santa Maria, a zona mais movimentada da ilha, onde a praia de areia branca se estendia até perder de vista.

Passámos manhãs inteiras a caminhar pela costa, a sentir a água morna a bater-nos nos pés e a observar os pescadores a trazer as capturas do dia no pontão. Visitámos a famosa Buracona, olho Azul, onde o sol, ao refletir-se na gruta, criava um brilho azul intenso na água cristalina.

Flutuámos sem esforço nas Salinas de Pedra de Lume, rindo como crianças da sensação estranha da água salgada a empurrar-nos para cima.

Mas o momento mais inesquecível aconteceu no quarto dia. Alugámos duas motos 4 e partimos para explorar o deserto. A paisagem era árida, quase lunar, com trilhos de terra batida a perder de vista e o vento quente a bater-nos no rosto enquanto acelerávamos sem destino definido.

A adrenalina misturava-se com a liberdade daquele lugar intocado.

A meio do percurso, decidimos parar junto a uma encosta isolada. O sol começava a descer no horizonte, pintando o céu com tons dourados e alaranjados. Desligámos os motores das motos 4 e ficámos por ali, a recuperar o fôlego depois da adrenalina do percurso pelo deserto.

O silêncio era quase absoluto, interrompido apenas pelo vento quente que soprava suavemente, levantando pequenos redemoinhos de areia.

A Tânia tirou o capacete e sacudiu os cabelos, que se soltaram desordenadamente sobre os ombros. O brilho do sol poente refletia-se na sua pele dourada pelo sol dos últimos dias. Vestia uns calções de ganga curtos, desfiados nas bordas, e uma camisola branca de tecido leve, que dançava ligeiramente com a brisa quente do deserto.

Por baixo, vislumbrava-se o biquíni fluorescente, um tom vibrante de verde que contrastava com a paisagem árida à nossa volta.

Ela passou os dedos pelo pescoço, afastando algumas gotas de suor da pele, e sorriu para mim, os olhos brilhando com a energia da aventura. “Isto é incrível”, disse, olhando para o horizonte.

Encostei-me à moto e observei-a por um momento. A luz dourada do entardecer envolvia-a como um quadro pintado pelo próprio sol.

Aquele instante parecia suspenso no tempo, como se nada mais no mundo existisse além de nós e daquela imensidão de areia e rocha.

A Tânia aproximou-se e pousou as mãos nas minhas, os dedos ainda ligeiramente poeirentos do passeio.

“Acho que nunca me senti tão livre”, confessou, com um sorriso sincero. E eu soube, naquele momento, que aquele seria um dos momentos que jamais esqueceria.

O vento quente soprava suavemente, trazendo consigo pequenos grãos de areia que se desfaziam contra a nossa pele.

O sol descia lentamente no horizonte, pintando o céu de tons laranja e dourado, refletindo-se no olhar intenso da Tânia. Ela continuava ali, à minha frente, com um sorriso meio desafiante, meio cúmplice, enquanto a brisa fazia a sua camisola branca esvoaçar levemente, revelando ainda mais do biquíni fluorescente por baixo.

A adrenalina da viagem de moto 4 ainda pulsava nos nossos corpos, mas agora era outra energia que crescia entre nós. Ela aproximou-se, deslizando as mãos pelo meu peito, os dedos ainda poeirentos da areia fina. O toque dela era quente, envolvente, excitante.

Os nossos olhares prenderam-se um no outro por um instante, como se ambos soubéssemos exatamente o que ia acontecer a seguir.

Não houve hesitação. Os nossos lábios encontraram-se num beijo intenso, primeiro lento, depois mais profundo, carregado de desejo.

O sabor salgado do mar ainda estava presente na pele dela, misturado com o calor seco do deserto. Puxei-a para mais perto, sentindo o corpo dela colar-se ao meu, as mãos dela a deslizarem pelos meus braços até se entrelaçarem atrás do meu pescoço.

Os beijos tornaram-se mais urgentes, os nossos corpos alinhados num abraço onde o mundo à volta simplesmente desapareceu.

O deserto era vasto e silencioso, mas a sensação de estarmos ali, tão expostos e entregues um ao outro, tornava tudo ainda mais intenso.

Ela afastou-se ligeiramente, mordendo o lábio inferior num sorriso travesso.

“Acho que devíamos encontrar um sítio mais… resguardado”, murmurou, a respiração ainda acelerada. Eu fiquei maluco e procurei rapidamente um local.

Olhei em volta. Não muito longe dali, perto da encosta, havia uma pequena elevação de rochas que formava uma espécie de abrigo natural, afastado do trilho principal.

Segurei a mão dela e sem dizer nada começámos a caminhar para lá, deixando para trás as motos 4, enquanto o sol se punha lentamente, lançando sombras longas sobre a areia.

O calor do dia começava a dissipar-se, mas entre nós, tudo só estava a começar. Atravessámos o pequeno trilho de areia que levava até à encosta.

O sol já tocava o horizonte, pintando o céu com tons avermelhados e violetas. O calor do dia ainda se fazia sentir na pele, mas a brisa do deserto trazia um alívio suave, misturando-se com a energia elétrica que pairava entre nós.

A Tânia caminhava à minha frente, com os pés a afundarem levemente na areia fina.

O seu biquíni fluorescente contrastava com o cenário árido, e a forma como a luz do entardecer realçava as curvas do seu corpo fazia com que cada passo dela parecesse hipnotizante.

Quando chegámos à zona mais resguardada, um pequeno espaço entre as rochas, afastado da vista de qualquer um que por ali passasse, ela virou-se para mim.

Os seus olhos brilhavam com algo entre a antecipação e o desejo. “Agora sim, temos um pouco de privacidade”, disse ela, num tom divertido, mas carregado de intenções.

Aproximou-se devagar, os dedos deslizando pela minha mão antes de subirem pelo meu braço. A distância entre nós desapareceu rapidamente. Os nossos lábios voltaram a encontrar-se num beijo profundo, quente e intenso, como se o calor do deserto tivesse ficado dentro de nós.

O corpo dela pressionava-se contra o meu, e as mãos dela exploravam, traçando caminhos pela minha pele.

O seu cheiro, uma mistura de sal do mar e calor da areia, fazia-me perder a noção do tempo. O silêncio do deserto, quebrado apenas pelo vento e pela nossa respiração acelerada, tornava tudo ainda mais intenso. Os beijos desciam pelo pescoço, os toques tornavam-se mais ousados.

O mundo à nossa volta desaparecia, e ali, naquele momento, nada mais importava.

A noite estava prestes a cair, mas entre nós, o fogo estava apenas a começar. Tínhamos de voltar, pois precisávamos de entregar as motas num local ao lado do alojamento onde estávamos, mas ali nem pensávamos nisso. Começámo-nos a despir e a um dado momento, a Tânia baixou os calções e afastou as cuecas de bikini.

“Fode, aqui. Anda, rápido antes que venha alguém”.

Eu, tal como ela, baixei os calções, afastei os boxers, agarrei com firmeza o membro duro e sem dificuldade (ela estava imensamente molhada) penetrei-a.

Apesar de tudo, tive muito cuidado, pois poderiam entrar areias e magoar-nos. Comecei a fodê-la, a trazê-la até mim, a sentir o pau a deslizar e a entrar quase todo.

Ela pedia-me mais, pedia-me para me vir ali, que queria sentir o meu leite quente na cara.

A rapidinha fez todo o efeito e numa questão de poucos minutos disse-lhe que me ia vir. Ela rodou o corpo, ajoelhou-se, com a mão esquerda agarrou no meu pau e colocou a glande na boca. Continuou a masturbar-me até me vir.

A boca dela ficou cheia de esperma, tal como ela adorava e pedia sempre que tínhamos sexo. “Não desperdiço nada, sabes bem”.

Ainda ofegantes, deitámo-nos lado a lado, olhando para o céu, saboreando os últimos instantes daquele momento só nosso.

A Tânia sorriu, encostando a cabeça ao meu peito, os dedos desenhando pequenos círculos na minha pele. “Bem… acho que nunca vou esquecer isto”, murmurou, divertida. Ri-me, passando uma mão pelo cabelo dela, agora um pouco desalinhado. “Nem eu.”

Depois de alguns minutos, decidimos que era melhor voltar para as motos 4 antes que ficasse demasiado escuro para regressarmos ao alojamento.

Vestimo-nos rapidamente, ainda trocando olhares cúmplices e sorrisos que diziam tudo sem precisar de palavras.

Mas assim que nos aproximámos das motos, ouvimos vozes ao longe. Um pequeno grupo de pessoas caminhava na nossa direção, lanternas nas mãos, iluminando o trilho arenoso. Pela forma apressada como vinham, percebemos que estavam preocupados.

“Está tudo bem?” perguntou um dos homens, um guia local que parecia ter vindo da mesma área de onde tínhamos partido mais cedo.

“Vimos as vossas motos paradas e não vos encontrávamos, pensámos que tinha acontecido alguma coisa!”

A Tânia arregalou os olhos e lançou-me um olhar cúmplice, antes de desviar o rosto para esconder um sorriso nervoso.

“Ah… sim, está tudo bem!” respondi, tentando soar natural. “Só parámos um bocado para… descansar.”

O guia e o grupo olharam para nós por um instante, como se avaliassem a situação.

Uma mulher do grupo soltou um pequeno riso abafado e deu uma cotovelada no companheiro ao lado, claramente percebendo o que se passava.

A Tânia limpou a areia das pernas apressadamente, tentando manter a compostura. “Sim, foi só uma pequena pausa antes de voltarmos”, disse, ainda a segurar o riso.

“Ah, claro, claro”, respondeu o guia, sorrindo de canto. “Bom, ficamos aliviados. Divirtam-se, mas tenham cuidado com a noite no deserto.”

Acenámos e subimos para as motos 4, arrancando quase de imediato, ainda com os rostos a ferver de embaraço.

Assim que nos afastámos o suficiente, a Tânia explodiu numa gargalhada.

Afinal, naquela viagem, não só explorámos a Ilha do Sal, como também vivemos uma aventura que nunca esqueceríamos.

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